terça-feira, março 02, 2010

De génio

A juventude é uma coisa maravilhosa. Que pena desperdiçá-la em jovens.
Bernard Shaw, (1856- 1950)

sábado, fevereiro 27, 2010

Quando alguém morre

Às vezes as pessoas vão embora e nunca mais as voltamos a ver. Decidem ir. Nem sempre acontece apenas porque não nos voltamos a encontrar neste pequeno grande mundo, acontece apenas porque algumas pessoas deixam de o pisar e nós continuamos por cá. Assim de repente. Não há concolações, nem memórias que as tragam de volta, não há a memória trazida pelo seu cheiro, e tudo o que nos deixam de nada nos serve, fica só o vazio, e o vazio toma conta do espaço. Podemos ter estado, ou não, muito ligados ao que se foi , podemos até nem ter passado muito tempo com essas pessoas, mas a partir do momento em que morrem, nós ficamos, e só as vemos quando fechamos os olhos. Eu lembro-me de ti. Quando te conheci nunca pensei que um dia deixaria de te ver. É algo em que não pensamos quando conhecemos alguém, normalmente só começamos a pensar nisso momentos mais tarde. Foi já há algum tempo, e o tempo passa depressa. Nunca fomos amigos regulares, nem conhecidos ausentes, estávamos sempre próximos por um motivo ou outro, uma ponte a ruir aqui e outra a surgir ali. Nunca te vi da outra margem do rio (ou talvez sim), nunca partilhámos uma sandes mista (ou talvez sim), nunca te mandei uma mensagem às 6 e meia da manhã (ou talvez sim), nunca te disse que "o Amor é coisa de adultos" (ou talvez sim), nunca te vi a tratar mal alguém (não, isso nunca vi). As coisas que nunca fizémos jamais as iremos fazer, as coisas que me perguntaste, bem essas a partir de agora só te posso responder se for à tua morada eterna, tamanha parvoíce, e sabes que eu deixei de gostar de cemitérios, escrevo então, nunca me lerás, mas também não me lias quando respiravas. Foste embora, eu fiquei, na hora em que foste, muitas outras pessoas foram também, e muitas mais ficaram, não sei se me alegre ou se me entristeça por isso. Não me apetece sorrir ou chorar por ti, tenho fome mas perdi o apetite. Também não te fui dizer adeus, estive contigo dias antes, disseste que estava tudo bem, e eu acreditei, não escutei para lá do que disseste, espero que nesse dia ainda não soubesses que ia ser um dos últimos dias da tua vida. Porque se já sabias, então é melhor que quando for a minha vez de morrer tu me desapareças da frente.

Uma noite como esta

Será mesmo assim?
Tão fácil partir... e voltar. Pode ser tudo imaginação, tudo fruto fresco, maduro e sumarento desta minha mente sedenta de cor e calor, pode ser sim, mas não quero saber, sigo em frente, como sempre, sem ponderar as consequências. Acho que sou a pessoa mais irresponsável que conheço, a melhor conselheira dos outros, a pior para mim mesma, não quero saber, deixei de querer saber. Ontem disseram-me assim "gostar, gostamos disto e daquilo", parece que não gostamos das pessoas, das pessoas queremos, sentimos e fazemos outras coisas. Precisamos, queremo-las perto de nós, queremos sabê-las por perto, queremo-las inconscientes e precisamos da ideia de que precisamos das pessoas para nos mantermos sãos. Ontem à noite apercebi-me disso, estou sã, sorri e deitei-me para o outro lado, olhei-te e não te contemplei mais. Morre-se assim, e nasce-se também. Foi numa noite como esta, sem querer, sem pedir sinais, sem pedir nada de nada nem ninguém. Eu ainda acredito na magia, na vida, nas promessas mudas, no sangue que corre vibrante, eu ainda acredito que há um tempo para tudo, eu ainda acredito na dignidade dos gestos, eu ainda acredito que um carinho deve ser puro, um toque desejado, e a dor criou-se para ser esquecida ao deitar. Esqueçamos o passado, já lá vai, a ferida já não sai, pode ser ultrapassada, sim, claro que sim, mas jamais será o mesmo, se mais ninguém souber...eu saberei sempre. Eu acredito na magia, e no espaço que se cria entre os seres, eu acredito que esta chuva vai terminar e que nada mudará só por ela terminar. Nunca imaginei sentir isto assim tão de repente, trocar as posições das coisas, tomar consciência tão facilmente que transmito medo e admiração, que não me consigo resignar e baixar os braços.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Entretenimento

Estão sempre a dizer-nos que precisamos de ter cuidado.
Cuidado com o que comemos, com o que não comemos e devíamos comer, com o que comemos demais e aquilo que comemos de menos. Segue-se depois o que se bebe...o que se bebe em excesso, e o que nos passa ao lado. Depois há que ter cuidado, com quem se anda, com que deixámos de andar, com quem andamos e nos faz mal, com os que não andamos e até nos fazem muito bem. Seguem-se os avisos, os que ouvimos e não damos cavaco, os que ignoramos prontamente "não é uma questão de não conseguires, mas sim uma questão de não quereres". Depois há os dias em que estamos receptivos e os outros em que não. Os que acordamos com um sorriso estampada na cara, e os em que nos dá uma súbita vontade de assassinar meia população do sítio onde estamos a morar. (Felizmente essa sensação tende a desvancer-se com o passar das horas)...o mesmo não acontece com os problemas.
Porém, há solução para eles: primeiro passo é o diagnóstico, depois a prescrição de tratamento, segue-se o tratamento em si e a fase mais complicada de todas: aprender a viver sem o problema.
Às vezes acho a vida simples demais, arranjamos os problemas para nos entretermos!

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Juro pela minha saúde

que quando este Inverno terminar vou a Fátima, de joelhos.
Mesmo que não o faça fisicamente, lá estará o meu espírito viajante e cristão.
Parece que hoje é Carnaval e apetece-me tanto brincar como engolir pregos. Fico em casa por agora, mas saí cedo hoje, fui dar uma volta, tudo fechado, um frio de me cortar a franja, e eu odeio andar encasacada e anafada. Regressei sem tema de conversa porque o gato ainda fala muito mas escuta pouco, e sem tema de escrita. Achei que seria uma boa ideia encontrar uma piada sobre o carnaval, mas a única coisa que me lembro é que está um frio levado da breca e as meninas a desfilar que nem baianas devem estar com os mamilos duros de frio...coitadas das meninas...espero que sofram e vão para a terra delas que é mais quentinho.
Porém, farei programa de tarde, estou a pensar no quê e com quem...fizeram-me um convite e estou quase que a aceitar, mas só se cozinharem para mim. Ah é verdade, também me irritei hoje porque queimei a língua a beber capuccino e só depois me lembrei que já não tenho gelado no congelador para travar a dor. Opá...claro que poderia ir ali ao supermercado comprar, mas sabem como é quando estas coisas acontecem, chegar lá, escolher e pagar, trazer para casa e sacar da colher para o devorar..até lá passa-me a vontade e a dor.
Já vos aconteceu certamente e sabem como é, ou se tem logo o que se quer, ou então depois já não vale a pena que é retardado. O bom é haver sempre barras de chocolate no armário e gelado no congelador, e estar ali à mão de semear..é para isso que servem as listas de compra, para que nada do que realmente importa nunca faltar em casa.
É Carnaval e depois???

Muse: Endlessly (live@Wembley 2003)

Lá terei de os voltar a ver e ouvir!

domingo, fevereiro 14, 2010

Adaptações

Comprei-o na Quinta à tarde e comecei a ler. Fui dormir à noite e li um pouco mais de manhã. De tarde fui ver o filme, foi como se me tivessem esmurrado durante duas horas. A minha amiga sentiu o mesmo. Precious é demasiado forte, realista e profundo. Porém convém ser visto, porque há coisas assim ... que merecem o nosso respeito. Terminei Push na mesma tarde.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Who's Gonna Save My Soul

Sim Gnarls Barkley! Sou devota :) (não é a minha canção preferida, mas amoooo o vídeo)

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

A Single Man

mais este (só me falta encontrar a banda sonora)

'Shutter Island'

Mais um...

