quarta-feira, março 11, 2009

"Será o sentimento uma forma de inteligência?"

Fizeram-me esta pergunta há já dois anos, mas não soube responder. E a questão ficou no ar, ficou, ficou, até ser possível um qualquer tipo de resposta, encontrei esta:
Porque é que gostamos de alguém?
Porque é que há (sempre ou só às vezes)"alguém" que se distingue dos demais?
Vou-vos contar uma pequena fábula dos nosso dias:
A rapariga conhece o rapaz. A rapariga nada espera realmente. A rapariga limitou-se a conhecer o rapaz. Havia curiosidade, ansiedade, algo que lhe dizia que devia ir em seu encontro, havia algo, ela só não sabia bem o quê. E quando o conheceu ficou à mesma sem saber, porque houve uma total ausência do tal sentimento, e ela inconscientemente ficou contente e mais relaxada dado que assim "será tudo mais fácil" e foi, porque devido a essa mesma ausência houve espaço para uma tímida sensação de bem estar e de agradibilidade. Alguns minutos mais tardes a rapariga olha o rapaz de perfil na sala escura de cinema (notem que se a fábula remontasse a outros tempos, este momento nasceria quando os dois estivessem sentados num banco de jardim enquanto contemplavam um lago) e pensa "não tenho vontade nenhuma de fugir a se7e pés" e isso é bom sinal digo-vos eu!
Douze, treze minutos depois a rapariga sente a sua curiosidade pregar-lhe uma rasteira e olha-o uma vez mais, timidamente, a rasteira tímida transforma-se num longo e precioso minuto, e essa rasteira feita minuto torna-se magia.
Bem, e é esta a fábula.
Há sempre um pouco de magia nas fábulas não é? Trata-se daquele encanto pueril sentido pelas crianças e tornado nostalgia alquimista para os adultos.
A magia desta fábula é o momento em que a rapariga se apercebe que está perdidamente apaixonada, retorna a infância, a pureza, a alquimia, a nostalgia e tudo preso no líquido que nos protege a íris.
A rapariga perde-se de amores no preciso momento em que o rapaz leva a mão à face e coça a barba, o barulho não a incomoda, o gesto sedu-la e ela não pode fazer mais nada, ela não quer fazer mais nada, ela não faz mais nada.
O sentimento só pode ser uma forma de inteligência.
É uma intelectualização da sensação, é o modo que encontramos para fazer a nossa selecção natural, escolhemos algumas características, elevamos algumas práticas, procuramos sinais, ignoramos o que não nos agrada e está feita a poção!
O arrebatamento é recordado depois nos bons e nos maus momentos, é escolhido conscientemente quando surgem as dúvidas (lembram-se da cena do Minority report em que as imagens recolhidas pela memória são movidas naquele écran cristalino com o toque do polegar e do indicador? É isso que fazemos num processo interno inato, depois a mente encarrega-se de os processar).
A pessoa escolhida em nada é especial aos olhos dos outros, mas eles não veêm o que nós vemos! A pessoa escolhida só tem o valor que lhe conferimos e isso basta-nos.
Porque as coisas são como são e são aquilo que mediante esse mesmo valor conferido ganham ou não força para mudar as nossas vidas.
Uma fábula portanto.
Se não fossemos inteligentes não seríamos tão sentimentais, e até o maior dos loucos se pode apaixonar, ele vê mais do que nós, e não basta olhar é preciso VER.

OH MY GOD

Manhã. SIC. FÁTIMA apresentada por nada mais na menos que Merche Romero. Árvore das patacas (o momento pelo qual todos esperamos religiosamente, sim porque se a missa fosse ao dia da semana o fervor religioso perder-se-ia para vermos a árvorezinha a piscar). A apresentadora substituta (mas que eu até prefiro à parola, mal vestida e fingida da Fátinha) está a ter dificuldades em ouvir o concorrente (o comum "não está a fazer Britney Spears") e o que diz ela:

"Meu amigo vou-lhe pedir que desligue...o telemóvel!"

Afinal já não vou à praia

porque outros planos falaram mais alto.
Porém há ainda tempo para uma reflexãozinha das minhas.
Ontem à noite aconchegada nos lençóis ainda de inverno pus-me a pensar, e conclui vagamente que muitas vezes faço dos meus pensamentos os meus maiores inimigos. Consigo criar mais dúvidas a meu respeito e imagino mais obstáculos do que aqueles que existem realmente.
A verdade é que desde pequenina fui espicaçada a melhorar aquilo a que era menos boa. Nega a matemática? Estuda mais. Nega a física, esclarece mais dúvidas. Nega a química? Explicador. Esses sempre foram os meus calcanhares de Aquiles. Não que me tenham feito perder o sono alguma vez. Porque eu sempre tive outras coisas, sempre li exemplarmente, lia sem que me fosse pedido, adorava os recortes, as ilustrações, a pintura, chorei quano li pela primeira o poema "Pequenina" de Florbela Espanca, se não chorei, senti vontade pela tamanha musicalidade conferida por todas aquelas palavras.
Ou seja, desde cedo ensinam-nos a ser medianos. A melhorar aquilo a que somos piores. E aquilo a que realmente somos devotos nunca nos é permitida a excelência, nunca vislumbramos realmente os nossos sonhos, porque primeiro está a parte mais fraca.
Felizes são aqueles que são realmente bons a algo e que não precisam de elogios ou críticas, são tão bons que se tornam naquilo em que fazem e ninguém repara no resto. Ok aqui gera-se depois um problema a ver com a geniosidade do ser, mas isso fica para outro dia, porque eu agora vou ali almoçar um salmãozinho numa esplanada que nem vos conto, beber uma lomonada XXL e terminar a tarde a falar do nada e do tudo e possivelmente deste textozinho!
Afinal somos feitos realmente de quê? Depois da ligeireza dos poros, sa saliva e do sangue, somos o quê? E onde é que se escondem os sonhos afinal? Atrás do arco íris? Colado à nossa sombra? Dentro do nosso coração....ou pior, da nossa cabeça?
Eu quero ter um sonho. Acho que ainda não o sonhei.
A minha vocação neste momento é ser feliz, é juntar dinheiro para uma viagem que não sei onde ou quando será, é não pensar muito no futuro que fica ainda longe, é adiar algo que o Universo já congeminou a meu favor, só falta o dislumbre!
Ah e tenho outro bolo no forno, em princípio a minha companhia leva o seu portátil, poe ser que eu escreva alguma coisa, porque sinto falta, sinto mesmo a falta!
Haja força de vontade!

