quarta-feira, abril 29, 2009

Meu Bem

quando te "cair a ficha" aqui estarei eu!

domingo, abril 26, 2009

Permanecer

Por um fio. Como da outra vez. Como da outra vez o “ainda” e o “para vir” fizeram-me gelar. Suór para fora, queimadura interna Ver o mundo a desmoronar-se que nem papel fotográfico a arder. Regressar é possível, renascer também, mas apenas com responsabilidade se adquire Liberdade, e eu quero ser Livre. Vem. Sem avisar. Vem: Sem avisar . Vem. Perder o mundo para ganhar o Universo. Ceder um momento para vislumbrar a Eternidade. Seguir em frente, sempre em frente, tão mais longe quanto possível. Seguir até perder de vista o que de mal aconteceu e fazer dele uma passagem secreta, escondida e esquecida. Seguir em frente, lembrar o beijo fraco, a conversa longa, o sentir do vulcão na nuca, as festas ternas, demoradas e caprichosas. Permancer enquanto vibram os sentidos, a chama volta a atear, a fotografia é recuperada. Quase que por milagre. Milagre. Permanecer enquanto a coxa é sentida com força, as pernas encaminham-nos para a penumbra, o exterior é contemplado por um momento quase de forma pueril. Permancer enquanto em movimento, o sussurro sôfrego, as palavras mudas escritas a caneta invisível que imprime desejos, vontades, palavras, palavrões, sabores e aromas. Permanecer enquanto o pescoço é mordido, o arrepio contemplado, o grito amordaçado pelo peso do corpo, o vai vém das sensações, as sensações feitas sentimentos. Permanecer enquanto a coragem não se esvai. Permanecer porque a boca é viva e sábia, conhecedora e sedutora, porque prova, peca e roga por mais. Permancer porque quando um parte, o outro chega, um chega para partir o outro e assim ficamos noite fora, entre a chegada de um e a partida do outro. Permanecer porque o abraço cansado é mais forte, os braços fazem-me cativeira e o carcereiro arrependeu-se. Permanecer porque as mãos buscam os dedos e o laço entre eles, terno e eterno. Paz apaziguada. Permancer porque ele pede “não tentes os meus desejos” e ela “não tento eu outra coisa”.

O MELHOR

ESSE...AINDA ESTÁ POR VIR!

Vicky Cristina Barcelona

Quem viu o filme reconhece o tema e a cidade!

quinta-feira, abril 23, 2009

E porque o meu coração a lá pertence

regresso mais uma vez...sempre! Em Junho o meu coração baterá mais forte que nunca assim que sentir o pulsar do Relógio de Westminster nesta privada sintonia cronológica. Senhor piloto faça o favor de me proporcioanar uma vista como da última vez aquando da aterragem!

E alguém se lembra de Tanita Tikaram ??!!

Twisted My Sobriety

quarta-feira, abril 22, 2009

Alguns são realizadores de cinema, o outro é Almodóvar

Que conselhos daria hoje a alguém que queira tornar-se cineasta?
Pedro Almodóvar: " Em primeiro lugar, é preciso que seja simpático, porque tem que pedir favores e conseguir que vinte pessoas aceitem trabalhar gratuitamente para poder filmar uma primeira curta-metragem. Depois, tem que convencer os que vão pagar o negativo. Tem que ser simpático, optimista e se for sexy será ainda melhor. Para realizar uma segunda curta-metragem tem que ser persistente, cínico e atrevido, e frequentar um ginásio, porque entretanto envelheceu. Tem que ser maquiavélico, porque da segunda vez tem que enganar a pessoa que da primeira seduziu."
excerto da entrevista retirada da revista Bastidores, XX edição, 2009.

terça-feira, abril 21, 2009

Pausa

Acabei de chegar a casa
Hoje não respondo a emails. Não atendo telefonemas. Nem farei telefonema algum. Não vou ver televisão (nem sequer a ligarei). Não tratarei de nada para que amanhã fique já tudo em ordem. Não faço jantar. Não arrumo a casa. Hoje meto-me na banheira e mimo-me mas é. Depois sigo para o sono de beleza e amanhã "Alegria" que é novo dia e revigorada farei tudo com um sorriso nos lábios. Time flyes e amanhã já estaremos todos a meio da semana...
P.s: O contacto via sms tb não será opção

domingo, abril 19, 2009

"Coisas...boas"...como diz alguém

E no seguimento do último post... Esta é uma "coisa" pertencente à categoria das : pequenas!! E por isso mesmo não posso passar sem uma fatia de bolo de bolacha, de vez em quando preciso de a saborear, lá está não é trivial, mas também não é essêncial, é uma pequena coisa ;) Claro que a fatia aliada à frescura de um belo sumo de ananás com lima, mais a companhia alegre e conversadora em frente ao mar faz com que o Domingo seja o dia final de uma semana que antecipa uma nova: solarenga, colorida, saudável e trabalhosa!

Domingo ( e todos os outros dias)

Costumo acordar assim como mostra a imagem!

Daí sentir-me tantas vezes diferente das outras pessoas, costumo acordar bem disposta, e essa disposição só se vai desvanecendo com um outro raio de malvadez insensata e alheia. Normalmente acordo já com uma coisa na cabeça "será um dia fantástico". Às vezes ao deitar penso que o dia não foi assim tão feliz, porque não fiz tudo o que queria, porque "ainda não foi hoje" que..porque isto por aquilo, mas amanhã se tudo correr bem durante o sono, acordo novamente e tenho uma nova oportunidade: é esse o dom da vida, é dádiva diária de opotunidades!

Pois e hoje acordei contente porque ao contrário de ontem, não havia nuvens chatas e zangadas no céu, não ele hoje é Reino frondoso em azul, o Sol acalenta novas perspectivas e eu acordei mais uma vez com fome e com uma lista infindável de coisas para fazer!

Há um ventinho...vejo-o a meter-se com os galhos das árvores do jardim que vejo desta janela, bem um casaquinho giro e colorido há-de o enfrentar!

Bom Domingo a todos!

sábado, abril 18, 2009

What a Wonderful World - Rod Stewart

"partilhar experiências" ;)

Elton John - Something About The Way You Look Tonight

Se ele de facto vier ao nosso Galzito eu QUERO MESMO VÊ-LO! Desejando...fica esta que é só uma das minhas favoritas!!