'Precious'

esta semana esgoto o meu cartão UCI...

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Quero mais

Quero mais um pouco de tudo, porque pedir pouco deixou fazer sentido. O "sentido" nasceu da nossa vontade em ver uma razão para tudo, e a razão é coisa da nossa cabeça e nada mais.
A razão é ela a apaixonada do coração, que bate intenso e apressado por ela. O que o coração não sabe é que a cabeça não nasceu para amar, a cabeça nasceu para viver na ilusão do pensamento.
Quero mais. Quero mais sinais e ter o desejo de não os evitar.
Quero mais Sol, mais e mais. Quero-o para o poder partilhar com o resto do mundo.
Quero mais, exijo mais. Quero carne arrancada da barriga da perna como que em possessão pelos deuses em rituais antigos e vibrantes.
Quero visões, aparições, ousar o absurdo. Quero mais sonhos, mais mãos, mais chamas incadescentes, mais gelo escorrendo do pescoço até ao ventre. Quero venenos mortais, terra vermelha e morna, línguas presas e cativas. Quero mais, sem ter de esperar por nada, meter o Tudo num saco e levá-lo comigo. Quero acordar às 5 da manhã, sair de casa e percorrer a floresta lá do fundo. Quero ouvir o grito gentil das árvores, e o bater das asas dos pássaros sonâmbulos. Quero deixar de ter frio. Quero nevoeiro, saber a que cheira, onde nasce e onde se dissipa para dar espaço ao ar. O nevoeiro sufoca. E eu deixei de o querer.
Quero mais, de ti, de mim. Quero mais fome, mais sede, mais espaço, mais caixas escondidas por debaixo da cama. Quero mais imagens, fortes, tão fortes como aquela imortalizada pela íris cansada. Quero espelhos longos e por partir. Quero mais e não quero dar, só receber. Quero ser o que sou, e não ter que me preocupar com isso. Quero viver para morrer, mas sem a parte "do morrer". Quero ter asas infinitas, alvas e finas. Quero descer dos céus nas primeiras horas da madrugada, acariciar os cabelos de alguém como quem toca violino com a crina de um cavalo, e voltar ao céu nas primeira horas da amanhã. Quero mais. Quero depois acordar e agir como mortal. Quero a minha amiga, aquela e a outra. Quero-te a ti, a mim, sem te ter, e sem me teres tu a mim. Quero mais. Quero mais. Quero mais. Gelo. Fogo. Suór. Arrepio.

domingo, fevereiro 07, 2010

Atonement - Briony ♪

(O único óscar que este filme ganhou foi o de Melhor banda sonora) Dario Marianelli transforma brilhantemente para notas musicais as palavras da história de Atonement, e este tema é só o início da viagem. Leiam o livro e depois vejam o filme, o resultado é espantoso, porque Atonement é dos poucos casos em que a adaptação de romance a Cinema é excelentemente conseguida!

Recomendadíssimo

Coisas genias podemos ver no cinema numa chuvosa tarde de Domingo!
Esta "coisa" é prova disso, e não está na corrida aos óscares o que por si é já uma coisa de louvar num ano que são 10 os filmes nomeados! Felizmente nós sabemos que uma não nomeação a óscar é muitas vezes presságio de algo muito bom de assistir. Há coisas assim...

sábado, fevereiro 06, 2010

Sombra pesada II

Desta vez é diferente. Digo-o e repito-o vezes sem conta a mim mesma. Da primeira vez foi novidade. A segunda deveu-se à saudade. A terceira considero um "tira teimas". Só pode ser isso. Não há nada que una as linhas desta esfera desenhada no papel já ardido. A noite já não era nova, o chão estava para lá de frio e senti-o com os meus pés decalços, e a casa escura aguardava a sombra pesada. Definiu-se um sorriso nos meus lábios aquando da sua aparição. Sabendo do erro, do equívoco e tendo o poder de a fazer desaparecer, decidi recebê-la de braços abertos. Num aperto sôfrego, os corpos flutuaram pelo espaço envolvente, descobrindo o que já conheciam, aventurando-se por entre aquilo que o tempo recente havia tentado apagar. Acabou tal como começou. Não foi recordar, não foi reviver, não foi amar. Os dias passaram, e passam sempre. A vida seguiu o rumo. Os estranhos continuaram a estranhar-se regularmente. Novos projectos, novas caminhadas, novos programas, novos desentendimentos, novos procedimentos, novo mês, e pensar "não me estás na cabeça". Vazio? Nem por isso, preenchimento total. Novo aproximamento, "porque não?". Porque sim manifesto. Que fazer ao corpo se já não tem alma? Faz-se uma opção. Optar às vezes custa, no meu caso nem tanto. Opto deliberadamente. Vejo o único monte no meio do nada e embato nele com agrado. Sei o que quero, o que preciso, o que gosto. Há também um penhasco bem frente a mim, antevejo a queda, já me sinto a flutuar, mas ainda não sinto a dor do choque. Quando o sentir será terrestre e audível. Já comecei a preparar o terreno. Todos nós sabemos que nos vamos magoar, até lá é aproveitar ao máximo a adrenalina da queda! É bom quando volta a ter e poder fazer o que se quer. A sombra pesada é assim.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Vamos a parar com a chuva 'tá?

Já não posso mais com as gotas de água que continuam a cair do céu, ele fica tão mais bonito quando está azul brilhante e majestoso....bem vou iniciar a compilação dos meus textos que já devia ter começado ontem, mas a minha glândula levou a dela avante...é hoje....a ver se o meu novo projecto segue em frente. É hora.

sábado, janeiro 30, 2010

RJD2 - Ghostwriter

E isto faz-me lembrar "Prime" e a minha tarde fica ocupada =)

'The Ghost Writer' Trailer HD

(e agora lembrei-me da música)....Roman Polanski o dono da sobriedade!

"A experiência"

Ainda não tinha sentido o entusiasmo suficiente para me debruçar sobre Avatar. Não me entusiasmei com a aparição dos primeiros trailers, não me entusiasmei com as notícias massivas e os disparos dos media sobre o Box Office, não me entusiasmei por se tratar de um sonho imaginado por James Cameron durante 10 anos, e não me entusiasmei quando finalmente me sentei numa cadeira e pus uns óculos escuros lente 3D para ver uma imagem definida porém com cores menos bonitas caso optasse por visioná-lo sem o auxílio do objecto.
Que dizer sobre Avatar? Bem não se trata bem de Cinema, e a palavra "experiência" para falar deste filme cansa-me os neurónio cinéfilos. Cinema é isso mesmo, entusiasmo, vibração, coisas que mexem connosco, como que num caleidoscópio de sensações...sabem quando não estão muito entusiasmados com algo e depois têm uma grande desilusão? Bem, não foi isso que senti por Avatar, sabem quando não "estão nem aí" e depois são surpreendidos grandemente pela obra? Também não foi o caso. Saí da sala exactamente como de lá entrei.
Não posso negar tratar-se de uma coisa extremamente bem feita, extremamente rica e extremamente bem vendida, mas falta a chama da vida, por mais que queira os bonecos azuis não me convenem e se nomearem a Zoe Saldana a Óscar terei de me auto-flagelar com a agulha da anestesia que vou levar na próxima semana. Trata-se da crição de um Universo imaginário extraodinário, mas não é arrebatador...lembram-se da adrenalina sentida ao verem pela primeira vez Blade Runner ( sem nunca esquecer o Metropolis) ? Ou até mesmo, Jurassic Park...ou até mesmo o Rei Leão...? Esses sim possuem planos picados de tirar o fôlego, inovam, emocionam: praticam Cinema. Deixemos a experiência. Muitos sabem que defendo, qual leoa defende os seus petizes, Steven Spielberg: faz de tudo, cria tudo, inova em tudo, faz Comédia, Drama, filma a guerra, e faz ficção científica, podemos escolher qualquer um dos filmes, e qualquer um deles mostra algo de novo.
James Cameron é a mente por detrás de uma das minhas sagas preferidas, Alien, mas ver no seu novíssimo filme uma Sigourney Weaver a fazer lembrar a valentona Ripley é suplício a mais...por isso termino este texto com a ideia da "experiência" que em nada me emociona. Avatar está visto e duvido que o volte a ver, vou aguardar antes pelo próximo do Spielberg ;)