PRAIA

:) Para lá me encaminho eu nesta tarde de sol!
Depois regresso a casa mais moreninha e mais salgadinha! :) Ah e tenho mesmo de aproveitar já que na próxima Segunda feira regresso ao mundo do trabalho...FINALMENTE!
:)

terça-feira, março 10, 2009

Claro que eu sou:

SE VOCÊ FOSSE UMA MÚSICA DOS U2, QUAL SERIA?
Você é… ‘Desire’:
O charme é algo que já nasceu consigo e você gosta de pô-lo em prática. Não é crime e é isento de maldade. Apesar da sua mãe lhe ter dito para não falar com desconhecidos, as suas glândulas endócrinas falam sempre mais alto do que a sua mãe. “And the fever, getting higherDesireDesireBurning...Burning...”

segunda-feira, março 09, 2009

Duas coisas de que gosto

Levada pelos raios de sol que me motivam a sentir uma felicidade inexplicável, lanço-me na revelação de duas coisas que gosto.
Escrevo sobre elas numa altura do ano em que elas são rainhas, sim são femininas, divertidas e facilmente encontradas: são elas a relva e as cerejas!
Gosto de cerejas, esses seres que chegam aos pares (às vezes de três) pela sua cor vermelha garrida, pela forma como reluzem e duplicam a nossa imagem, pela sua doçura que não é doce mas sim francamente adocicada, pela textura crocante ao toque assim que a trincamos e que amolece aos primeiros envolvimentos na nossa língua. É a cereja que se derrete ou nós?? Gosto de pensar em cerejas e fazer analogias anatómicas, adoro-as porque são facilmente usadas como adereços e gosto delas porque me fazem lembrar a relva!
Juro que já conversei com os outros anjos mas eles não sabem o que me fazer!!
A relva, bem percorro-a a caminho das cerejeiras, portanto faz parte do caminho!
Gosto da sensação fresca do toque da planta do pé com a erva fina e candidamente afiada, gosto da cor verde escura, clareada e novamente verde. A relva faz-me lembrar a infância que era passada a contemplar os campos, os passeios por entre as "amargas", novamente a relva de fronte ao campo infestado de manchas vermelhas que não são cerejas, mas sim papoilas. A viagem nunca foi longa, mas sempre demorada, porque continuava quando eu regressava a casa, sem me abandonar nunca!
Gosto de cerejas.
Gosto de relva.
Estas são duas coisas d que gosto.

500 Days of Summer

Espero que o filme seja tão refrescante como o trailer que o apresenta, tão refrescante como a ideia contraditória manifestada por um Verão de 500 dias. Porque se é Verão eu deveria pensar numa coisa quente e eu só me lembro de sumos de laranja e gelados de baunilha que são coisas bem fresquinhas, ah e cerejas também penso nelas constantemente!

Hugh Jackman : me likes you

domingo, março 08, 2009

Realeza

Li a crónica do Rodrigo Guedes de Carvalho na Máxima de Abril, depois de admitir que a calvice não o faz perder o sono- afirmação essa que eu acho de Homem, ele escreve algo que sempre achei mas nunca me lembrei de escrever, porque talvez nunca tinha compreendido nestes termos, e aqui vai " (...) é raro encontrar um grande amor e (...) um grande amor é impossível sem toda a verdade e (...) o nosso corpo faz parte da verdade." E embora o texto seja relativo a cirugias plásticas a sua aplicabilidade é vasta, e lido assim, bem todos nós sabemos do que se trata. É esse o real poder das palavras. É esse o real valor a verdade. É esse o real valor do Amor, entendam-no como bem quiserem, o amor feito, o amor sonhado, o amor alcançado, o amor que nunca se esquece, o amor que fica por confessar, o amor que tem outra denominação, o amor-paixão, o amor- cão, o amor terra-a-terra, o amor-tesão, o amor cansado, o amor feliz, o alegre e o que cresce todos os dias, o que assombra, o amor que nos leva e nos traz, o que nos faz sentir tudo e nada ao mesmíssimo tempo, o amor de uma filha por uma pai, e de um pai por uma filha, o amor entre mim e uma flor, entre uma flor e o vento, o amor de uma promessa feita em sussurro, o amor consentido, o amor afagado por uma mão, o amor entre duas, três pessoas, o amor entre duas pessoas que se encontram e se voltam a encontrar. Amor é palavra como outra qualquer, é como o nome que uso todos os dias para me identificar, é tão real como esta minha capacidade para ver coisas onde não as há, tão real como as minhas mãos, as tuas, as dele, as delas. Tão real.

Assim que há colisões

É impressão minha ou está a chegar a Primavera?!!
Adoro a chegada do Outono e da Primavera porque se pensarmos um pouco, o Verão e o Inverno não são propriamente aquilo que mais queremos quando finalmente "arrivam". Já a Primeavera e o Outono...vou explicar-me: quano chega a Primavera eu estou fartinha dos 3 kilos de roupa que uso diariamente, e quano chega o Outono eu costumo estar fartinha de suar que nem uma suína e suplico por uma caneca gigante de chocolate quente!
Quando chega o Verão eu já estou habituada a dias longos e quentes, a roupa curta e colorida, a ouvir os risos dos meninos e meninas nos parques, já provei cerejas e nêsperas, já corri descalça pelas verduras, ja revi as joaninhas, já acenei às andorinhas, percebem?
O Verão parece sempre chegar tarde!
E o mesmo se passa com o Inverno, quando ele decide chegar, já eu carrego o sobretudo e o chapéu e chuva, já eu tiro para fora as luvas, já eu bebo o dito chocolate quente, porque no Verão é geladinho e com bola de gelado de baunilha eheheheh
Conversei com um anjo ou outro e nenhum deles me soube explicar o porquê desta instabilidade climatérica toda ela em mim. Eu de facto sou uma insatisfeita, canso-me depressa, só não me canso do prazer e da sua obtenção refrescante através da expectativa diária que tanto me agrada!
Vim a casa comer "comida decente" neste caso, bacalhau à braz, bem bom, estou ouvindo uma musiquita graciosa e daqui a pouco vou lá abaixo passear um pouquinho, se encontrar uma árvore sombreira vou-lhe fazer companhia, e se a Joaninha se mostrar comunicativa hoje faço uma amiga!