Manual das Coisas

Acredito em três coisas. Nas pequenas, nas triviais e nas essênciais. Não imagino "vida" sem uma destas categorias. Claro que a palavra "vida" vê o seu valor moldado consoante o ser que a gere e a palavra "coisa" também não vem ajudar em nada. Para uns, a vida é uma coisa dada como adqurida, para outros é uma questão meramente circunstancial, há ainda outros que a vêem como um mero somatório de dias, e outros materializam-na...outros vivem! Viver é fácil, não se trata de viver bem ou mal, porque praticamos mais ou menos desporto, porque consumimos mais ou menos carne de vaca, porque gastamos mais ou menos luz, nada disso, viver é tudo o resto, é tudo aquilo em que não pensamos. O que pode acontecer, é não se viver, ponto. Daí que precisemos do manual das três coisas básicas anunciadas no topo. As pequenas coisas são isso mesmo, pequenas, e sempre à espera de serem notadas, "pequenos nadas", ninharias, são uns trocos esquecidos numa mala de viagem, uma frase que dissémos e a qual ainda alguém se lembra, é uma pequena flor deixada no alpendre, é um crepe com chocolate, é um email ridículo escrito à pressa a alguém que está a ter um mau dia. São pequenas, porém com tamanho suficiente para não nos deixarem esquecer que temos um passado e que a memória é um reino que tem tanto de encantado como de misterioso, tão cheio e tão vazio, tão eterno e tão recente. As coisas essênciais, são as que nos deixam ligadas a quem realmente somos, são as que nos fornecem as coordenadas espaciais para que não nos percamos algures no meio da multidão, são coisas como o ainda nos compadecermos com um idoso sem abrigo no metro, é o ainda mudarmos de canal quando anunciam imagens chocontes de um homem morto a tiro no telejornal, é o redordar-nos da nossa mãe quando passa uma senhora que use o mesmo perfume que ela, é termos lágrimas nos olhos quando nos lembramos do primeiro dia do nosso cão na nossa casa, são coisas como estas que nos permitem perceber que ainda estamos em contacto com o que realmente interessa. E finalmente as coisas triviais, que nos complementam, são parte de nós, não são essênciais mas também não são pequenas, têm valor consoante a nossa consideração por eles, é como a pessoa pela qual nos apaixonamos, é importante? Claro que sim, mas não é o mais importante, a vida é mais cinzenta sem elas? É pois, mas podemos colori-la com outras coisas aqui e ali, é como os sapatos que escolhemos no Verão e no Outono, são como os cogumelos que preferimos frecos aos enlatados, são como as flores que escolhemos para termos em casa ou para oferecer, é como quando eu escolho pôr ou não rímel. As coisas triviais, são bestiais, porque complemetam e definem-nos no dia a dia. E claro que não comparo a pessoa de quem gostamos a cogumelos enlatados, mas a verdade é que comidos os cogumelos fica a cor réstea do seu aroma e a espera pela pessoa querida encurtada, e eis que ela chega! Sim gosto de coisas, pequenas, essênciais ou triviais!

123 Leia lá outra vez!

quarta-feira, abril 15, 2009

Constatações (sobre mim e sobre todos nós)

sou tão gira que me irrito a mim mesma! Fora isso...e além de gira e chique, e muito santa, sou pessoa para acordar cedo faça chuva ou sol, esteja feliz ou triste! Gosto de chocolate com tudo, e aprecio uma torrada lambida a manteiga pela manhã. Adoro mãos e detesto pés. Cinema sózinha, a dois, a três, sessões esgotadas, sessões com três gatos pingados (já a contar comigo e com o maquinista), filmes para rir, para chorar, para aquecer e para esfriar. Cinema com tudo e com todos, em casa ou no cinema. Cinema norte americano ou europeu, asiático ou assim assim. Gosto de ver a minha mão segurada, gosto do toque, da rudeza dos sentidos, da agudeza dos sentimentos, do ritmo da poesia, da relatividade das palavras. Gosto da simplicidade da vida e da complexidade das pessoas. Gosto de sexo, de prazer e de amor. Gosto do corpo, do espírito e do santo. Gosto da insegurança que sinto todos os dias, gosto de Sintra, do Pinheiro de Loures, da Ericeira, gosto do cheiro a paredes acabadas de pintar, gosto de falar com pessoas e acredito que se formos educados serão educados connosco, e se formos simpáticos (mesmo num dia muito mau) os outros retribuem a simpatia! Gosto de falar ao telefone, por sms, por e-mail e pessoalmente. Gosto de receber cartas, gosto de abraços longos, de festas nas orelhas e sussurros perto da nuca (não confundir com os arrepios). Gosto do Marco Paulo e do Al Green. Gosto de Scorcese e Coppola. Tenho um rim preguiçoso e um útero virado ao contrário. Tenho 20 dedos, dois olhos, milhares de fios de cabelos e uma boca bem linda! Tenho um problema com malas, casacos e bijuetria, ah e com relógios também. Gosto do final do Verão, do meio da Primavera, do início do Outono e da despedida do Inverno. Não sei o que é o Amor, mas sei que amo, sei o que é a paixão e só sei viver apaixonada, pela vida, por mim, pela paixão em si...é como "correr contra a ternura" (como disse Ary dos Santos). Não sei muito sobre assunto algum, mas sei de tudo um pouco, gosto da palavra escrita, da falada e da esquecida. Gosto de ver bandos de pássaros no céu pela manhã quando este está ainda cor de rosa e frio. Gosto de crepes com chocolate, de bolo de brigadeiro, do swirl choc and chip, dos muffins do Starbucks e dos scones do Magnólia. Gosto dos meus manos e dos meus pais, do meu cão que quando partir me irá despedaçar o coração. Já sorri muito, já vivi alguma coisa, "ainda me falta penar também", gosto de compreender, mais do que aprender, gosto da agressividade dos gestos feitos com todo o carinho que temos no coração, acredito na bondade, na gratificação, na piedade, na gula e no facto de tudo acontecer por uma razão. Não gosto de recomeçar...prefiro continuar. Acredito nas pessoas e gosto que elas acreditem em mim. Posso continuar? Já me confundi, já chorei por não perceber, depois percebi e voltei a chorar. Não gosto de dormir sozinha, mas gosto de ter espaço na cama, gosto de coleccionar autocolantes e borbotos (que ofereço no Natal).

segunda-feira, abril 13, 2009

The countess

Acho que acabei de encontrar uma figura histórica que me vai dar um enorme prazer a descobrir.
Por estas e por outras é que gosto da sétima Arte!

domingo, abril 12, 2009

Arrepio ( e o facto do cavalo ser o meu animal preferido)

Não sei se é por ser carne, se é porque é sexual, sensual, respiração, constatação, indignação, apenas sei que Ary dos Santos era sábio nas palavras e neste magnífico poema interpretado por Mafalda Arnauth se espelha aquilo que todos sentimos uma ou outra vez na vida: um instante, uma vida, uma passagem, um retiro eterno, um sentimento por alguém, um acordar de manhã e querer correr contra a ternura:
Minha laranja amarga e doce
Meu poema feito de gomos de saudade
Minha pena pesada e leve
Secreta e pura
Minha passagem para o breve
Breve instante da loucura
Minha ousadia, meu galope, minha rédia,
Meu potro doido, minha chama,
Minha réstia de luz intensa, de voz aberta
Minha denúncia do que pensa
Do que sente a gente certa
Em ti respiro, em ti eu provo
Por ti consigo esta força que de novo
Em ti persigo, em ti percorro
Cavalo à solta pela margem do teu corpo
Minha alegria, minha amargura,
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha laranja amarga e doce
Minha espada, meu poema feito de dois gumes
Tudo ou nada
Por ti renego, por ti aceito
Este corcel que não sossego
À desfilada no meu peito
Por isso digo canção castigo
Amêndoa, travo, corpo, alma
Amante, amigo
Por isso canto, por isso digo
Alpendre, casa, cama, arca do meu trigo
Minha alegria, minha amargura
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha ousadia, minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura
E lido isto, ouvido isto, nada fica a dizer...basta sentir.

Today

quinta-feira, abril 09, 2009

E se desta minha mente não brotar mais nenhuma flor literária

Uma Páscoa muito animada e colorida!
Ah e façam coisas diferentes, sei lá divirtam-se a pintar ovos!!