WICKED GAME [HD] Chris Isaak

Hoje vou ouvir isto o dia todo!

sexta-feira, janeiro 29, 2010

No dia em que a minha mãe aprovou o belo do sushi

No dia em que a minha mãe aprovou o belo do sushi, ela não só aprovou, como voltou a aprovar...na realidade, se a minha mãe pudesse, ainda estaria a esta hora sentada naquela mesa a aprovar. Lá fomos as duas, a medo, primeiro o prato mais cozinado, depois aquele half-cooked estaladiço e depois sim o fsmoso crú, de cor viva e de textura encorpada! A senhora gostou e eu arranjei mais uma pessoa para me fazer companhia, porque meus amigos, este é um ponto muito importante nas nossas vidas: as pessoas que nos acompanham nas coisas que mais gostamos devem ser as mesmas a acompanhar-nos nas que mais detestamos.
É como aquele limiar entre a ternura e o ridículo, a pessoa que nos vê no pico da nossa graciosidade terá o direito de nos ver numa maca a suar que nem uma porca e a praguejar diabolicamente enquanto alguém lincenciado em Medicina nos tenta retirar uma coisa viva de dentro de nós, coisa essa que um dia também praguejará e será açoitada por isso (isto se for minha filha).
Hoje acordei cedíssimo, não queria acordar, adormeci rápido demais, tão rápido que dormi profundamente e é nessas vezes que custa mais a abrir a pálpebra calona, estava uma manhã bonita, lá me estiquei até à janela para correr a cortina porque os raios de sol feriam-me a íris. Banhinho, pequeno-almoço reforçado, depois vesti-me (sim eu como após o banho e a antes de me vestir), apaguei a televisão e corri até ao metro qual coelho no país das maravilhas. Encontro a minha mãe e lá vai ela comigo acompanhar-me ao consultório, ouvi as notícias que não me apetecia ouvir, era bom que o antibiótico fizesse o trabalho todo, mas não...lá terei eu de ver o braço espetado e lá vão os senhores de bata pedir-me para contar do 10 para trás...devo chegar ao 4 e apagar!
Bem, mas no Domingo é que sei se será mesmo assim..até lá toca a fazer o antibiótico e a fazer outras coisas importantes e giras!
Ainda não tinha entrado para o gabinete do médico e já me atinha apercebido que não tinha o meu telemóvel comigo, "mas como..se mexi nele quando estava a comer o pão de Deus no Gou..." ah pronto Leila deixaste lá o traste! Toca de ligar ao antigo local de trabalho e pedir encarecidamente que o procurem algures pelo Atrium...ligam-me de volta e era do meu número, a voz simpática do outro lado a dizer que claro que ninguém iria querer ficar com um telemóvel cujas teclas verde e vermelhas não funcionam, que tem um autocolante de uma flor cor de rosa nas costas e ainda tem outro colado a dizer "Pincesa"....Nisto tenho a consulta, nisto saio de lá com a minha mãe e rumamos ao antigo local de trabalho, nisto subimos no elevador e nisto ainda tenho um encontro imediato de terceiro grau com esse ser megalómano de nome Sá Pinto ... suei pela minha vida e pela da minha mãezinha, nisto passam quase 45 minutos no escritório e nisto desco e desafio a Dona Lurdes para uma patuscada nipónica...nisto ela gosta! Depois foi passar na farmácia e caminhar até casa, morri para a vida a tarde toda, agora que já escrevi alguma coisa, é jantar e ler, fazer planos para a noite e rezar para que a glândula se salve! Amén.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Jefferson Airplane - Somebody to love

Traz milho!

Lion King - Circle of Life

Falam em "experiência" no que respeita a Avatar...eu prefiro "Cinema"...The Lion king em 3D..isso sim é qu era! What an entrance!!!!

AINDA SOBRE NINE

Antes de me debruçar sobre Avatar...aqui ficam as palavras sábias de MJT !!

quarta-feira, janeiro 27, 2010

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Le temps destruit tout

PORQUE O TEMPO DESTRÓI TUDO.PORQUE ALGUNS ACTOS SÃO IRREPERÁVEIS. PORQUE O HOMEM É UM ANIMAL. PORQUE O DESEJO DE VINGANÇA É UM SENTIMENTO NATURAL. PORQUE A PERDA DE UM AMOR DESTRÓI-OS COMO UM RELÂMPAGAO. PORQUE O AMOR COMANDA A VIDA. PORQUE TODA A HISTÓRIA DESCREVE-SE COM SÉMEN E SANGUE. PORQUE AS PREMONIÇÕES NÃO ALTERAM O PERCURSO DAS COISAS. PORQUE O TEMPO REVELA RUDO. O PIOR E O MELHOR. (retirado do dvd distribuído em Portugal pela PRISVIDEO, IRREVERSIBLE, 2002) Este sim um filme que perturba, que enoja, enjoa, choca, altera-nos e revela-se um lição. Inteligentemente realizado e montado, capaz de levar o espectador a uma viagem alucinante no tempo através do seguimento não linear da mesma. Vemos o final no início e percorremos a obra de trás para a frente, de cima para baixo: somos a câmara, e esta é a personagem. Fascinante, o modo como o início do filme (visto no final) consegue apagar qualquer vestígio de mal-estar que possamos ter sentido. Confusos? Vejam...mas percebam que o tempo destrói tudo. Se acharem que ainda não estão preparados, é porque ainda não é o vosso Tempo.

=)

domingo, janeiro 24, 2010

Wonderful Life

esta canção cheira a Infância, a minha Infância!

sábado, janeiro 23, 2010

Este texto é para ti.

Tu que gostas do que eu escrevo. Tu de quem eu gosto muito. Tu que fazes já parte da minha vida. Tu que me lês. Tu que facilmente percebes o que sinto. Tu que eu respeito e que quero que me critiques. Tu que sintonizas a mesma rádio que eu (quando eu sintonizo uma). Eu que sou assim, e quero mudar, mas sou assim. Eu que pensei perder um amigo. Eu que às vezes chateio as pessoas porque elas não se chateiam comigo. “A culpa foi do arco-íris” essa não esqueço. Olha que também tu escreves muito bem. As coisas mudam, o passado muda-nos, e nós somos aquilo que dadas as circunstâncias conseguimos fazer mudar também. Somos o vento que guia, as asas dos pássaros a esvoaçar perdidos, porque a Primavera chega mais cedo que o previsto. Somos a água que cai a mais, a Terra que bebe demais, o Sol que queima no Verão e fica tímido no Outono, somos as tardes frias, as manhãs geladas e o meio- dia cálido. Somos a acção e a consequência, somos a faca e a ferida, o antídoto e o ardor, a cicatriz e a memória póstuma que não nos deixa voltar a cortar. Somos o melhor, o pior e mais...somos o que somos e o que estamos para ser.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Nove