M.P.D (lembro-me sempre de ti)

Há que tempos que queria fazê-lo!
Pensava-o todos os dias "Leila vai fazer isso", mas tristemente uma força mais voraz não me deixava pegar na troglodice do Nokia (que se desliga sozinho uma vez por dia). Hoje fui capaz.
"Sending messange"-----"Message delievered"----Leila expectante----"Message received"----Leila lê apreensiva----Leila ALEGREZINHA---
Às vezes passa tempo demais, outras vezes passa simplesmente o tempo que tem de passar e as oportunidades não surgem porque devemos ser nós a fazer com que elas brotem quais gotas de veludo cor e rosa claro, eu senti que era tempo, agora mais crescida, mais sedenta, mais atenta e mais saudosista!
Vale sempre a pena voltar a abrir a velha caixa de pastéis de óleo, só não me peças é para voltar a usar collants na cabeça!

terça-feira, fevereiro 24, 2009

A menina samba??

Terça feira, fim de um dia gloriosamente beijado pelo quente e luminoso sol!
Terça feira e passei um serão familiar, com pouca televisão, alguma feijoada, fofoca da vizinhança patusca e idosa, e o corso colorido, folclórico e estúpido lá fora.
Só faço uma questão: Porquê?
Odeio ser aquela pessoa que fala mal de tudo e de todos, que só vem o lado negativo das situações, mas porque é que se celebra o Carnaval no nosso país deste modo?
Uma coisa é a brazuca sambadora com as mamas ao léu e muita purpurina, outra coisa é a italiana de máscara introvertida e sensual digna de um qualquer culto maçónico. Outra coisa extraordinariamente estúpida é isto (quer dizer "aquilo", ou olhem só para a foto em cima), porque: em Fevereiro faz frio em Portugal, porque em Portugal o Carnaval é uma celebração religiosa, porque em Portugal o Carnaval que se faz é imitação e motivo de chacota. Ou seja, em Portugal devia de existir uma celebração própria, eu cá gosto de ver os miúdos mascarados de Zorro e as meninas de dama antiga, gosto das serpentinas, das bombinhas de mau cheiro e ah o belo do balão de água, e para mim isso é o Carnaval e assim passo a poder usar a expressão "É Carnaval! Ninguém leva a mal!". A ideia e pregar partidas e e nos divertirmos já é tão genial só por si mesma. Vá meninas, vistam qualquer coisa e parem de se pôr a "sambar", porque caso ainda ninguém vos tenha dito, VOCÊS NÃO SABEM SAMBAR!

The Young Victoria

realizado por Jean Marc Vallée e com Emily Blunt!

"Beggin" Frankie Valli

Os madcon fizeram uma bela recuperação do tema, mas Frankie Valli é Frankie Valli!

Em busca do Cheesecake abençoado

Não tem sido fácil...mas eu chego lá! (Eu chego sempre ;)

sábado, fevereiro 14, 2009

Não faço ideia de quem seja o André

mas ele também não se deve de importar!
(só para reforçar a ideia em pequeno plano...)
E é só para dizer que EU VOU sempre que as minhas células gordas e colesterólicas assim o desejarem (sim e a Daniela também que me saiu cá uma gulosa)!

what a wonderful world

Esta semana fiz FINALMENTE a minha fotossíntese!
FINALMENTE fez sol nesta terra, e eu fiquei toda viradinha para ele!!
Que fiz eu esta semana?? Procurei emprego e esperei telefonemas, mas "e nos entretantos"?? Pronto a pessoa passeia, a pessoa vai ao Sushi, a pessoa faz jantares caseiros, a pessoa vai empatar ex colegas de trabalho, a pessoa vê montras colorias e com saldos aos retalhos, a pessoa vai passear para a praia, vai "esplanar" um pouquinho porque não, a pessoa ouve a expressão "cocar o tomate", a pessoa vai embarrigar-se no Starbucks ao lado dos pastéis de Belém e ficar a conhecer as queijadas da região, a pessoa dá ares de mulher a dias, a pessoa fica a saber pela boca de uma cigana gorda que tem "casamento cortado" no futuro, a pessoa lê, fabrica ieias, prenuncia suspiros, vê pessoas a cairem das escadas a baixo, a pessoa veste menos uma malhinha, põe uma corzinha nas bochechas, a pessoa pondera, a pessoa vai caminhar a pé, a pessoa deixa de fazer planos mas anota tudo o resto na agenda, a pessoa trata-se, enfim, come bróculos ao almoço e salada ao jantar, a pessoa pinta umas coisas, pôe a casa a arejar, vai ao supermercao comprar crepes com chocolate congelados e come-os todos até ficar fartinha, a pessoa descobre que afinal isto da crise é chato e tal mas não chega para destruir sonhos, a pessoa sonha com Londres, vê a partida com bons olhos, a pessoa dá mais um tempo, a pessoa dá um passinho de dança, a pessoa recebe sumos que equivalem a uma peça de fruta grátis na rua, a pessoa vai aos provadores da loja da moda para descobrir que não é um 34, nem um 36 afinal é um 35, e pessoa percebe que a calça da estação só fica bem em senhoras de dois metros, porque o sítio onde se pôe o cinto deste par lindo de calças que eu tanto gosto fica-me quase nas mamas, a pessoa enfrenta as filas do Continente numa sexta feira por volta das 8 e meia da noite, a pessoa adormece quentinha e feliz porque a semana passou mas há Sol, faz calor, há amigos, sumos de laranja doces, há crepes, há verduras e hortaliças, há amarelo gelado, e há toda uma família bacana por detrás de tudo isto!
A pessoa até que nem se pode queixar da vida que tem, parece pouco, mas não é!
Como diz a outra "Ao menos é feliz!"