Já vi o The reader

Após toda a gente o ter visionado. Eis que tenho eu a oportunidade de o fazer. Não o vi na altura dos Óscares, e não sei muito bem porquê, tinha disponibilidade, adoro Stephen Daldry, a Kate Winslet é (porque verdade seja dita) uma actriz de talento invejável, mas não se proporcionou o seu visionamento. Aliás falando um pouco desta jovem senhora, além de ser inglesa, de ter umas formas fantásticas e de ter aquela capacidade de se transformar em seja o que for, a verdade é que goste-se muito ou pouco da sua personalidade (diz-que que tem comportamento de diva) ela é das melhors da sua geração!
Vi-a no filme Jude e fiquei embasbacada, vi-a em Sense and Sensibility e tocou-me com a sua graciosidade, passei a apláudi-la de pé quando a vi no filme de Michel Gondry The eternal sunshine of the spotless mind, leia-se "one of my fav"!
Ou seja, gosto dela e na altura fiquei contente com a nomeação ao Óscar, depois ganhou e fiquei ainda mais contente, entretanto vi o The reader.
Não posso dizer que seja um filme fantástico, não é um filme chato, não é filme longo, não é um filmaço, mas é um bom filme seguramente, porque o Stephen Daldry é bom no que faz!
A qualidade da obra prende-se com a do argumento (adaptado do romance) que combina coerência narrativa com efeitos de tragicidade mas sempre de modo leve e eficaz. O que fica após The reader é aquele conforto cinéfilo, de que o tempo empregue ao filme não foi em vão. Aliás mesmo que triste, porque são de existências tristes sobre o qual o filme se debruça, a tristeza parece esbater-se quando em contacto com as luzes das memórias de Verão do protagonista passadas com aquela mulher mais velha e misteriosa e que chorava compulsivamente em determinados episódio da Odisseia de Homero, a tristeza esbate-se quando essa mesma mulher muda a sua condição quando decide fazer aquilo que pedia que fizessem para ela, e esbate-se na relação que o mesmo protagonista vai tentar recuperar com a sua filha falando-lhe da pessoa que mais o marcou em vida!
Gostei do filme, não sei explicar porquê. Mas gostei.

segunda-feira, abril 06, 2009

The Godfather is everywhere

Desta vez liguei para a ACSS! Aguardei cerca de cinco minutos. Tema do tempo em espera? Nem mais! O tema composto para a trilogia (sim todos nós conhecemos e bem ;)

domingo, abril 05, 2009

Algumas coisas sobre mim

Hoje acordei egocêntrica e como tal vou partilhar algumas coisas sem a mínima importância sobre o meu exemplar ser.
Eu sou pessoinha para acordar cedo e viciar-se nos questionários do facebook descobrindo assim as coisas mais extraordinárias sobre esta personalidade que cultivo acordada ou a dormir, sentada ou em pé, a caminho do emprego ou de casa!
Gosto muito de tortellini de queijo, cozinhado pela Martini Petite.
Odeio pés sejam eles masculinos ou femininos, pedicurizados ou não.
Adoro o cabelo da Lucy Liu e o modo como ele brilha em contraste com a alvez do seu finíssimo pescoço.
Se me tocarem num ponto muito particular do meu corpo e se fizerem pressão fico com um enorme desejo de beber coca cola.
O meu dia preferido da semana é a Sexta feira, desde que acordo até que me deito.
Adoro quando acordo sobressaltada de manhã, e pensar "já estou atrasada" para só depois perceber que "afinal ainda é Domingo"!
Neste momento estou a ouvir Waiting for a miracle do Leonard Cohen.
Ontem a minha mãe fez sopa de legumes com couve lombarda e eu comi-a quando ela a acabou de fazer, ou seja quando a couve ainda está assim para o estaladiço.
Alguém muito especial para mim partiu hoje de avião.
A minha irmã vem cá passar a Páscoa.
Odeio que me batam com a palma da mão na nuca, é algo que odeio simplesmente desde pequena, nem é pela dor provocada, é algo que odeio porque me irrita.
Hoje vou almoçar frango assado!
Existem três coisas super fúteis que tenho de adquirir entre este mês e o próximo: uma é para os pés, outra para as orelhas (ou para as mãos porque ainda estou a tentar decidir), e a última para os olhos.
Na outra noite adormeci no sofá.
Se já fiz a três? Claro que não, mas uma pessoa imagina. E eu queria ser a que o faz sem remorsos!
Cinema "tous les jours" em qualquer suporte, às vezes vou para casa a reviver genéricos iniciais de filmes, é incrível mas é verdade, ou às vezes vou no metro e lembro-me da cena em que a personagem da Diane Lane regressa a casa depois de ser Infiel ao seu esposo. No outro dia liguei para a ACSS e fizeram-me esperar uns cinco minutos, a música para me entreter...nem mais nada menos que a canção composta para O Padrinho.
Ainda não fiz um filho, nem plantei uma árvore por isso acredito que não morro tão cedo. Mas se morrer, lá se vai esta teoria para o camandro ;)
Gosto de usar roupa colorida, gosto de tops brancos, e calças de ganga largas, relógios grandes e masculinos, brincos grandes e fios curtos.
Tenho saudades de ir à praia, e tenho saudades de uma amiga que fiquei muito tempo sem ver, mas que agora vejo mais, e mesmo assim tenho saudades, por isso a ver se estou com ela amanhã.
Esta semana vou matar o meu desejo glutão por sushi e sashimi.
Beijinhos a todos!

sábado, abril 04, 2009

Se for a três a coisa é assim

Ela fá-lo sem indignação
Ele (quase de certeza) sem vergonha
E o outro sem remorsos!

Ainda sobre The Hours...

(à esquerda) The Hours, de Edward Greene Malbone, Providence Athenaeum
(à direita) o poster publicitário do filme
Arte é isto!

Let's put a (new) smile on that face!

Caríssimos, apeteceu-me neste dia de apetites uma cara nova para o meu blogue! Adorei o filme Double Indemnity do qual retirei a foto anterior, mas desta vez apeteceu-me algo mais recente e nada melhor que um fotograma de uma das cenas mais ternas retirada do filme que mais me tocou nos últimos...sei lá seis anos...sim The Hours é um dos meus filmes favoritos, pela ternura das cenas, pelas magníficas cores da película, pois é um filme que se desenrola algures no Outono e eu só o considero como um filme que diz adeus ao Verão, ao Verão da Vida se quisermos pôr as coisas em tremos mais metafóricos! Pelo cruzamento de vidas, vividas em diferentes anos, em diferentes dias em diferentes locais e em diferentes horas, mas que por algum motivo, ou por todos os motivos de mundo se vão tornar causas e consequências daquilo a que todos nós chamamos tão facilmente de Destino. The hours será o tema visual deste meu Verão bloguista!!

Sempre Coca Cola

Já viram o novo anúncio da Coca Cola!??
Eles sempre foram fantásticos, mas este é lindíssimo (assim que o arranjar no youtube publico) até lá fica a frase:
Não te entretanhas com banalidades, e luta pela tua felicidade.
Porque o tempo passa muito depressa!

sexta-feira, abril 03, 2009

Liguei para a EDP

e esperei, esperei, esperei... enquanto esperava era ternamente embalada pelo hino da EDP ou seja, He's got the whole world in his hands He's got the whole world in his hands He's got the whole world in his hands He's got the whole world in his hands He's got the itty bitty baby in his hands He's got the itty bitty baby in his hands He's got the itty bitty baby in his hands He's got the whole world in his hands He's got a-you and me brother in his hands He's got a-you and me brother in his hands He's got a-you and me brother in his hands He's got the whole world in his hands He's got a-you and me sister in his hands He's got a-you and me sister in his hands He's got a-you and me sister in his hands He's got the whole world in his hands He's got the whole world in his hands He's got the whole world in his hands He's got the whole world in his hands He's got the whole world in his hands e eu ouvi isto durante uns 10 minutos. Não é Deus Todo-o-Poderoso que nos tem nas mãos, são mesmo os senhores da EDP!