às vezes o gato é morto pela curiosidade (ahaha tão bom trocar os complemetos directos, pelos indirectos)!
Foi um dia imenso, longo, de leituras e descobertas, redescobertas e no final apeteceu-me um filmezinho, o musical foi a escolha.
Começa a preto e branco, com um close up de Guido Contini, interpretado pelo Daniel Day Lewis, um realizador de cinema que está a atravessar uma grave crise de criatividade.
A premissa: inicar as gravações do seu filme já anunciado à comunicação social "Itália"...o guião, não existe, a musa não sabe o que dizer, a pessoa responsáel pelo guarda roupa não sabe o que costurar, os produtores não sabem a quem ligar e Guido não sabe onde se inspirar. Tenta em todas as mulheres da sua vida, a esposa, a amante, a musa, a prostituta que lhe ensinou os valores de um bom italiano, a mamma, e a sua costureira..nisto vem também atrelada a jornalista da Revista Vogue americana! E Nove é sobre elas.
Rob Marhall diz-se inspirar no cinema de Fellini, no filme uma das personagens fala em "Neo- realismo", mas este musical é pobre em magia. Vive de pequenos momentos aqui e ali engraçados, mas que não passam disso mesmo, nenhuma sequência musical é genial, não há uma abertura como em Chicago ao som de "All that jazz" e às vezes tudo o que se precisa é de uma boa entrada. Não existem grandes interpretações, porque todas as aparições são demasiado curtas e todas as personagens demasiado estereotipadas. Falta o magnestismo do musical, falta um final electrizante e nisto bato na mesma tecla, o final de Chicago é de arromba cheio de energia, e Nove não.
Porém Nove é uma homenagem ao cinema, em forma de musical, é o modo encontrado para dizer que o Cinema nasceu para ser visto e que as palavras só servem para o matar, Nove é sobre a busca mais do que da inspiração, a busca pelo equlíbrio e pela adrenalina de sentar numa cadeira de realizador.
É comovente o final, desprovido de imagens magnetizantes, apenas o criador na sua cadeira lá do alto, acompanhado pela sua alma de criança que não quiz crescer.
As cenas memoráveis ficam a cargo do emotivo desempenho de Marion Cottillard ao cantar "Take it all" e de Nicole Kidman em "Unusual way", a decepção vem do momento musical de Fergie, que canta como ninguém o tema mais forte de toda a obra e é tão pouco encenada, tão pouco aproveitada. Melhor é mesmo a parte da cena a preto e branco em que vemos Saraghina a brincar com os "little italian devils" que depois serão veemente castigados...e a lufada de ar fresco é a luz de Kate Hudson com "Cinema italiano" que embora mais pareça um videoclip realizado pelo mesmo senhor que faz os anúncios da Martini, possui energia e empenho por parte da actriz.
De resto, Penélope não deslumbra a fazer o papel da amante burra, espalhafatosa e pouco desembaraçada (se bem que parece inspirar-se na mandona da Anna Magnani), e há depois as senhoras donas da palavra Mulher: Judi Dench e Sophia Loren, que são como as grandez actrizes do cinema mudo, nem precisam dizer uma palavra.
Nove...torna-se o nome de "Itália" E MAIS NÃO DIGO.
Vejam :)

NIcole Kidman "Unusual Way": Nine

A cena mais bonita do filme é dela!

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Uma manhã como esta

Frio. Nevoeiro. Sono. Manhã. Frio. Muito frio. Cinzento. Orvalho. Olhar. Escadas. Beijo. Manhã. Sorriso. Estrada. Suspiro. Nevoeiro. Manhã. Queda. Absolvição. Pena. Nevoeiro. Carro. Embate. Sorriso. Quente. Mesa. Cadeira. Caminhada. Humidade. Transtorno. Medo. Pena. Absolvição. Penhasco. Queda. Colchão. Pena. Mais frio. Memória. Lágrima. Dor. Medo. Preocupação. Suspiro. Compreensão. Alívio. Eu respiro uma manhã como esta.

domingo, janeiro 17, 2010

Grease Lightning

Keep talkin' oh keep talkin'!!

domingo, janeiro 10, 2010

Amanhã (que será Hoje e passará a Ontem)

É amanhã que tu chegas e a tua pequenina está feliz. É amanhã que tu e a tua pequenina vão estar juntinhas, caminhando de braço dado, de mãos dadas de corações dados. Hoje estou eu deitadinha no sofá, enroladita numa manta, aquela que tu odeias quando está repleta de pêlos do Max, junta-lhe aos pêlos uma quantidade infinitamente contabilizada de migalhas de bolachinha Maria! Amanhã a esta horas estamos sentadas a uma mesa, a ser servidas por senhoras que tremem de medo por não saberem o que é um chá de camomila, e a quem tu muito contente dizes "Glacias" e prossegues com a conversa que estavas a ter comigo. Está frio aqui sabes, acho que onde estás faz muito mais, mas eu tenho muito frio e sei que amanhã terei menos. E amanhã dormimos juntinhas no quartinho cor de rosa, agarradinhas naquela cama de "corpo e meio", aquela caixinha cor de rosa inserida bem no meio da casa. E a parte boa, é que depois de amanhã voltas a estar com a tua pequenina, acordamos juntas, fazemos torradas, eu ponho manteiga e tu queijo fresco ou requeijão, bebemos longos e doces cafés e pomos mais conversa em dia: vamos estar no Pinheirinho. Ajudaremos o papá a apagar mais uma velinha, cantaremos os parabéns como se estivessem duzentas pessoas naquela casa, brindaremos ao facto de estarmos ali todos juntos e iremos deitar não muito tarde como o bom povo faz. E depois vais partir (naquela estrada) , e eu cá ficarei à espera de uma desculpa para podermos estar juntas outra vez, a ver aquelas coisas juntas que nós vemos outra vez, as palavras que nem precisamos de pronunciar outra vez, os problemas que afastamos com toda a graciosidade que nos foi entregue desde sempre, outra vez. Disseram-me que "quando pedimos algo com carinho parece que as coisas funcionam", tu e eu somos assim também. Li isto num poema, parece que se adequa a ti "És a carne dos deuses...(e o poeta prossegue), És aquele alimento de quem, farto de pão, anda faminto". Mana.

sábado, janeiro 09, 2010

Dia e Noite

Lá estão eles, separados no tempo e nos espaço.
Não se sabe qual deles existiu primeiro, se foi primeiro dia e nasceu a noite, ou se da noite se fez dia. Apenas podemos imaginar e continuar a imaginar.
É como ter os pés na terra e haver alguém que voa, parecem mundos diferentes, mas se não nos importarmos de nos aventurar, sonhamos sonhos jamais sonhados.
É como optar por reservar e esconder, e quando ousamos dar e revelar damos os primeiros passos numa nova realidade já ou não enveredada.
É como aquele limiar de satisfação que temos medo de esgotar.
É como acontece com o dia e a noite.
Qual é que gostamos mais? Qual deles o mais intenso, o mais revelador, o mais presente?
Dizer que gostamos dos dois é sensato, mas será real?
Levemo-nos pela ousadia dos sentidos e a realidade fará do sonho mais que uma ideia, um facto, um argumento, uma dádiva, uma rotina. A rotina mais bela das nossas vidas. Sonhemos noite e dia, vivamos noite e dia, brindemos noite e dia.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Elvis

"Always on my mind"

Nos dias que correm...

vejo coisas, bonitas, luminosas e alegres.
Nos dias que correm, pára a chuva para dar lugar ao Sol que brilhou fortemente e tranformou uma parcela de céu húmido em arco-íris (outra vez). Nos dias que correm eu vejo o arco-íris num ponto da cidade, e no outro alguém o fotografa e mo oferece sem pedir nada em troca.
Nos dias que correm, faz-se por sorrir nas carruagens do metro por volta das 8 da manhã entre a multidão cabisbaixa que lê jornais gratuitos e... olha tristemente para as suas páginas. Nos dias que correm só eu pareço destoar. Nos dias que correm penso em papoilas e na sua cor, na sua presença e do quanto a minha mãe se alegra com elas. Nos dias que correm esqueço-me de coisas e deixo-me ir. Nos dias que correm olho para trás e não me arrependo de nada. Nos dias que correm lembro-me de Londres por sentir uma fragrância numa desconhecida. Nos dias que correm provo a torrada em pão saloio do bar da faculdade de Letras.Nos dias que correm penso em lugares que não conheço e nas pessoas que se dirigem para lá. Nos dias que correm brindo à felicidade com garrafa de leite achcolatado Ucal. Nos dias que correm, pareço ausente para uns, demasiado feliz para outros, e "normal" para os demais. Nos dias que correm revejo três caras amigas, e todas elas me dizem "bom ano!". Nos dias que correm permito-me ao egoísmo e torno-me misteriosa. Nos dias que correm percebo que ouvimos a mesma canção. Nos dias que correm tenho vontade de escrever mas as palavras fogem-me. Nos dias que correm contam-me novidades sobre o nome que me foi dado. Nos dias que correm fazem-me sorrir fácil e docilmente. Nos dias que correm, o sol de Inverno beija-me a cara e sussurra "hummm".