"Rent" neste dia de São Valentim

desejo a todos um feliz dia, não por ser esta coisa emprestada dos norte americanos mas porque um dia feliz é sempre uma coisa bonita de se desejar! a escolha musical? Uma das minhas favoritas, é tão "british", tão saída do armário, tão eighty's, tão verdadeira e tão "fool"! "I love you You pay my rent"

domingo, fevereiro 08, 2009

Coisas simples

Às vezes confronto-me a mim mesma com grandes questões que deitam por terra toda as minhas grandes certezas concretas.
Renoir (um dos meus favoritos, se não "o favorito") afirmou algures durante a sua existência que pintava as duas coisas mais belas do mundo: mulheres e fruta!
Ao pensar nisto, comecei a debater-me com uma profunda questão: Leila se quisesses pintar as duas coisas mais belas do mundo, o que pintarias?
Meus caros não sei. A sério que não sei. Juro que tenho pensado muito sobre isto. E são coisas como estas que me recordam a imensidão do mundo, o poder avassalaor da beleza e a sua tão forte subjectividade que faz nascer paradigmas tão frágeis como as asas de uma borboleta. A dificuldade da escolha é apenas consequência da minha infinita capacidade de indecisão. Não me conheço, sei o que é belo, mas não sei o que escolher, quando me pedem uma delimitação de fronteiras físicas...é aí que tuo se complica. Não sei se opte por cearas em trigo, ou gelados de limão, se por cavalos, ou homens nús, se por corvos em piso verde ou se por cogumelos frescos e orvalhados. Não sei. Acho que nunca poderei afirmar nada tão simples como fez Renoir.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Preciso de morangos

Isto de não me sentir inspirada é mesmo muita chato.
Já culpei a chuva, já a odiei, já roguei praga a São Pedro, jé me meti na cama debaixo dos cobertores a rezar. Também já tentei a macumba mas como acabo por olhar para os olhinhos das espevitadas e inocentes ( ah e gorduchinhas) galinhas e o pior que lhes consigo fazer é matá-las, desisti da ideia. É que só as mato se for consumo, jamais para louvar este ou aquele espírito espavorido e malcriado no desejo voluntário de uma grande dose de fantasia imaginativa.
Já me culpei a mim mesma, mas desisti por começar a achar que podia entrar em depressão e eu deprimida não tenho piadinha nenhuma. Depois culpei o José Figueiras porque houve uma manhã em que cometi o fatal erro de mudar para a sic e lá estava ele a tentar dar dinheiro com um conscurso muito anos 80 e eu de mim para mim mesma "Leila tu és capaz" mas não fui, e a culpa foi do Zé, e lá se foi a inspiração para o camandro.
Culpei os meus amigos que estão bem na vida, os que estão mal e os que estão assim assim mas que também não fazem nada para alterar seja o que for, culpei os que me chateiam todos os dias, os que já não me ligam nenhuma faz anos, outros meses e outros dia sim dia não. Culpei o vizinho de cima, o do lado, e o de baixo, ah e o outro do prédio ao lado que não conheço, mas também deve de ter a culpa.
Culpo 0 gato Max, porque ele não aprende a ir buscar-me os chinelos ao corredor (não perguntem porque os deixo lá se me vou deitar para o sofá e viciar-me no Canal Parlamento)...ah e culpo-o porque o raio do bixo roeu-me a alsa da minha mala vermelha vinil ( e isso é mesmo muito feio) contribuindo e muito para o meu baixo rendimento inspiracional.
Culpo o Fidel, o Obama e a Maria Jerónima que hoje não havia meio de aparecer à consulta e por causa dela nunca mais era eu atendida.
Culpo as bacantes, o Calimero, a Maria Barroso, culpo a teoria da relatividade "tudo o que sobe...cai" mas que vem a ser isto?
Culpo os meus neurónios mais retardados e por isso fracos e por isso devem de ser os mais dados às letras, e por isso, ah vocês já captaram a essência da coisa. Culpo a senhora dos churros à entrada do metro de Odivelas, e o senhor que vende os morangos a dois euros o kilo e eu hoje para mal dos meus pecados não tinha a porra de dois euros para comprar uma dose de inspiração: sim os morangos iam tirar-me deste marasmo iliterado!
Sim morangos, vermelhos, frescos, rijos, com iogurte natural e uma camadinha de amêndoas, isso sim ia entusiasmar-me a escrever uma coisa decente e fazer do meu romance uma coisa decente (já matei e ressuscitei a minha heroína, já houve o twist, a analepse, a prolepse, a metáfora profunda com uma janela e um pomar..ou seja, nada de novo estou eu a trazer ao mundo da Literatura contemporânea...)
Preciso de morangos para travar a minha crise inspiracional. Preciso de Sol para fazer a minha fontossíntese entrar em marcha. E preciso de uma caneta. DEPRESSA.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

E só escrevo isto

(porque sei que a pessoa visada jamais o lerá)
Li numa nota editorial por parte da Directora de uma revista feminina a seguinte frase, trata-se de um cliché que acredito já ter lido num enormérrimo número de sítios, mas vá se lá saber a palavra escrita nunca havia feito Britney Spears no meu cérebro, e só agora estava preparada para ler tal constatação, e aqui vai ela: "O Amor é apaixonarmo-nos várias vezes pela mesma pessoa". E com isto a vaguear-me na mente retirei às minhas 8 horas de sono diárias 30 preciosos minutos. Aquilo que sonhei depois...já vos aconteceu? Sonhar com algo que de tão inacreditável, mas de tão inacreditável nos faz apenas querer que esse sonho se torne real ao acordarmos?!
Bem mas regressando ao Amor (porque é a Ele que sempre regressamos), concordo com este chamado cliché porque creio fazer todo o sentido: Eu apaixonei-me uma vez na vida. Ok foram duas. Agora que penso melhor, três e fico-me por aqui!
Passo a explicar, apaixonei-me pela primeira vez sentido o coração leve, as borboletas na barriga e a ideia de que o mundo era feito campos elísios em meu redor, tinha eu 4 anos. O nome dele? John Travolta, a barreira da linguagem? O que é isso quando há Amor? Não percebi nada do que ele dizia, mas estava apaixonada, foi ver a imagem dele reflectida na água de uma piscina insuflável enquanto a Sandy cantava Hopelessly devoted to you...sim eu amava-o!
Vendo que o meu Amor não era correspondido, virei-me para almas lusas, e com elas os primeiros namorados, não posso dizer que me tenha apaixondado em nenhuma dessas vezes até que um dia... aconteceu: apaixonei-me "Há Amor depois do John". Fui conquistada ao primeiro olhar e ao primeiro "Olá", não não gostei dele porque ele gostou de mim e achei que devia retribuir o sentimento, apaixonei-me instintivamente, foi a atitude mais genuína que alguma vez tomei de forma plenamente inconsciente.
Quando nos apaixonamos fazemo-lo pelo simples prazer de nos apaixonar, é como quando comemos uma maçã, fazêmo-lo pelo prazer que a sua cor e o seu sabor nos brindam, não a comemos porque temos fome, comemos a maçã pelo prazer de comer uma maça. O Amor é isso, é feito pelo prazer do gesto e não por necessidade.
A parte que falta a este texto? Bem houve uma terceira vez, pela mesma segunda pessoa, não sei se amo menos do que da primeira vez, lá está apaixonei-me pelo prazer de me (re)apaixonar e é por isso que acredito que somos bem mais fortes do que pensamos, e se o Amor é um capricho dos deuses, fomos criados para lhes mostrar que possuímos corações bem mais corajosos dos que eles poderiam imaginar.
(o cliché é retirado na nota da Directora Rosário Barreto da revista Activa de Fevereiro deste ano)