segunda-feira, março 30, 2009

Coisas boas

O que é uma "coisa boa" para ti?
Para mim uma coisa boa, é oferecer um balão a uma pessoa e essa pessoa carregá-lo enlaçado ao pulso pelas ruas. Uma coisa boa é partilhar algo que sabe mesmo bem, como "o melhor sumo de laranja do mundo!". Uma coisa boa é deitar numa cama acabadinha de fazer, e estarmos assim mesmo muito cansados parecendo que vamos desta para melhor. Uma coisa boa é um convite inesperado. Uma coisa boa é um gelado assim a meio da tarde nuns minutinhos que reservamos só para nós enquanto trabalhamos. Uma coisa boa é passar tempo de qualidade com gente de qualidade. Uma coisa boa é fazer o jantar e não cometer nenhum erro grosseiro que culmine com um telefonema apreessado aos senhores da Telepizza! Uma coisa boa é a mãe ligar para nós a avisar que já fez a bainha das calças. Uma coisa boa é sabermos que fazemos falta a alguém. Uma coisa boa é recuperar. Uma coisa boa é receber um sorriso em troca de um favor tão simples feito também com um sorriso. Uma coisa boa é revermos a família nos almoços da Dona Lourdes. Uma coisa boa é sentir saudades. Uma coisa boa é pensar o dia todo numa canção já antiga e quando chegamos a casa escutá-la num dos canais da TVCabo. Uma coisa boa é não guardar rancor. Uma coisa boa é sentir o bater do coração (não é o bater de um coração qualquer) e sentir paz. Uma coisa boa é um abraço nocturno (mesmo apra gente como eu que gosta de dormir à larga e como tal prefere camas XXL)!
Vivam as coisas boas :)

quinta-feira, março 19, 2009

Oh Deus Nosso Senhor há criaturinha mais estúpida do que eu?

" Não há não meu filho." - responde Deus Nosso Senhor ao seu filho adorado que por acaso é Papa e que por acaso numa visita a África diz coisas tão alarmantes como "minhas crianças não usem preservativo, pois o preservativo é feitiço de látex imaginado pelo Demo para vos matar a todos. Agora orai comigo e venham ver o novo catálogo da Prada que eu preciso de um chapéu novo!"

segunda-feira, março 16, 2009

Be happy

Ah! Felicidade todinha em mim, terminei finalmente este longo e entediante período de férias forçadas que atormentavam este meu ser gracioso!
Trabalhar é preciso!
Trabalhar dá saúde, se não der é porque das duas uma: ou estão a fazer a coisa errada ou estão a fazer a mesma coisa há muito tempo, pensei bem nisso!!
Lá vou eu então "laborar" mais umas horas e sim este smile é uma tentativa de demonstração do meu estado de espírito, e senhor Lucas: As segundas feiras são uma alegria!!

quarta-feira, março 11, 2009

"Será o sentimento uma forma de inteligência?"

Fizeram-me esta pergunta há já dois anos, mas não soube responder. E a questão ficou no ar, ficou, ficou, até ser possível um qualquer tipo de resposta, encontrei esta:
Porque é que gostamos de alguém?
Porque é que há (sempre ou só às vezes)"alguém" que se distingue dos demais?
Vou-vos contar uma pequena fábula dos nosso dias:
A rapariga conhece o rapaz. A rapariga nada espera realmente. A rapariga limitou-se a conhecer o rapaz. Havia curiosidade, ansiedade, algo que lhe dizia que devia ir em seu encontro, havia algo, ela só não sabia bem o quê. E quando o conheceu ficou à mesma sem saber, porque houve uma total ausência do tal sentimento, e ela inconscientemente ficou contente e mais relaxada dado que assim "será tudo mais fácil" e foi, porque devido a essa mesma ausência houve espaço para uma tímida sensação de bem estar e de agradibilidade. Alguns minutos mais tardes a rapariga olha o rapaz de perfil na sala escura de cinema (notem que se a fábula remontasse a outros tempos, este momento nasceria quando os dois estivessem sentados num banco de jardim enquanto contemplavam um lago) e pensa "não tenho vontade nenhuma de fugir a se7e pés" e isso é bom sinal digo-vos eu!
Douze, treze minutos depois a rapariga sente a sua curiosidade pregar-lhe uma rasteira e olha-o uma vez mais, timidamente, a rasteira tímida transforma-se num longo e precioso minuto, e essa rasteira feita minuto torna-se magia.
Bem, e é esta a fábula.
Há sempre um pouco de magia nas fábulas não é? Trata-se daquele encanto pueril sentido pelas crianças e tornado nostalgia alquimista para os adultos.
A magia desta fábula é o momento em que a rapariga se apercebe que está perdidamente apaixonada, retorna a infância, a pureza, a alquimia, a nostalgia e tudo preso no líquido que nos protege a íris.
A rapariga perde-se de amores no preciso momento em que o rapaz leva a mão à face e coça a barba, o barulho não a incomoda, o gesto sedu-la e ela não pode fazer mais nada, ela não quer fazer mais nada, ela não faz mais nada.
O sentimento só pode ser uma forma de inteligência.
É uma intelectualização da sensação, é o modo que encontramos para fazer a nossa selecção natural, escolhemos algumas características, elevamos algumas práticas, procuramos sinais, ignoramos o que não nos agrada e está feita a poção!
O arrebatamento é recordado depois nos bons e nos maus momentos, é escolhido conscientemente quando surgem as dúvidas (lembram-se da cena do Minority report em que as imagens recolhidas pela memória são movidas naquele écran cristalino com o toque do polegar e do indicador? É isso que fazemos num processo interno inato, depois a mente encarrega-se de os processar).
A pessoa escolhida em nada é especial aos olhos dos outros, mas eles não veêm o que nós vemos! A pessoa escolhida só tem o valor que lhe conferimos e isso basta-nos.
Porque as coisas são como são e são aquilo que mediante esse mesmo valor conferido ganham ou não força para mudar as nossas vidas.
Uma fábula portanto.
Se não fossemos inteligentes não seríamos tão sentimentais, e até o maior dos loucos se pode apaixonar, ele vê mais do que nós, e não basta olhar é preciso VER.

OH MY GOD

Manhã. SIC. FÁTIMA apresentada por nada mais na menos que Merche Romero. Árvore das patacas (o momento pelo qual todos esperamos religiosamente, sim porque se a missa fosse ao dia da semana o fervor religioso perder-se-ia para vermos a árvorezinha a piscar). A apresentadora substituta (mas que eu até prefiro à parola, mal vestida e fingida da Fátinha) está a ter dificuldades em ouvir o concorrente (o comum "não está a fazer Britney Spears") e o que diz ela:

"Meu amigo vou-lhe pedir que desligue...o telemóvel!"