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Porque há pessoas que não conhecem....

o meu Stevie Wonder! " 'till I reach the highest ground"

Inside Man (opening sequence)

São genéricos inciais assim que me entusiasmam, ardilosamente sedutores! Temos a entrada muscial a acompanhar os "nomes" da indústria, e o filme começa e nem nos damos conta, é-nos dado o close-up, o enigma ( e a sua resolução), a cidade e a envolvência musical que nos deixa flutuar pelas pistas deste mosaico fílmico e cultural que é Inside man. Spike Lee? "therein lies the rub"...é mesmo Shakespeare!

segunda-feira, janeiro 04, 2010

The English Patient

Já que falo em "adeus" e "fim", aqui fica o do "Principezinho"!

...ia deitar cedo, mas este paciente que parece ser inglês intrometeu-se. Este paciente que mais não é que "o Principezinho" caso o mesmo tivesse crescido. Lá para as três da manhã adormeço, e terei sonhos dourados como a areia do deserto escrita pelas riscas feitas pelo vento e ritmadas pelos cânticos húngaros que embalavam o aviador em criança.

Adeus. E um galão bem quente.

É uma palavra que nem sempre se deseja dizer, essa do "adeus".
Muitas vezes é necessária, mas sabe tão mal, tão mal que é a última coisa que temos no nosso pensamento.
Há pessoas que não temem essa palavra, não se apegam, não se deixam tocar porque acham que são fortes, porque são seguras e porque são necessárias demais a alguém, seja quem for. O "adeus" delas é quase doce de tão frio que é, quase como que uma benção.
Mas o "adeus" manifesta-se. Mais tarde ou mais cedo, vem, diz-se e sente-se.
Dizemos adeus aos momentos felizes, aqueles que não voltam mais, aqueles que só podemos sentir em sonhos. Dizemos "adeus" aos que mais amamos, aos que mais amámos repito com mais força, porque nem sempre amamos todas as pessoas ao longo das nossas vidas do mesmo modo. Às vezes amamos mais, outras vezes com menos força...às vezes esquecemos de os amar, e outras há em que os amamos tanto que esquecemos de nos amar a nós mesmos, e aí é um "adeus" diferente que deve ser pronunciado.
Isto para dizer, que não há mal algum em dizer "adeus", as coisas menos boas só existem para nos lembrarmos das Muito boas! E o bom do "adeus" é saber largar o fio, deixar ir, dar espaço e voltar a respirar, respirar naquele momento em que parece que já não vamos aguentar mais, naquele preciso momento em que o mundo se parte em dois e que desejávamos vender a alma se fosse preciso. A parte boa vem depois quando nos aperecebemos que essas ideias são tolas e que vale a pena dizer "adeus" para depois dizer "olá"!
As coisas de que me lembro enquanto aqueço leite para fazer um galão!!

quinta-feira, dezembro 31, 2009

O último arco - íris de 2009

fotografia gentilmente cedida por um captador de arco- íris (JP Arantes)

quarta-feira, dezembro 30, 2009

A surpresa do final do mês

Mas o Sherlock Holmes é realizado pelo Guy Ritchie e eu só fico a saber de tal aquando do genérico final (que é a coisa mais valiosa da obra??)...ando taralhoca! O filme é bastante divertido, mas falta o rigor na recriação da época, e embora Robert Downey Junior seja genial (como sempre) na interpretação rejuvenescida do detective mais astuto de todos os tempos, emparelhado com o também fantástico Jude Law no papel do médico Watson, falta brilho à trama e ao desenvolvimento da trama, falta aquele secretismo quase de folhetim tão importante nas séries, e falta algo mais, talvez uma Londres mais enovoada. É um filme à la Guy Ritchie, ou seja, tem pormenores inteligentes, um humor seco mas competente e alguma acção incorporada pelo humor das situações em si. E com isto regressaram as saudades de Baker Street...

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Papel de embrulho

o que é que fica depois do Natal?
Papel de embrulho, no chão, debaixo do sofá, em cima da mesa, papel colorido, vermelho, com ursinhos, velas e azevinho..acabei de ver um rapaz a apaixonar-se por uma rapariga...e laços gastos por todo o lado. Adoro a multidisciplinaridade da minha existência.
O Natal leva com ele a doce ilusão, aquela magia do não saber o que está do outro lado. (tal como acontece quando nos apaixonamos, e até quando percebemos que deixámos de amar). O dia passa na azáfama, aquele friozinho na barriga, as ideias daqueles tempos remotos, as lembraças de Natais passados, as mensagens de telemóvel que agora tomam o lugar de votos de outros tempo, os telefonemas apressados, o cheiro a bolo acabado de fazer nas casas, do bacalhau que fica de molho e de tangerinas descacadas à pressa na bancada da cozinha.
Depos do dia mais mágico, segue-se o verdadeiro dia.
E depois desse dia...o vazio. Parece que se esvai a esperança, sentimos os sintomas não físicos de uma ressaca emocional, dói a alma, pensa-se no resto, no que está para vir, no que já foi, nos nossos medos.
Planos...bem 2010 que me diga o que pretende de mim, eu tenho cá os meus, mas para já não os vou revelar, o ano passa num instante e daqui a nada a estarei para aqui a debitar mais coisas sobre 2011.
O que eu sei é que neste momento dou poucas coisas por garantidas, e o que hoje é em 2010 deixará de ser, e o que for em 2010 é porque em 2009 deixou de ter razão de existir e manifestar.
As coisas boas e a más ensinam-nos isto, é bom chegar a conclusões, mas é ainda melhor afastarmo-nos delas por curtos períodos de tempo.

quinta-feira, dezembro 24, 2009

domingo, dezembro 20, 2009

Será isto que os distingue?