terça-feira, janeiro 20, 2009

Tempus fugit

Nunca se sabe muito bem o que é que termina para se começar algo. Já dei por mim a pensar que "começar de novo" é uma ideia feliz mas não verdadeira, achei sempre que nunca se recomeça nada, parte-se exactamente do sítio onde se ficou.
A minha questão é :onde é que termina? O que é que acaba? O que ficou pelo meio? O que se perdeu? Mas a melhor parte, o que é que se ganhou...?
Acredito piamente que em tudo aquilo que fazemos ficamos a ganhar...pode ser um sentimento temporário, ou quem sabe retardado, mas ganha-se sempre, nascemos para ganhar e jamais pensei o oposto daquilo que acabei de escrever.(o que já se si é dizer muito, porque mudo de opinião como quem muda de pijama)
E agora toca a acordar!
Se hoje perdemos alguma coisa, é porque há algo reservado para nós, que está reservado sim, mas temos de o reclamar, ou então passa o prazo e depois vem uma parva de uma gaivota e leva a dita da reserva. Não ter medo de perder, arriscar sempre, ser corajoso qb, escolher, relativizar, não pensar muito, encher os pulmões de ar, respirar (porque dá sempre jeito), beber um pouco em caso de necessidade maior, ou comer chocolates como se apocalispse fosse coisa do "hoje" e a redenção do "ontem"!
No fundo apenas quero deixar a ideia de que "ano novo vida nova" não é uma coisa perfeita, nem faz muito sentido nos dias que correm, porque felizmente os milagres acontecem todos os dias, bem como as catástrofes, bem como os corações esvoaçantes, bem como os novos poemas e prosas nasscidos da capacidade entusiasta dos neurónios frenéticos, por isso não pensei muitos nos dias, pensei antes no que deveria sentir, no que não sentia, no que deixei de sentir e naquilo que queria voltar a sentir.
A fórmula mágica... bem Edith Piaff dizia apenas "AMEM", eu prefiro, não pensar e SENTIR apenas.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Parece que há uns que gostam de ir antes do tempo

...embora muitos venham antes dele.. Sabem o que é que é muita fashion? É usar-se coisas antes de elas estarem na moda! Não acho de todo bonito oferecer-se prémios a quem já não está cá para os receber, e por mais merecido que seja, porque neste caso o é, o sabor parece dissipar-se porque se está a louvar um valor que já não pode mostrar mais nada e eu não gosto de louvar falsos deuses! Mas a verdade é que Heath já usava os Ray Ban de que eu tanto gosto! a frase que me está na cabeça: some magic soap in my spine!

O histerismo da Kate

:)um pouco histérica, mas como ela diz e bem, "não estou habituada a ganhar" e ela anda cá há tanto tempo com tamanha imensidão de interpretações arrebatadoras que um histerismozinho de nada não deve ser levado a mal! E estava bonita a menina!

domingo, janeiro 11, 2009

The Reader

o mais novo de Stephen Daldry

Brevemente

Tenho passado uns dias na companhia familiar. Meti na cabeça que vou aprender a cozinhar, porque comer já eu o sei e muito bem! também não vou começar pelo básico qual quê, quer ser logo audaciosa, pratos grandes, com muita coisa lá dentro, muita cor e "muita papirica" se for caso disso. A minha mami até que se safa mas dá-me as dicas todas mal dadas, troca-se nas quantidades, e diz apenas "OH FILHA TU VAIS VENDO" e pronto eu vou vendo o que pôr para dentro do tacho, ou da panela, ou da wok!
Eu chego lá.
Eu chego sempre!
Que pena que na cozinha temos de ter receitas, é que a vida não tem nenhuma :)

He's Just Not That Into You

directamente do Sexo e a Cidade aqui chega esta nova comédia romântica. Não prometo nada, porque o trailer não é prometedor,ok última frase proferida pela Drew Barrymore é bem gira..quanto às restantes hora e meia do filme....

Gosto de mulheres femininas e homens masculinos

por isso acho que a Angelina e o Brad estão bem uma para o outro!
Eu cá gosto dos dois, e estão ambos neste início de ano (a melhor altura para mostrar talento) com dois trabalhos que merecem ser vitos e revistos, Changeling e The curious case of Benjamin Button! Ah e hoje é noite de Gala: os Globos de ouro ( e não são o da revista Caras)

sábado, janeiro 03, 2009

Há maior prazer que...

uma pratada de sushi??!
Há pois, mas a vida é longa e os prazeres muitos, por isso é dedicar cada dia, ou cada parte dele a um desses prazeres, e quem pensa assim é Rei (ou Rainha) nestas terras invernais!