Afinal já não vou à praia

porque outros planos falaram mais alto.
Porém há ainda tempo para uma reflexãozinha das minhas.
Ontem à noite aconchegada nos lençóis ainda de inverno pus-me a pensar, e conclui vagamente que muitas vezes faço dos meus pensamentos os meus maiores inimigos. Consigo criar mais dúvidas a meu respeito e imagino mais obstáculos do que aqueles que existem realmente.
A verdade é que desde pequenina fui espicaçada a melhorar aquilo a que era menos boa. Nega a matemática? Estuda mais. Nega a física, esclarece mais dúvidas. Nega a química? Explicador. Esses sempre foram os meus calcanhares de Aquiles. Não que me tenham feito perder o sono alguma vez. Porque eu sempre tive outras coisas, sempre li exemplarmente, lia sem que me fosse pedido, adorava os recortes, as ilustrações, a pintura, chorei quano li pela primeira o poema "Pequenina" de Florbela Espanca, se não chorei, senti vontade pela tamanha musicalidade conferida por todas aquelas palavras.
Ou seja, desde cedo ensinam-nos a ser medianos. A melhorar aquilo a que somos piores. E aquilo a que realmente somos devotos nunca nos é permitida a excelência, nunca vislumbramos realmente os nossos sonhos, porque primeiro está a parte mais fraca.
Felizes são aqueles que são realmente bons a algo e que não precisam de elogios ou críticas, são tão bons que se tornam naquilo em que fazem e ninguém repara no resto. Ok aqui gera-se depois um problema a ver com a geniosidade do ser, mas isso fica para outro dia, porque eu agora vou ali almoçar um salmãozinho numa esplanada que nem vos conto, beber uma lomonada XXL e terminar a tarde a falar do nada e do tudo e possivelmente deste textozinho!
Afinal somos feitos realmente de quê? Depois da ligeireza dos poros, sa saliva e do sangue, somos o quê? E onde é que se escondem os sonhos afinal? Atrás do arco íris? Colado à nossa sombra? Dentro do nosso coração....ou pior, da nossa cabeça?
Eu quero ter um sonho. Acho que ainda não o sonhei.
A minha vocação neste momento é ser feliz, é juntar dinheiro para uma viagem que não sei onde ou quando será, é não pensar muito no futuro que fica ainda longe, é adiar algo que o Universo já congeminou a meu favor, só falta o dislumbre!
Ah e tenho outro bolo no forno, em princípio a minha companhia leva o seu portátil, poe ser que eu escreva alguma coisa, porque sinto falta, sinto mesmo a falta!
Haja força de vontade!

PRAIA

:) Para lá me encaminho eu nesta tarde de sol!
Depois regresso a casa mais moreninha e mais salgadinha! :) Ah e tenho mesmo de aproveitar já que na próxima Segunda feira regresso ao mundo do trabalho...FINALMENTE!
:)

terça-feira, março 10, 2009

Claro que eu sou:

SE VOCÊ FOSSE UMA MÚSICA DOS U2, QUAL SERIA?
Você é… ‘Desire’:
O charme é algo que já nasceu consigo e você gosta de pô-lo em prática. Não é crime e é isento de maldade. Apesar da sua mãe lhe ter dito para não falar com desconhecidos, as suas glândulas endócrinas falam sempre mais alto do que a sua mãe. “And the fever, getting higherDesireDesireBurning...Burning...”

segunda-feira, março 09, 2009

Duas coisas de que gosto

Levada pelos raios de sol que me motivam a sentir uma felicidade inexplicável, lanço-me na revelação de duas coisas que gosto.
Escrevo sobre elas numa altura do ano em que elas são rainhas, sim são femininas, divertidas e facilmente encontradas: são elas a relva e as cerejas!
Gosto de cerejas, esses seres que chegam aos pares (às vezes de três) pela sua cor vermelha garrida, pela forma como reluzem e duplicam a nossa imagem, pela sua doçura que não é doce mas sim francamente adocicada, pela textura crocante ao toque assim que a trincamos e que amolece aos primeiros envolvimentos na nossa língua. É a cereja que se derrete ou nós?? Gosto de pensar em cerejas e fazer analogias anatómicas, adoro-as porque são facilmente usadas como adereços e gosto delas porque me fazem lembrar a relva!
Juro que já conversei com os outros anjos mas eles não sabem o que me fazer!!
A relva, bem percorro-a a caminho das cerejeiras, portanto faz parte do caminho!
Gosto da sensação fresca do toque da planta do pé com a erva fina e candidamente afiada, gosto da cor verde escura, clareada e novamente verde. A relva faz-me lembrar a infância que era passada a contemplar os campos, os passeios por entre as "amargas", novamente a relva de fronte ao campo infestado de manchas vermelhas que não são cerejas, mas sim papoilas. A viagem nunca foi longa, mas sempre demorada, porque continuava quando eu regressava a casa, sem me abandonar nunca!
Gosto de cerejas.
Gosto de relva.
Estas são duas coisas d que gosto.

500 Days of Summer

Espero que o filme seja tão refrescante como o trailer que o apresenta, tão refrescante como a ideia contraditória manifestada por um Verão de 500 dias. Porque se é Verão eu deveria pensar numa coisa quente e eu só me lembro de sumos de laranja e gelados de baunilha que são coisas bem fresquinhas, ah e cerejas também penso nelas constantemente!

Hugh Jackman : me likes you

domingo, março 08, 2009

Realeza

Li a crónica do Rodrigo Guedes de Carvalho na Máxima de Abril, depois de admitir que a calvice não o faz perder o sono- afirmação essa que eu acho de Homem, ele escreve algo que sempre achei mas nunca me lembrei de escrever, porque talvez nunca tinha compreendido nestes termos, e aqui vai " (...) é raro encontrar um grande amor e (...) um grande amor é impossível sem toda a verdade e (...) o nosso corpo faz parte da verdade." E embora o texto seja relativo a cirugias plásticas a sua aplicabilidade é vasta, e lido assim, bem todos nós sabemos do que se trata. É esse o real poder das palavras. É esse o real valor a verdade. É esse o real valor do Amor, entendam-no como bem quiserem, o amor feito, o amor sonhado, o amor alcançado, o amor que nunca se esquece, o amor que fica por confessar, o amor que tem outra denominação, o amor-paixão, o amor- cão, o amor terra-a-terra, o amor-tesão, o amor cansado, o amor feliz, o alegre e o que cresce todos os dias, o que assombra, o amor que nos leva e nos traz, o que nos faz sentir tudo e nada ao mesmíssimo tempo, o amor de uma filha por uma pai, e de um pai por uma filha, o amor entre mim e uma flor, entre uma flor e o vento, o amor de uma promessa feita em sussurro, o amor consentido, o amor afagado por uma mão, o amor entre duas, três pessoas, o amor entre duas pessoas que se encontram e se voltam a encontrar. Amor é palavra como outra qualquer, é como o nome que uso todos os dias para me identificar, é tão real como esta minha capacidade para ver coisas onde não as há, tão real como as minhas mãos, as tuas, as dele, as delas. Tão real.

Assim que há colisões

É impressão minha ou está a chegar a Primavera?!!
Adoro a chegada do Outono e da Primavera porque se pensarmos um pouco, o Verão e o Inverno não são propriamente aquilo que mais queremos quando finalmente "arrivam". Já a Primeavera e o Outono...vou explicar-me: quano chega a Primavera eu estou fartinha dos 3 kilos de roupa que uso diariamente, e quano chega o Outono eu costumo estar fartinha de suar que nem uma suína e suplico por uma caneca gigante de chocolate quente!
Quando chega o Verão eu já estou habituada a dias longos e quentes, a roupa curta e colorida, a ouvir os risos dos meninos e meninas nos parques, já provei cerejas e nêsperas, já corri descalça pelas verduras, ja revi as joaninhas, já acenei às andorinhas, percebem?
O Verão parece sempre chegar tarde!
E o mesmo se passa com o Inverno, quando ele decide chegar, já eu carrego o sobretudo e o chapéu e chuva, já eu tiro para fora as luvas, já eu bebo o dito chocolate quente, porque no Verão é geladinho e com bola de gelado de baunilha eheheheh
Conversei com um anjo ou outro e nenhum deles me soube explicar o porquê desta instabilidade climatérica toda ela em mim. Eu de facto sou uma insatisfeita, canso-me depressa, só não me canso do prazer e da sua obtenção refrescante através da expectativa diária que tanto me agrada!
Vim a casa comer "comida decente" neste caso, bacalhau à braz, bem bom, estou ouvindo uma musiquita graciosa e daqui a pouco vou lá abaixo passear um pouquinho, se encontrar uma árvore sombreira vou-lhe fazer companhia, e se a Joaninha se mostrar comunicativa hoje faço uma amiga!