No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.
Jonathan Swift
ou seja, os homens estão sempre em busca de algo para serem felizes e as mulheres acreditam ser felizes com aquilo que têm? WHY DO YOU MOCK ME, OH LORD!!????

sexta-feira, dezembro 18, 2009

E porque é Natal

E como é Natal recordo-me do cheiro a papel de embrulho, a tangerinas, do cheiro de erva orvalhada e do aroma a vinho do porto vertido num copo pequeno colocado à ponta da mesa.
E como é Natal, e só porque é Natal, deito-me feliz à noite por saber que os que quero e me querem bem, estão comigo, ou a caminho de mim, e sonho sonhos vermelhos, verdes e dourados. com mantas aos quadrados e chávenas de leite quente a acompanhar bolachas de manteiga, Nesses sonhos, um urso de gorro lê aconchegado na sua cama as cartas que lhe escrevem e os postais de Natal que recebe. Esse urso vive numa casinha de madeira no meio da neve, tem uma chaminé na sala, e nela estão colocadas as meias com os presentes dos seus familiares.
O Natal é isto. O Natal é uma doce ilusão, e são estas ilusões que o transformam num dos momentos mais pacíficos da nossa vida.
Amor perfeito.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Torradas frias

Já vos aconteceu deixar esfriar as torradas ou servirem-vos torradas frias numa pstelaria?
E não acharam que essa seria a coisa mais maravilhosa que vos podia acontecer??
Eu adoro quando tais coisas me acontecem a mim!!
Mas isso é porque eu adoro torradas frias com imensa manteiga!
Passo a explicar para não acharem que doidas varridas como eu passam por vós a toda a hora e algo de mal se passa no mundo devido a este facto.
Odeio aqueles pacotes de tostinhas e afins que se vendem nos hipermercados, detesto simplesmente, vêm nuns pacotes de plástico que lhes conservam o falso sabor a pão. Não percebo como é que se pôe aquilo na boca e sabe, não a pão mas sim a uma massa endurecida devido a um qualquer processo de radiação mal explicado pelos senhores donos das fábricas das tostas para canapés e afins, e há pessoas a gostar daquilo...
Quando eu era pequenina, a minha mãe deixava o pão endurecer, depois cortava-o em bolinhas espalmadas e metia-as no forno, tirava-as e deixava num cesta tapada com um pano a arrefercer, eu ia comendo-as nos dias seguintes. Aquilo sim são tostas a saber a pão!
E adoro fazer torradas, tirá-las da torradeira e deixá-las a arrefecer até àquele limiar em que ainda não esfriou por completo, mas sim o suficiente para não fazer derreter a manteiga. Tal como Julia Child acredito que este mundo só é mundo porque foi inventada a manteiga, sem ela grande parte da nossa felicidade estava condenada à não fruição!
E tenho dito.
Sou fã.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Sabem o que é que fazemos e faremos vezes sem conta?

Havemos de nos apaixonar vezes sem conta. Se já aconteceu muitas vezes, apaixonar-nos-emos menos é certo, talvez por prudência. Se ainda não aconteceu em número imenso, preparem-se! Preparem-se para sorrir, para sonhar acordados, para sentir prazer inimaginável e felicidade avassaladora. Preaparem-se para sofrer e para fazer sofrer. Preparem-se para seguirem em frente, aconteça o que acontecer. Preparem-se para não se esquecerem da vossa dignidade e jamais coloquem a dignidade do outro em risco. Preparem-se para o Adeus, quer queiram, quer não. Lembrem-se que vão um dia deixar a pessoa que gosta de vocês para ficaram com a pessoa de quem gostam. E fiquei cientes que a pessoa de quem gostam, um dia vai gostar de outra pessoa.
Seguir em frente.
Saber que tudo o que começa, acaba, tudo o que nasce, morre. E uma flor sem terra, sem água e sem sol murcha e nunca mais dá alegria ao mundo.
Mas lembrem-se também, temos de acreditar sempre que será para sempre, depois logo se vê!

sábado, dezembro 05, 2009

Gosto

Gosto de gelado e de bolo de chocolate. Gosto de torradas cheias de manteiga e de chá de limão. O galão pode ser bem quente e muito clarinho. Gosto de meias com bonecos. Gosto dos cartões com descontos em lojas. Gosto de quadros de Renoir vistos de longe. Gosto de toalhas de mesa de linho. Gosto de manhãs cinzentas. Gosto de sentir as mãos e os pés a aquecerem. Gosto de produtos de marca branca, principalmente iogurtes e manteigas. Gosto de ver cavalos a correr pela janela da minha sala de estar. Gosto de afiar lápis de carvão. Gosto de desenhar sem olhar para o papel. Gosto de me sentir livre e gosto de ver aviões a descolar. Passear? Pode ser no aeroporto de Lisboa? Gosto de arroz de pato e bacalhau com natas com muita noz moscada. Gosto do som de violino. Gosto do cheiro do papel fotográfico. Gosto de gostar. Gosto de sentir que também gostam. Gosto de desembrulhar presentes cujo interior desconheço. Gosto de adormecer abraçada. Gosto de vernizes vermelhos, rosa, cor de salmão, beige e roxo. Gosto de começar de novo. Gosto de jogar ao Monopólio durante horas e horas. Gosto de elevadores antigos com portas de correr. Gosto de me sentir segura. Gosto de saber que sou oportuna. Gosto que sintam a minha falta. Gosto de luvas de cabedal. Gosto de sapatos rasos. Gosto que as minhas canções preferidas durem mais que 4 minutos e meio. Gosto que me façam perguntas e que se riam das minhas respostas. Gosto que discordem de mim. Gosto de festas no couro cabeludo. Gosto de lamber as taças onde se fazem os bolos. Gosto que acreditem em mim. Gosto de saber que se pode fazer alguém feliz sendo feliz com e como ele.

domingo, novembro 29, 2009

Band Aid 20 - Do They Know It's Christmas Time?

Só gosto porque entra o tarado do Robbie Williams!!!

terça-feira, novembro 24, 2009

"Os amigos e os amigalhaços"

Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta.
Miguel Esteves Cardoso, Os meus problemas

sábado, novembro 21, 2009

Gran Torino - Jamie Cullum

Já tinha ouvido...ficou agora!

Família

Tenho uma família bonita!
Nem sempre noto, mas também nem sempre noto o Sol que está sempre lá, pode não brilhar, mas está lá a olhar especado para mim.
Voltando aos laços familiares, tenho passado uns dias catitas na sua companhia, achei que me iria custar mas não. É a minha casa, o cheiro, as paredes esgravatadas pelas tentativas da dona Lurdes de colocar estrategicamente os quadros de sempre, nas paredes que já foram suas, de outros e que voltaram a dar-lhe corpo para pregar prego.
Em casa há o quarto pequenino cor de rosa, numa parede há um quadro meu, no outro fotografias em molduras e pinturas que fiz noutros tempos, na outra parede há estantes de livros que já li a todos e na outra um grande armário que nunca consegue abrigar toda a minha roupa...não sei como consigo ter tanta roupa..
Passando ao corredor, dirijo-me à varanda fechada, está lá o Leão, essa coisa dócil que um dia me dilacerará o coração, coração que só tenho um! Afago-lhe o focinho terno e olho-o nos olhos, ele parece fugir ao olhar, parece querer ignorar-me até..eu prossigo, baixo o movimento da mão e sinto-lhe o pescoço quente, com aquela coisa que não o larga, que não sai e que não passa com o tempo. Estou sempre à espera que da próxima vez não esteja lá. Levanto-me e faço caretas e sorrisos à piriquita e aos canários e ele insurge-se qual filho ciumento dos manos mais novos e mais carentes...e eu fico mais calma, "ele ainda cá está"!
Ontem depois de jantar, estava eu sentada à mesa o meu pai passou por mim e mexeu-me nos cabelos, não disse nada. Ele é assim. E eu lembrei que podia escrever no blogue sobre isso.
Hoje apeteceu-me tomar o pequeno almoço numa pastelaria com a minha mãe, um acto tipicamente português e aldeão..lá fomos. Eu contei-lhe, ela disse "tenho pena"...mas que fazer? Depois rematou com "filha podes aprender a bordar", ela é tão simples, tenho uma família mesmo bonita. Bem e agora vou terminar de fazer o que estava a fazer e recordar-me da minha família! Sou uma sortuda.

sexta-feira, novembro 20, 2009

Ela perguntou-me assim

Ela perguntou-me assim... "-Como é que gosta mais dele?" Eu sorri, porque pensei noutra coisa...hesitei...ela reformulou. "-Gosta dele muito ou pouco doce?" Eu disse "muito, muito doce" e sorri-lhe. Ela restribuiu o sorriso e rematou com "então acho que deve provar o semi-frio de caramelo!" Pequenas coisas. Pequenas escolhas. Grandes feitos. Grandes vidas.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Despojos que me fazem feliz

O aspecto positivo dos encontros "enamorados" reside no assombro provocado pelo encontro seguinte, em lograr compreender que podemos merecer mais, que temos uma voz, uma identidade, e que não somos carne para matadouro sentimental. Por vezes também podemos pensar que fomos generosos, que démos sentimentos a quem não soube reconhecê-los: azar o do outro ou da outra, não sabem o que perderam. O importante é sabermo-lo nós.

quarta-feira, novembro 18, 2009

É a pura da verdade

"(...) porque os erros são sempre mais fortes do que as nossas razões."

segunda-feira, novembro 16, 2009

The Men Who Stares at Goats

A Princesa tem cá para ela que a coisa deve ser boa. A avaliar pelo excelente título do filme, bem como para o forte elenco! A Princesa acha que este vai ser dos bons ;)

Fazer o quê?