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Poetry or Casual attraction

Sabem de onde nasce a poesia?
Da insegurança.
E eu creio saber do que falo (escrevo) já que passo a vida a tentar poetisar tudo o que vejo. Fará isso de mim insegura? Ou fará antes de mim uma pessoa cujo desejo de insegurança lhe dá alento para querer mais.
Se me sentir segura por muito tempo estupidifico.
Não sou poetisa, não o consigo ser, a métrica dos versos aterroriza-me, parecem freios em redor das palavras que não podendo exceder um limite de sílabas por linhas, perdem valor, força e intenção. Dizem que ganham musicalidade, eu acho que perdem liberdade. Por isso escrevo em prosa, dou-lhes espaço para crescerem, talvez por insegurança minha não crie poesia, apenas a consiga apreciar em tudo o que não seja em forma de verso.
Prefiro a poesia do gesto à poesia literária.
E com uma frase curta como a anterior parece-vos com certeza que não terminei uma ideia..é isso que sinto com um poema, parece que o fluir da mente foi castrado.
Poesia ficando imortalizada em versos e cansa-me, prefiro a atracção casual de um longo texto em prosa, lido à pressa, e com sentimento. Por isso Amor é poesia, prisão envolvente e doce, e que deve ser vivida sim com segurança.
A Paixão é Prosa, prefiro-a, porque assim sei que vivo com aquilo que quero no momento: embora se diga que estar apaixondado é viver sem aquilo que se ama...ou seja, isso faz de mim um ser que se apaixona todos os dias por alguma coisa ou por alguém!
Para mim poesia é silêncio em certa medida (principalmente quando nada precisa de ser dito), apenas sentido.
Para mim poesia são bandos a voar coreografados.
Para mim poesia é um final de tarde passado numa praia.
Para mim poesia são dedos de mãos entrelaçadas com força.
Para mim poesia é puxão de cabelo no escuro.
Para mim poesia é instabilidade interior, feita determinação exterior.
Para mim poesia é ver para lá do olhar, saber para lá das fórmulas.
Para mim poesia é saber que o fim existe e pode estar tão próximo e mesmo assim não desistir.
Poetry or casual attration?
Casual attraction with poetry in my blood!

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Voltaram

os magníficos, os intemporais, parolos e sofisticadamente fashions: ...sendo este o melhor modelo claro!
pena que ele que gostava tanto de os usar, não regresse também!
::I'm still a victim of a killing smile::

o primeiro de 2oo9

Pois é, e estamos em 2009!
Está tudo na mesma certo?
E é assim que deve ser, perdeu-se já a magia de desmbrulhar um bombom de chocolate, ficamos só com o papel dourado nas mãos como recordação. O chocolate era delicioso, mas já se comeu, por isso agora é esperar pelo próximo.
Desta vez não pedi desejos à meia-noite (os desejos concretizam-se facilmente numa qualquer tarde de Inverno, os sonhos é que são mais fiéis às leis da imprevisibilidade) não pensei no passado e no que ficou por fazer, lembro-me antes da coisas conquistadas e que me dão agora alento para querer mais e mais!
3, 2, 1 : Felicidades!!
Neste primeiro dia do ano, que é exactamente igual ao de ontem, estou meio zonza, meio alegre, meio tocada, meio inerte, meio eficaz, meio "deixem-me em paz", meio "agarrem-se a mim", meio deitada maquilhada, meio cara lavada, meio "nunca provei disto", meio "dá ca mais um bocadinho", meio "claro que sei fazer arroz doce", "meio quem tem cheesecake para a troca"!
Não tenho a culpa de gostar de forrobodó!
Neste 2009 vou caminhar na mesma estrada longa e turtuosa, que sei que me levará a algum lugar, um lugar ainda não comentado, sem rotinas e sem regras muito rígidas, ah e vou preocupar-me mais em ficar atenta ao caminho, se chego ao fim da estrada ou não, logo se vê!
Este 2009 é ano, de prosseguir, embora lançada nas margens do rio do desemprego de conquistar pequeníssimas coisas e outras maiorzinhas, mimar-me até não poder mais, voltar a Londres, sua Majestade que se cuide portanto!
E se surgir algum problema, nesse dia não me vou preocupar, "penso nisso amanhã porque se o fizer hoje dou em doida"!
Se não fizer planos, o factor surpresa trata do resto.

domingo, dezembro 28, 2008

GJG (o último de 2008)

Gota de súor? ...mas se está tanto frio...engoli fogo, foi isso? No fundo é como a sensação do quente gelado, algo que de tão frio queima por dentro, o peito, o ventre, a alma e a nuca. E quebram-se os vidros das janelas mal fechadas, explodem os poros cansados mas ainda sedentos, perfuram-se as entranhas maleficamente descobertas. Sobe-se alto e ao cair fica-se pendente, meio dolorido, meio ensonado, meio dormente, meio morto, todo ele vivo e repleto de algo maior e mais forte. No turbilhão das tendências, nas vontades seguidoras dos institutos mais puros, no turbilhão da imaginação implantada, do enterro dos membros também ele turbilhados, ao centro, no topo e em redor, encerra-se outro capítulo, parte-se para outra página, meio livro lido, meio livro por descobrir, páginas decoradas, flores feitas marcadores, sopros de vento localizados, manchas desgastadas, águas vertidas, sombras pesadas reinantes sobre um corpo incapaz de parar. Persiana aberta. Meia luz gasta. Frio na rua. Frio no quarto. Chão de madeira. Mão pesada. Pálpebra dormente. Grito. Silêncio. Palavra. Suspiro. Se todas as tardes fossem assim em 2009...! Bom ano meus caros :)

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Salvem os ricos ("Do They know it's Christmas Time")

Conseguir juntar o Angélico, o António Calvário e o Bob Dylan no mesmo estúdio...tornou o meu Natal numa coisa "altamente!"

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Can you read my mind?

Às vezes cruzam-se informações bem frente a nós e nem damos por isso, tratam-se de "coincidências" parece. às vezes essas mesmas informações passm por nós e nem lhes prestamos atenção, mas tem outras vezes...ando de carro com o meu mano, escutamos The killers (passa-me ao lado), no outro dia dizem-me que gostam dos The killers (passa-me menos ao lado, porque me lembrei que os escuto no carro e me passa ao lado), procuro novas canções cruzo-me com read my mind, encontro um amigo no messenger no dia 24 de Dezembro que numa de conselheiro gratuito me diz " se conseguissem ler a nossa mente" bastava-lhes acreditar! Passou-me ao lado...por instantes, depois voltei a ouvir a canção read my mind e deixou de ser informação cruzada, erro circunstancial, às vezes acontece, às vezes é coincidência...outras vezes não:
The good old days, the honest man;
The restless heart, the Promised Land
A subtle kiss that no one sees;
A broken wrist and a big trapeze
Oh well I don't mind, you don't mind
Cause I don't shine if you don't shine
Before you go, can you read my mind?
(The killers, Can you read my mind)

quarta-feira, dezembro 24, 2008

UUUU i really love the morning after!