M.P.D (lembro-me sempre de ti)

Há que tempos que queria fazê-lo!
Pensava-o todos os dias "Leila vai fazer isso", mas tristemente uma força mais voraz não me deixava pegar na troglodice do Nokia (que se desliga sozinho uma vez por dia). Hoje fui capaz.
"Sending messange"-----"Message delievered"----Leila expectante----"Message received"----Leila lê apreensiva----Leila ALEGREZINHA---
Às vezes passa tempo demais, outras vezes passa simplesmente o tempo que tem de passar e as oportunidades não surgem porque devemos ser nós a fazer com que elas brotem quais gotas de veludo cor e rosa claro, eu senti que era tempo, agora mais crescida, mais sedenta, mais atenta e mais saudosista!
Vale sempre a pena voltar a abrir a velha caixa de pastéis de óleo, só não me peças é para voltar a usar collants na cabeça!

terça-feira, fevereiro 24, 2009

A menina samba??

Terça feira, fim de um dia gloriosamente beijado pelo quente e luminoso sol!
Terça feira e passei um serão familiar, com pouca televisão, alguma feijoada, fofoca da vizinhança patusca e idosa, e o corso colorido, folclórico e estúpido lá fora.
Só faço uma questão: Porquê?
Odeio ser aquela pessoa que fala mal de tudo e de todos, que só vem o lado negativo das situações, mas porque é que se celebra o Carnaval no nosso país deste modo?
Uma coisa é a brazuca sambadora com as mamas ao léu e muita purpurina, outra coisa é a italiana de máscara introvertida e sensual digna de um qualquer culto maçónico. Outra coisa extraordinariamente estúpida é isto (quer dizer "aquilo", ou olhem só para a foto em cima), porque: em Fevereiro faz frio em Portugal, porque em Portugal o Carnaval é uma celebração religiosa, porque em Portugal o Carnaval que se faz é imitação e motivo de chacota. Ou seja, em Portugal devia de existir uma celebração própria, eu cá gosto de ver os miúdos mascarados de Zorro e as meninas de dama antiga, gosto das serpentinas, das bombinhas de mau cheiro e ah o belo do balão de água, e para mim isso é o Carnaval e assim passo a poder usar a expressão "É Carnaval! Ninguém leva a mal!". A ideia e pregar partidas e e nos divertirmos já é tão genial só por si mesma. Vá meninas, vistam qualquer coisa e parem de se pôr a "sambar", porque caso ainda ninguém vos tenha dito, VOCÊS NÃO SABEM SAMBAR!

The Young Victoria

realizado por Jean Marc Vallée e com Emily Blunt!

"Beggin" Frankie Valli

Os madcon fizeram uma bela recuperação do tema, mas Frankie Valli é Frankie Valli!

Em busca do Cheesecake abençoado

Não tem sido fácil...mas eu chego lá! (Eu chego sempre ;)

sábado, fevereiro 14, 2009

Não faço ideia de quem seja o André

mas ele também não se deve de importar!
(só para reforçar a ideia em pequeno plano...)
E é só para dizer que EU VOU sempre que as minhas células gordas e colesterólicas assim o desejarem (sim e a Daniela também que me saiu cá uma gulosa)!

what a wonderful world

Esta semana fiz FINALMENTE a minha fotossíntese!
FINALMENTE fez sol nesta terra, e eu fiquei toda viradinha para ele!!
Que fiz eu esta semana?? Procurei emprego e esperei telefonemas, mas "e nos entretantos"?? Pronto a pessoa passeia, a pessoa vai ao Sushi, a pessoa faz jantares caseiros, a pessoa vai empatar ex colegas de trabalho, a pessoa vê montras colorias e com saldos aos retalhos, a pessoa vai passear para a praia, vai "esplanar" um pouquinho porque não, a pessoa ouve a expressão "cocar o tomate", a pessoa vai embarrigar-se no Starbucks ao lado dos pastéis de Belém e ficar a conhecer as queijadas da região, a pessoa dá ares de mulher a dias, a pessoa fica a saber pela boca de uma cigana gorda que tem "casamento cortado" no futuro, a pessoa lê, fabrica ieias, prenuncia suspiros, vê pessoas a cairem das escadas a baixo, a pessoa veste menos uma malhinha, põe uma corzinha nas bochechas, a pessoa pondera, a pessoa vai caminhar a pé, a pessoa deixa de fazer planos mas anota tudo o resto na agenda, a pessoa trata-se, enfim, come bróculos ao almoço e salada ao jantar, a pessoa pinta umas coisas, pôe a casa a arejar, vai ao supermercao comprar crepes com chocolate congelados e come-os todos até ficar fartinha, a pessoa descobre que afinal isto da crise é chato e tal mas não chega para destruir sonhos, a pessoa sonha com Londres, vê a partida com bons olhos, a pessoa dá mais um tempo, a pessoa dá um passinho de dança, a pessoa recebe sumos que equivalem a uma peça de fruta grátis na rua, a pessoa vai aos provadores da loja da moda para descobrir que não é um 34, nem um 36 afinal é um 35, e pessoa percebe que a calça da estação só fica bem em senhoras de dois metros, porque o sítio onde se pôe o cinto deste par lindo de calças que eu tanto gosto fica-me quase nas mamas, a pessoa enfrenta as filas do Continente numa sexta feira por volta das 8 e meia da noite, a pessoa adormece quentinha e feliz porque a semana passou mas há Sol, faz calor, há amigos, sumos de laranja doces, há crepes, há verduras e hortaliças, há amarelo gelado, e há toda uma família bacana por detrás de tudo isto!
A pessoa até que nem se pode queixar da vida que tem, parece pouco, mas não é!
Como diz a outra "Ao menos é feliz!"

"Rent" neste dia de São Valentim

desejo a todos um feliz dia, não por ser esta coisa emprestada dos norte americanos mas porque um dia feliz é sempre uma coisa bonita de se desejar! a escolha musical? Uma das minhas favoritas, é tão "british", tão saída do armário, tão eighty's, tão verdadeira e tão "fool"! "I love you You pay my rent"

domingo, fevereiro 08, 2009

Coisas simples

Às vezes confronto-me a mim mesma com grandes questões que deitam por terra toda as minhas grandes certezas concretas.
Renoir (um dos meus favoritos, se não "o favorito") afirmou algures durante a sua existência que pintava as duas coisas mais belas do mundo: mulheres e fruta!
Ao pensar nisto, comecei a debater-me com uma profunda questão: Leila se quisesses pintar as duas coisas mais belas do mundo, o que pintarias?
Meus caros não sei. A sério que não sei. Juro que tenho pensado muito sobre isto. E são coisas como estas que me recordam a imensidão do mundo, o poder avassalaor da beleza e a sua tão forte subjectividade que faz nascer paradigmas tão frágeis como as asas de uma borboleta. A dificuldade da escolha é apenas consequência da minha infinita capacidade de indecisão. Não me conheço, sei o que é belo, mas não sei o que escolher, quando me pedem uma delimitação de fronteiras físicas...é aí que tuo se complica. Não sei se opte por cearas em trigo, ou gelados de limão, se por cavalos, ou homens nús, se por corvos em piso verde ou se por cogumelos frescos e orvalhados. Não sei. Acho que nunca poderei afirmar nada tão simples como fez Renoir.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Preciso de morangos