EU JÁ ESTAVA SOZINHA MESMO !!!!

domingo, novembro 15, 2009

Naufrágio de afectos

" O padecimento é tender à perfeição do amor através das imperfeições da nossa alma. A maior dor está sempre relacionada com o que não conhecemos. Teimamos em compreender, quando deveríamos começar a sentir."
Paolo Crepet

sábado, novembro 14, 2009

Love happens

Poderia debruçar-me sobre o desempenho dos actores deste filme, ou sobre o peso do argumento, ou sobre a ironia e o humor sempre em contraste com o tempo chuvoso e sombrio de Seattle. Mas não.
Love happens é um filme com uma estória bem comovente, contada de modo simples, bem hollywoodesco. Nada de reviravoltas, nada de grandes surpresas, algumas lágrimas sim e alguns clichés também. Mas mais do que isso é um filme sobre a dor. Sobre os escapes que encontramos para não a defrontar, pelo medo de olharmos para nós mesmos. Sobre a nossa incapacidade de admitir as nossas falhas, as nossas inseguranças. É sobre o confronto, mais ou menos adiado e o momento em que nos libertamos e abrimos a janela para que entre alguma luz.
Este filme fez-me bem. Fui sem expectativas, saí de alma lavada.
Todos nós temos problemas. Todos nós lidamos com eles como sabemos, fruto de experiencias anteriores, e todos nós alcançamos plenitude "someday and somehow".
O que mais gostei nesta obra fílmica foi a sequência inicial em que o rude mas simpático Aaron Eckhart ( e charmoso também) diz a seguinte frase : Se a vida te dá limões tens duas hipóteses. Fazes uma cara amarga, ou então fazes limonada! Façamos limonada e bem doce :)
E é mesmo isto meus caros.
Coisas más acontecem todos os dias a muitas pessoas, claro que quando somos nós, parece que o resto do mundo deixa de existir, mas isso não é real. E há coisas irremediáveis, se as há. Mas se não o forem, só temos de acreditar em nós e sorrir, se sorrirmos durante "5 minutos, depois torna-se natural em nós".
Cultivem o vosso espírito.
Estou a tratar de cultivar o meu.
Ainda não um texto sobre Cinema à séria, sinto-me destreinada, parece que já não sei nada sobre a minha Arte favorita, mas estou a esforçar-me para a reencontrar nas pontas dos meus dedos.

sexta-feira, novembro 13, 2009

Diz isto Leila e sorri, e segue em frente Leila.

I wish you bluebirds in the spring To give your heart a song to sing And then a kiss, but more than this I wish you love And in July a lemonade To cool you in some leafy glade I wish you health But more than wealth I wish you love My breaking heart and I agree That you and I could never be So with my best My very best I set you free I wish you shelter from the storm A cozy fire to keep you warm But most of all when snowflakes fall I wish you love But most of all when snowflakes fall I wish you love I wish you love I wish you love, love, love, love, love I wish you love
I wish you love

quarta-feira, novembro 11, 2009

Se estiver "tudo bem" é porque não está realmente e isso é bom sinal

Vivemos numa catadulpa constante de pequenas remediações. Arranjamos sempre algo que remedeie determindas situações, é uma prática comum e aceite por todos, um segredo contado e uma verdade incontestada.
E assim julgamos nós que estamos a melhorar como seres humanos.
Na realidade estamos, vamos facilitando as coisas, dando um pouco mais de nós aqui e ali, vamos encontrando novos desafios e rumos, novas aventuras e questões pertinentes, vamos aclarando as ideias e pedindo conselhos. Assim arranjamos novas formas de nos inovar, de desabafar com amigos nas mesas de cafés em manhãs rastejadas de nevoeiro.
Os pequenos problemas têm essa coisa boa, hoje são grandes e amanhã mais pequenos, hoje são encarados tristemente e amanhã com um sorriso nos lábios.
Sorrir é bom, mesmo quando não nos sentimos felizes, porque podemos não saber, mas ao sorrir podemos estar a alegrar alguém, às vezes as pessoas que estão perto de nós só precisam de ver um sorriso por mais pequenino que seja.
Há sempre algo que se pode fazer por alguém ou por nós mesmos, há sempre. E caso não se consiga alcançar o objectivo maior, pouco importa, o que conta realmente é que se tentou e aquilo que se faz nessa mesma tentativa.
LG

sexta-feira, novembro 06, 2009

Casino Royale

vale sempre a pena rever depois de um dia "assim assim"...

domingo, novembro 01, 2009

domingo, outubro 25, 2009

Se a minha irmã lê isto dirá que estou de todo

Se eu permanecer e ficar igual a tudo aquilo que mudou, que quererá isso dizer?
Nem sempre é fácil fazer distinção entre coisas, entre mundos, entre pessoas.
Fácil é amar, sem questionar, seja o que for, seja quem for.
Lembro tudo como em caleidoscópio, uma plataforma a rodopiar entre súor e gestos ritmados, repetida noite após noite sem que tenha de acontecer. A mente é uma coisa extraordinária, capaz de nos libertar depois de nos enlouquecer. Que carcereira bondosa.
Peçam-me lucidez, dou-vos palavras desconexas, ideias transparentes e sorrisos ingénuos. Deixei a frieza lá atrás, segui em frente, levei-te comigo pela mão.
Como diz Oscar Wilde, o Amor é poderoso porque só se alimenta do puro, já o Ódio alimenta-se de qualquer coisa, daí ser tão fácil cair na tentação do Ódio, está mais à mão, e é gratuito.
Gosto de lá voltar. Ao início das coisas, naquele ponto cheio de novidade, em que tudo se alterou para sempre. Eu lembro diariamente, vejo sempre coisas novas, novos sinais, novos gestos e novas inglórias citações, citações minhas pois claro. Há que vender notícias.
O primeiro passo, o baixar do pescoço, a mão pesada, o corpo leve, a movimentação, a porta entreaberta, a luz na janela, o frio na rua, o frio de final de Janeiro, o quente daquele quarto, a interrupção, o grito mudo, a preocupação própria do momento. O mês de Maio e todos os que lhe seguiram. O saber que há mais algures e não querer procurar, o encontrar algo e pensar no que se perdeu. O mês de Dezembro. O recomeçar de onde se ficou, olhando sempre para trás, olhando sempre em frente. Retirá-lo do cofre e voltar a colocá-lo bem no centro de nós. A expressão, a revelação, o ir mais além, o sentir mais do que nunca. Estar vivo, sentir-se vivo, imaginar Vida. A animação de um sentimento descontroldamante quente, calculadamente agressivo, genuinamente amoroso, engrandecido pelo facto se encontrar no presente, pertencer ao passado e poder vir a ecoar no futuro.

domingo, outubro 18, 2009

De Profundis

Quando a Sabedoria de nada me servia, e a Filosofia me parecia árida, e as máximas e frases daqueles que procuravam consolar-me me sabiam a pó e a cinzas, a lembrança daquele pequeno e silencioso acto de Amor abria-me todos os poços da piedade, fazia com que o deserto florisse como uma rosa, e tirava-me da amargura do exílio silencioso para me harmonizar com o grande coração ferido e despedaçado do mundo.
Leio e releio-o vezes sem conta há anos, é o meu mentor, o meu senhor, o meu confidente e eu a sua leitora mais "harmonizada". Se pudesse escolher uma Figura com quem jantar seria Oscar Wilde, um ídolo Oscar Wilde, e um Oscar Wilde a viver em mim...sou uma dandy portanto!
Como li algures, Oscar Wilde podia ter escrito estas linhas hoje de manhã....

sábado, outubro 10, 2009

sexta-feira, outubro 09, 2009

Febre

Dê o primeiro espirro quem nunca teve uma febrezinha destas...sim sou uma daquelas ovelhas que vai sentadinha no metro com este livrito à frente do focinho!