Passo neste meu abandonado blog para vos desejar um valente Natal recheado de coisas simples e fatais, poderosas porque assustadoramente fáceis de fazer, basta uma sms, um e-mail, um postal enviado atempadamente pelos correios...está ao alcance de todos, de todos, incluo-me neste grupo embora este ano não tenha sido a pessoa mais esperta no que toca à gestão do tempo!
Hoje e amanhã são aqueles dias que podem ser quentes se quisermos, podem ser alegres mesmo que não estejamos com quem mais queremos, podem ser preenchidos por pequenos nadas, o que está dentro do papel de embrulho não interessa, é a vontade de ver um sorriso, basta termos vontade!
Façam pessoas felizes, sejam felizes por fazerem disso um objectivo de vida!
A manhã seguinte pode ser tão boa!

sexta-feira, dezembro 12, 2008

lembrança pantagruélica

Hoje de manhã quando saía de casa bem cedo senti aquele cheiro forte a terra molhada que só se sente no campo frio e fresco, mesmo que dentro de um carro em andamento. Lembrei-me de uma coisa que me foi dita uma vez, que quando algo entra em contacto com água o seu cheiro característico torna-se mais intenso e por isso mais próximo do original.
Pensei no campo molhado.
Olhei a terra ainda mais molhada figurada com as folhas secas e douradas e veio-me à memória uma lembrança pantagruélica: a imagem de um crepe regado com molho de chocolate. Certamento não fará sentido para todos, nem sei se para alguns fará, mas faz sentido para mim. Isso faz, (e alguma fominha também).

segunda-feira, dezembro 08, 2008

A minha mami (que é muita gira) é também prolífera em comportamentos anti natalícios

Sim a minha mami é uma senhora muito levada da breca!
Quando eu era uma menina pequena e inocente (ahahah continuo pequena e inocente) a minha mami teve um ataque de fúria tamanho que deitou fora todas as peças do presépio, e olhem que tínhamos toda Jersusalém reunida: A Maria Santíssima, a lavadeira, o José carpinteiro, o menino Jesus nú e dormindo que nem um menino Jesus lá está, os reis magos, as ovelhinhas, a ponte, enfim uma aldeia em peso...que a minha mami gira como só ela sabe ser deitou fora alegando que estava fartinha de colar a cabeça dos camelos dos reis magos e que o menino Jesus mais parecia coreano...enfim, agora temos 4 presépios pequenos e cada uma mais grotesco que o outro!
Mas como cá em casa gostamos mesmo é do cota das barbas e que bebe coca cola que sa farta na Tv.."tudo bem!"
Decidimos fazer a árvore, a minha mami gira ficou de me colocar as caixas com os enfeites na sala para que eu me armasse em decoradora do Querido mudei a casa..."Oh mami só temos uma caixa?", ela responde afirmativamente..."oh mami mas onde está a árvore?"...ela diz-me que a árvore deve de lá estar dentro, e eu receei o pior lembrando-me da cidade de Jesus toda no contentor do lixo ao pé dos sacos do Pingo Doce, rezei para estar a ter uma paradinha cerebral e ter visto a caixa com um tamanho menor que o normal, sei lá poderia estar a começar a ficar com falhas visuais ou assim..."oh mami não está cá a árvore"...e ela gira: "tu queres ver que a deitei fora...oh falta ali uma vela no castiçal!"
- "Sim mami pois falta, mas e a árvore?"
- " a árvore não sei..."
Bem e é este o meu conto de Natal, é o que mais se pode aproximar de Charles Dickens, porque até acaba bem a minha estória, ela comprou uma nova com o meu mano e a coisa até que ficou lindona! Mas digam lá que a minha mami não é uma gira??! Ah sim comprámos a árvore aos chineses...tal como os 4 presépios...e aqui fica um cheirinho da minha árvore que tem todo um mundo lá dentro, desde o morango, à rena, à tangerina, à maçã, o cogumelo, o anjo celestial, o pai Natal estrambólico e que uma vez por outra lá cai a cabecita, as framboesas, a casa na neve, a estrela lá no topo (eheheh euzinha no topo), há também um trenó sem viajante que se perdeu algures...na volta está perdido na cidada de Jesus fantasma!
Mas não interessa é Natal! Um Natal kitsch!

domingo, dezembro 07, 2008

"20 Dezembro de 2008" e "Campo Pequeno" são as coordenadas

palavras para quê... GOTAN PROJECT

We sing. We dance. We still things.

Ele visita-nos a 19 e 20 de Março, no Campo Pequeno e no Coliseu do Porto respectivamente!
Eu cá vou vê-lo! Quem se junta à festa??!!

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Sinto-me bem porque...(e já tenho chapéu de chuva)

trabalho num 10º andar espelhado em pleno Saldanha!
privo com pessoas educadas!
sou chamada de Vénus e retribuo com um belo "Júpiter" porque "estamos alinhados"!
continuo a ser devota de bolo de chocolate escuro e espesso, fresco e molhado
não tenho tempo para nada
revejo pessoas que não via há tanto tempo e sinto que as saudades não se esgotam com dois dedos de conversa!
me recordo de momentos recentes
espero por uma surpresa
quando tenho frio sou abraçada com força
acordo cedo e percebo que afinal ainda é Domingo :)
me retribuem sorrisos
digo "amo-te" à minha irmã
dou beijinhos na boca
fazem-me festinhas nas costas
sei que esperam por mim
sou tida em conta
sei que faço sempre tudo o melhor que posso
erro e percebo que não o voltarei a fazer por vontade própria
quando saio da consulta sei que "agora é só daqui a 3 meses!"
sinto-me uma "cool" do início ao fim!
digo "obrigada" quando não tenho a obrigação de o fazer.
ofereço presentes insignificantes todos os dias
percorro curtas distâncias por longos caminhos
atravesso a estrada quando o sinal está verde para os peões
perco pouco tempo a arranjar-me e mesmo assim saio de casa a pensar "és mesmo gira!"
sei que és como o chocolate porque também tu "derretes quando estás na minha boca!"
fico assim quietinha no carro contigo a pensar que o cansaço é muito e chove lá fora e por isso não te quero a conduzir!