Isto de não me sentir inspirada é mesmo muita chato.
Já culpei a chuva, já a odiei, já roguei praga a São Pedro, jé me meti na cama debaixo dos cobertores a rezar. Também já tentei a macumba mas como acabo por olhar para os olhinhos das espevitadas e inocentes ( ah e gorduchinhas) galinhas e o pior que lhes consigo fazer é matá-las, desisti da ideia. É que só as mato se for consumo, jamais para louvar este ou aquele espírito espavorido e malcriado no desejo voluntário de uma grande dose de fantasia imaginativa.
Já me culpei a mim mesma, mas desisti por começar a achar que podia entrar em depressão e eu deprimida não tenho piadinha nenhuma. Depois culpei o José Figueiras porque houve uma manhã em que cometi o fatal erro de mudar para a sic e lá estava ele a tentar dar dinheiro com um conscurso muito anos 80 e eu de mim para mim mesma "Leila tu és capaz" mas não fui, e a culpa foi do Zé, e lá se foi a inspiração para o camandro.
Culpei os meus amigos que estão bem na vida, os que estão mal e os que estão assim assim mas que também não fazem nada para alterar seja o que for, culpei os que me chateiam todos os dias, os que já não me ligam nenhuma faz anos, outros meses e outros dia sim dia não. Culpei o vizinho de cima, o do lado, e o de baixo, ah e o outro do prédio ao lado que não conheço, mas também deve de ter a culpa.
Culpo 0 gato Max, porque ele não aprende a ir buscar-me os chinelos ao corredor (não perguntem porque os deixo lá se me vou deitar para o sofá e viciar-me no Canal Parlamento)...ah e culpo-o porque o raio do bixo roeu-me a alsa da minha mala vermelha vinil ( e isso é mesmo muito feio) contribuindo e muito para o meu baixo rendimento inspiracional.
Culpo o Fidel, o Obama e a Maria Jerónima que hoje não havia meio de aparecer à consulta e por causa dela nunca mais era eu atendida.
Culpo as bacantes, o Calimero, a Maria Barroso, culpo a teoria da relatividade "tudo o que sobe...cai" mas que vem a ser isto?
Culpo os meus neurónios mais retardados e por isso fracos e por isso devem de ser os mais dados às letras, e por isso, ah vocês já captaram a essência da coisa. Culpo a senhora dos churros à entrada do metro de Odivelas, e o senhor que vende os morangos a dois euros o kilo e eu hoje para mal dos meus pecados não tinha a porra de dois euros para comprar uma dose de inspiração: sim os morangos iam tirar-me deste marasmo iliterado!
Sim morangos, vermelhos, frescos, rijos, com iogurte natural e uma camadinha de amêndoas, isso sim ia entusiasmar-me a escrever uma coisa decente e fazer do meu romance uma coisa decente (já matei e ressuscitei a minha heroína, já houve o twist, a analepse, a prolepse, a metáfora profunda com uma janela e um pomar..ou seja, nada de novo estou eu a trazer ao mundo da Literatura contemporânea...)
Preciso de morangos para travar a minha crise inspiracional. Preciso de Sol para fazer a minha fontossíntese entrar em marcha. E preciso de uma caneta. DEPRESSA.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

E só escrevo isto

(porque sei que a pessoa visada jamais o lerá)
Li numa nota editorial por parte da Directora de uma revista feminina a seguinte frase, trata-se de um cliché que acredito já ter lido num enormérrimo número de sítios, mas vá se lá saber a palavra escrita nunca havia feito Britney Spears no meu cérebro, e só agora estava preparada para ler tal constatação, e aqui vai ela: "O Amor é apaixonarmo-nos várias vezes pela mesma pessoa". E com isto a vaguear-me na mente retirei às minhas 8 horas de sono diárias 30 preciosos minutos. Aquilo que sonhei depois...já vos aconteceu? Sonhar com algo que de tão inacreditável, mas de tão inacreditável nos faz apenas querer que esse sonho se torne real ao acordarmos?!
Bem mas regressando ao Amor (porque é a Ele que sempre regressamos), concordo com este chamado cliché porque creio fazer todo o sentido: Eu apaixonei-me uma vez na vida. Ok foram duas. Agora que penso melhor, três e fico-me por aqui!
Passo a explicar, apaixonei-me pela primeira vez sentido o coração leve, as borboletas na barriga e a ideia de que o mundo era feito campos elísios em meu redor, tinha eu 4 anos. O nome dele? John Travolta, a barreira da linguagem? O que é isso quando há Amor? Não percebi nada do que ele dizia, mas estava apaixonada, foi ver a imagem dele reflectida na água de uma piscina insuflável enquanto a Sandy cantava Hopelessly devoted to you...sim eu amava-o!
Vendo que o meu Amor não era correspondido, virei-me para almas lusas, e com elas os primeiros namorados, não posso dizer que me tenha apaixondado em nenhuma dessas vezes até que um dia... aconteceu: apaixonei-me "Há Amor depois do John". Fui conquistada ao primeiro olhar e ao primeiro "Olá", não não gostei dele porque ele gostou de mim e achei que devia retribuir o sentimento, apaixonei-me instintivamente, foi a atitude mais genuína que alguma vez tomei de forma plenamente inconsciente.
Quando nos apaixonamos fazemo-lo pelo simples prazer de nos apaixonar, é como quando comemos uma maçã, fazêmo-lo pelo prazer que a sua cor e o seu sabor nos brindam, não a comemos porque temos fome, comemos a maçã pelo prazer de comer uma maça. O Amor é isso, é feito pelo prazer do gesto e não por necessidade.
A parte que falta a este texto? Bem houve uma terceira vez, pela mesma segunda pessoa, não sei se amo menos do que da primeira vez, lá está apaixonei-me pelo prazer de me (re)apaixonar e é por isso que acredito que somos bem mais fortes do que pensamos, e se o Amor é um capricho dos deuses, fomos criados para lhes mostrar que possuímos corações bem mais corajosos dos que eles poderiam imaginar.
(o cliché é retirado na nota da Directora Rosário Barreto da revista Activa de Fevereiro deste ano)

terça-feira, janeiro 20, 2009

Tempus fugit

Nunca se sabe muito bem o que é que termina para se começar algo. Já dei por mim a pensar que "começar de novo" é uma ideia feliz mas não verdadeira, achei sempre que nunca se recomeça nada, parte-se exactamente do sítio onde se ficou.
A minha questão é :onde é que termina? O que é que acaba? O que ficou pelo meio? O que se perdeu? Mas a melhor parte, o que é que se ganhou...?
Acredito piamente que em tudo aquilo que fazemos ficamos a ganhar...pode ser um sentimento temporário, ou quem sabe retardado, mas ganha-se sempre, nascemos para ganhar e jamais pensei o oposto daquilo que acabei de escrever.(o que já se si é dizer muito, porque mudo de opinião como quem muda de pijama)
E agora toca a acordar!
Se hoje perdemos alguma coisa, é porque há algo reservado para nós, que está reservado sim, mas temos de o reclamar, ou então passa o prazo e depois vem uma parva de uma gaivota e leva a dita da reserva. Não ter medo de perder, arriscar sempre, ser corajoso qb, escolher, relativizar, não pensar muito, encher os pulmões de ar, respirar (porque dá sempre jeito), beber um pouco em caso de necessidade maior, ou comer chocolates como se apocalispse fosse coisa do "hoje" e a redenção do "ontem"!
No fundo apenas quero deixar a ideia de que "ano novo vida nova" não é uma coisa perfeita, nem faz muito sentido nos dias que correm, porque felizmente os milagres acontecem todos os dias, bem como as catástrofes, bem como os corações esvoaçantes, bem como os novos poemas e prosas nasscidos da capacidade entusiasta dos neurónios frenéticos, por isso não pensei muitos nos dias, pensei antes no que deveria sentir, no que não sentia, no que deixei de sentir e naquilo que queria voltar a sentir.
A fórmula mágica... bem Edith Piaff dizia apenas "AMEM", eu prefiro, não pensar e SENTIR apenas.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Parece que há uns que gostam de ir antes do tempo