Parabéns mana

Eu CORAÇÃO TU

quinta-feira, outubro 08, 2009

Pareço triste, mas não... às vezes escrevemos sobre o que achamos e não sobre o que somos

O tempo costuma deteriorar. Quando em presença deteriora, afastado faz com que se sinta falta de algo que nunca chegou a ser inteiro, total e contemplativo. Sinto-o com a força avassaladora, a mesma do furacão de sentimentos profundamente enraizados, os mesmos que desconcertantes uma vez, se tornam cruéis e insatisfatórios. É com fome que escrevo, mas uma fome diferente, uma que faz os lábios esboçarem um sorriso involuntário, como se pronunciassem palavras sem sentido. Uma fome. Uma impossível de saciar, uma incontrolável e que jamais se poderá suplantar por qualquer outra droga embriagadora.
Porquê ser marcada tão indelevelmente? Como deixei isso acontecer?
Nunca fui grande coisa a antever, nem a precaver...deixo-me sempre ir, não questiono, não pondero, não equaciono o que é melhor para mim..pelo menos quando se trata da luxúria do gesto.
Vou, deixo ir...e regresso sozinha.
O vazio instala-se, engrandece-se, e as pequenas coisas (anteriormente grandiosas) perdem-se no véu da memória do tempo fugidio...e assim essas pequenas coisas perdidas tornam-se num fardo pesado de carregar.

terça-feira, setembro 29, 2009

Em frente

A vida está sempre a andar para a frente! Mesmo quando tudo nos faz crer o contrário. Todas as coisas menos boas, não passam disso mesmo "coisas menos boas", obstáculos a superar, batalhas privadas a travar, sem escudo ou espada, mas com respeito a devoção a nós mesmos. A fazer. Façamo-lo por nós, pelo nosso bem-estar, continuemos a construir estrada para prosseguir pelo caminho que escolhemos e que acreditamos que guiar-nos-à à Felicidade. Não deixemos que outros construam o nosso caminho. Jamais conseguiremos alterá-lo a tempo! E se alguém vos tentar convencer do oposto, escutem com atenção, reflitam e tracemo plano por só vocês imaginado. Os sonhos, não passam de sonhos, são filamentos banhados a ouro, prolongamentos do dia intensificados à noite no calor da almofada, com um propósito, uma razão para acontecer. Permitir que aguardemos pelo melhor, desejemos algo com tanta força que na imensidão confusa do caos e no pavor da solidão, vislumbremos uma meta que deve ser acalentada, conquistasda, renovada, seguindo-se uma nova. Não párem de sonhar. Nascemos para sonhar. Nascemos para fazer desta vida o melhor que possamos. Queiram tudo por inteiro, que o tudo querer-vos-à por inteiros!

Chéri

O novo de Stephen Frears.
Deliciosmamente humorada, delicadamente fotografado, alegremente trágico.
Uma pérola!
A ver:

sábado, setembro 26, 2009

Last day

Eu não saí com plantinha, mas com um ramo de rosas amarelas oferecido por alguém muito especial!
Foi um dia muito estranho o de ontem, e nem mesmo hoje consigo já juntar as palavras certas para descrever o que sinto. O que mais gostei da experiência? Os amigos que fiz, as pessoas lindas que se cruzaram no meu caminho, o conhecimento da existência de uma rotina, o cansaço diário, a boa educação de grande maioria daquela boa gente, e o conhecimento de que há mais à minha espera e que eu posso fazer, muito e muito mais!
Coisas boas são gelados ao final do dia, e o rasto de felicidade a ser deixado qual rasto de estrela cadente!!

domingo, setembro 20, 2009

The Supremes Baby Love

ainda se escrevem poemas assim??

E daqui a uma semana...

Se me perguntarem "como estás"?
Respondo que "estou bem"!
Acho que sim.
Há sempre algo que não está bem, mas no geral, vistas bem as coisas, não me posso queixar de muito: a saúde está boa obrigadinha, os olhinhos continuam a não precisar de óculos, continuo com apetite pantagruélico e até tenho dois palminhos de testa e uma cara engraçada ;)
É certo que a partir da semana que vem ingresso no mundo do desemprego..mas prefiro achar que é algo que não se vai arrastar por muito tempo!
Vou de férias. Quer dizer não devo ir para lado nenhum em espcial porque não tenho de momento argent para tal e há que pensar em poupar o dinheiro que não vou ganhar tão cedo com o suorzinho do meu corpito...mas tiro férias, faço aquelas coisas "normais" que não dão para fazer nem nos feriados nem ao fim de semana, trato do bilhete de identidade, vou até uma esplanadazinha, vou confraternizar com os amigos também eles desempregados, vou informar-me sobre umas quantas coisas a respeito do meu futuro e com isto canso-me das ditas férias!
Volto à carga e creio que para a altura do meu aniversário já estou de rastos outra vez...
Depois é voltar ao trabalho que já tenho algo em vista, volto a fazer uma outra coisa de que tenho muitas saudades e que me faz muita falta e ...aproveito também para ver se me ponho a cozinhar algo comestível!
E é isto meus amigos...é acreditar que quando se fecha uma porta. abre-se um portão de garagem. E aquilo que fiz nos últimos meses não foi em vão, permitiu-me perceber mais sobre o mundos "dos grandes", permitiu-me conhecer pessoas maravilhosas, crescer como menina bonita, permitiu-me ainda perceber que há mais neste mundo e que tenho tanto ainda que fazer e aprender. Agora é mexer-me e não deixar de acreditar ;)
Mas antes disso, ainda tenho uma semana pela frente e juro que ando tão cansada da minha cabceita que enfim...nem vou terminar esta frase com nada de jeito...

Recebi finalmente flores!!

Obrigada do fundinho deste meu coração ;)

terça-feira, setembro 15, 2009

sábado, setembro 05, 2009

São quinze anos e sete meses de

AMIZADE. COMPANHIA. ALEGRIA. ARRUFOS. LÁGRIMAS. CHATICES. LADRARES A MEIO DA NOITE. MEDOS DE TE PERDER. MEDO DE NÃO FAZER SEMPRE O MELHOR PARA TI. SAUDADES DE ALGO QUE TENHO MEDO DE VIR A PERDER. SAUDADES DE TUDO O QUE VIVI CONTIGO. BANHOS CALMOS NA BANHEIRA. TU À MINHA ESPERA NO BANCO DO JARDIM. TU A VIR TER COMIGO NO RECREIO DA ESCOLA. TU A BRINCAR COM O SÃO BERNARDO. TU A COMERES DE TUDO E A REFILAR POR QUERERES MAIS. AMOR. SENTIMENTOS SÓ SENTIDOS E NUNCA PROFERIDOS. SONHO. IRMÃO. PAI. AMIGO. FIEL. SEDUTOR. CAPRICHOSO. INALCANÇÁVEL. RUFIA. BORGUEIRO. DOMINGUEIRO. FILHO. SANGUE. ALMA E VIDA A CORRER COMO UM RIO DE MEMÓRIAS E SORRISOS.
E AINDA CÁ ESTARÁS POR MUITO E MUITO MAIS TEMPO.