...embora muitos venham antes dele.. Sabem o que é que é muita fashion? É usar-se coisas antes de elas estarem na moda! Não acho de todo bonito oferecer-se prémios a quem já não está cá para os receber, e por mais merecido que seja, porque neste caso o é, o sabor parece dissipar-se porque se está a louvar um valor que já não pode mostrar mais nada e eu não gosto de louvar falsos deuses! Mas a verdade é que Heath já usava os Ray Ban de que eu tanto gosto! a frase que me está na cabeça: some magic soap in my spine!

O histerismo da Kate

:)um pouco histérica, mas como ela diz e bem, "não estou habituada a ganhar" e ela anda cá há tanto tempo com tamanha imensidão de interpretações arrebatadoras que um histerismozinho de nada não deve ser levado a mal! E estava bonita a menina!

domingo, janeiro 11, 2009

The Reader

o mais novo de Stephen Daldry

Brevemente

Tenho passado uns dias na companhia familiar. Meti na cabeça que vou aprender a cozinhar, porque comer já eu o sei e muito bem! também não vou começar pelo básico qual quê, quer ser logo audaciosa, pratos grandes, com muita coisa lá dentro, muita cor e "muita papirica" se for caso disso. A minha mami até que se safa mas dá-me as dicas todas mal dadas, troca-se nas quantidades, e diz apenas "OH FILHA TU VAIS VENDO" e pronto eu vou vendo o que pôr para dentro do tacho, ou da panela, ou da wok!
Eu chego lá.
Eu chego sempre!
Que pena que na cozinha temos de ter receitas, é que a vida não tem nenhuma :)

He's Just Not That Into You

directamente do Sexo e a Cidade aqui chega esta nova comédia romântica. Não prometo nada, porque o trailer não é prometedor,ok última frase proferida pela Drew Barrymore é bem gira..quanto às restantes hora e meia do filme....

Gosto de mulheres femininas e homens masculinos

por isso acho que a Angelina e o Brad estão bem uma para o outro!
Eu cá gosto dos dois, e estão ambos neste início de ano (a melhor altura para mostrar talento) com dois trabalhos que merecem ser vitos e revistos, Changeling e The curious case of Benjamin Button! Ah e hoje é noite de Gala: os Globos de ouro ( e não são o da revista Caras)

sábado, janeiro 03, 2009

Há maior prazer que...

uma pratada de sushi??!
Há pois, mas a vida é longa e os prazeres muitos, por isso é dedicar cada dia, ou cada parte dele a um desses prazeres, e quem pensa assim é Rei (ou Rainha) nestas terras invernais!

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Poetry or Casual attraction

Sabem de onde nasce a poesia?
Da insegurança.
E eu creio saber do que falo (escrevo) já que passo a vida a tentar poetisar tudo o que vejo. Fará isso de mim insegura? Ou fará antes de mim uma pessoa cujo desejo de insegurança lhe dá alento para querer mais.
Se me sentir segura por muito tempo estupidifico.
Não sou poetisa, não o consigo ser, a métrica dos versos aterroriza-me, parecem freios em redor das palavras que não podendo exceder um limite de sílabas por linhas, perdem valor, força e intenção. Dizem que ganham musicalidade, eu acho que perdem liberdade. Por isso escrevo em prosa, dou-lhes espaço para crescerem, talvez por insegurança minha não crie poesia, apenas a consiga apreciar em tudo o que não seja em forma de verso.
Prefiro a poesia do gesto à poesia literária.
E com uma frase curta como a anterior parece-vos com certeza que não terminei uma ideia..é isso que sinto com um poema, parece que o fluir da mente foi castrado.
Poesia ficando imortalizada em versos e cansa-me, prefiro a atracção casual de um longo texto em prosa, lido à pressa, e com sentimento. Por isso Amor é poesia, prisão envolvente e doce, e que deve ser vivida sim com segurança.
A Paixão é Prosa, prefiro-a, porque assim sei que vivo com aquilo que quero no momento: embora se diga que estar apaixondado é viver sem aquilo que se ama...ou seja, isso faz de mim um ser que se apaixona todos os dias por alguma coisa ou por alguém!
Para mim poesia é silêncio em certa medida (principalmente quando nada precisa de ser dito), apenas sentido.
Para mim poesia são bandos a voar coreografados.
Para mim poesia é um final de tarde passado numa praia.
Para mim poesia são dedos de mãos entrelaçadas com força.
Para mim poesia é puxão de cabelo no escuro.
Para mim poesia é instabilidade interior, feita determinação exterior.
Para mim poesia é ver para lá do olhar, saber para lá das fórmulas.
Para mim poesia é saber que o fim existe e pode estar tão próximo e mesmo assim não desistir.
Poetry or casual attration?
Casual attraction with poetry in my blood!

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Voltaram

os magníficos, os intemporais, parolos e sofisticadamente fashions: ...sendo este o melhor modelo claro!
pena que ele que gostava tanto de os usar, não regresse também!
::I'm still a victim of a killing smile::

o primeiro de 2oo9

Pois é, e estamos em 2009!
Está tudo na mesma certo?
E é assim que deve ser, perdeu-se já a magia de desmbrulhar um bombom de chocolate, ficamos só com o papel dourado nas mãos como recordação. O chocolate era delicioso, mas já se comeu, por isso agora é esperar pelo próximo.
Desta vez não pedi desejos à meia-noite (os desejos concretizam-se facilmente numa qualquer tarde de Inverno, os sonhos é que são mais fiéis às leis da imprevisibilidade) não pensei no passado e no que ficou por fazer, lembro-me antes da coisas conquistadas e que me dão agora alento para querer mais e mais!
3, 2, 1 : Felicidades!!
Neste primeiro dia do ano, que é exactamente igual ao de ontem, estou meio zonza, meio alegre, meio tocada, meio inerte, meio eficaz, meio "deixem-me em paz", meio "agarrem-se a mim", meio deitada maquilhada, meio cara lavada, meio "nunca provei disto", meio "dá ca mais um bocadinho", meio "claro que sei fazer arroz doce", "meio quem tem cheesecake para a troca"!
Não tenho a culpa de gostar de forrobodó!
Neste 2009 vou caminhar na mesma estrada longa e turtuosa, que sei que me levará a algum lugar, um lugar ainda não comentado, sem rotinas e sem regras muito rígidas, ah e vou preocupar-me mais em ficar atenta ao caminho, se chego ao fim da estrada ou não, logo se vê!
Este 2009 é ano, de prosseguir, embora lançada nas margens do rio do desemprego de conquistar pequeníssimas coisas e outras maiorzinhas, mimar-me até não poder mais, voltar a Londres, sua Majestade que se cuide portanto!
E se surgir algum problema, nesse dia não me vou preocupar, "penso nisso amanhã porque se o fizer hoje dou em doida"!
Se não fizer planos, o factor surpresa trata do resto.