De costas voltadas

Eles continuam os mesmos de sempre...pelo menos nos anúncios, mas vamos a papá-los e o que encontramos nós dentro do pacote tão americanamente amarelo?? Digam lá?? Meio pacote, com meia dúzia de amiguinhos anões, muito mal coloridos. É caso para dizer, "assim não brinco.."...mas como-os claro, porque não se deve jamais dizer não a um m&m , e porque preciso de energia para terminar as tarefas laborais desta Sexta feira!

quinta-feira, dezembro 04, 2008

à espera do imprevisível

(sim este mês todas as fotos serão alusivas á quadra natalícia) "Não acredito no Amor" Disse-me um amigo que conheço há já compridos anos. Eu acredito. Ou pelo menos acredito na sua forma sem saber muito bem o que está no seu conteúdo, prefiro "Amar" ao "Amor", talvez seja este o melhor modo de me explicar: O primado da Acção sobre a Ideia. Amar é Dar, e Dar não pressupõe que percamos algo, bem pelo contrário, quando damos recebemos, agora, amanhã, depois, não interessa quando, acabamos por receber, pode até nem ser da pessoa a quem démos, porque também já todos percebemos que recebemos das pessoas mais improváveis (e é tão bom que assim seja). Mas atenção, temos de Dar incoscientes desta equação que expressei na linha atrás lida. Dar simplesmente, pelo acto em si, sem esperar nada em especial, aguardando o imprevsisível que acontece sempre e altera tudo em nosso redor. Se já estivermos à espera de receber algo, e pior do que isso, se soubermos atempadamente o que vamos receber esvai-se a alegria da surpresa, é como saber o que está à nossa espera por debaixo da árvore embrulhado em papel com ursinhos patuscos e de cachecol verde! Dar para receber. Dar para não perder. Dar para ganhar algo novo. Dar para não perder algo que já se tem. E é assim que passamos a reinar no coração de alguém sabendo de antemão que um rei (ou rainha) rege o nosso orgão batedor, forte e quente, bravo e carmim. Acho que sei a razão pela qual o meu amigo pensa assim: Medo, é Ele que nos faz recuar, como se ao darmos, estivermos a abdicar, a tornármo-nos dependentes... deixar de fazer algo é fácil, principalmente agora no Inverno, estação madrasta que nos faz esquecer a cor do reflexo do cabelo da pessoa desejada quando exposta ao mais tímido raio de sol, ou até confundir o som do seu riso entre os demais. É fácil desperdiçar as coisas boas num dia menos bonito, se assim for lembrem-se do entusiasmo proprcionado enquanto esperamos pelo imprevisível! Vá, todos a Dar!!

terça-feira, dezembro 02, 2008

"Eu sou mais bolos!"

Gosto de pastéis da minha Belém!!
mas falta-me isto...
Hoje é Terça feira, e estou em casa.
Deveria estar a trabalhar, mas estou em casa por motivos de força maior, e sobre isso está tudo dito. Amanhã regresso ao meu place verde e espelhado, ufa que bom, sim gosto de trabalhar e gosto de ter prioridades, e gosto de chegar a casa cansada e esgotada e mesmo assim com ideias de génia para cozinhar...as ideias são apetitosas garanto, os resultados nem sempre acampanham a geniosidade porém, culpem os caldos knorr (será impressão minha ou aquilo só salga a comida???). Também gosto de acordar cedo, com tempo e calma, tomar logo decisões pela manhã, torrada ou pão fresco, café ou chá, manteiga ou tulicreme? Depois o mesmo se passa com a indumentária, camiseira ou bolero? Vestido ou saia? E a bijuteria? Prata ou Bronze, pedra ou cristal? Ah e mala, a verde, a vermelha ou a preta?? Chego portanto ao trabalho já cheia de pica e speedada...mas hoje não foi assim... Estou agora deitada no sofá a escrever no meu blog, de robe cor de rosa e a tecer comentários mudos mas muito sentidos à minha incapacidade física temporária! Mas este post de hoje não é para que leiam sobre o meu dia de folga forçado, é apenas para vos relembrar que está frio brrrrrrr com a breca como está, relembro-vos também que daqui a 23 dias é Natal, relembro-vos que é um mês giro apenas porque tudo está enfeitado, ensacalhado, iluminado, stressado, com pessoas saltitantes de almoço para jantar comemorativo, relembro-vos também que isto é muita bom, life is all about finding joy and fun in all little things, recordo-vos meus caríssimos leitores que um dia menos bom não passa disso mesmo, um dia menos bom, umas míseras 24 horas...e pensei que passamos 8 delas a dormir, e outras 8 a trabalhar, que fazer com as outras 8?? Pensem lá bem??!! Ah e tenho saudades da minha London, mas isso é já um habitué nostálgico meu que me dá aí uma vez por semana, ah e tenho sadades tuas!! Sim eu sei comemos pastéis de Belém no Domingo, mas já tenho saudades...eh eu sou assim...gosto de soltar palavras ao ar, no fundo dizer que tenho saudades é só uma tentativa curiosa em fazer com que o tempo passe ainda mais depressa, se passar óptimo, se não passar bem o dia chega certamente e dizer que uma pessoa nos faz falta que eu saiba não faz mal algum, nem faz de nós seres carentes, apenas faz desta Princesa um ser carinhoso e agradável ( e nem sei se lês o meu Luz Câmara Acção)! As coisas feitas a dois são tão catitas!

sexta-feira, novembro 28, 2008

Apetece-me

Apetece-me....
um ferrero rocher (mas isso não é de agora)
que caia neve em Lisboa
ir è feira de Chocolate em Óbidos..esteja ela prestes a realizar-se ou não
que o fim de semana prolongado se prolongue pois claro
ter um filho
recortar estrelas em papel colorido
aninhar-me nos braços fortes de alguém especial
enfeitar a minha árvore de Natal
lamber a taça na qual farei o meu bolo "da avó"
ver renascer uma fénix
afinal não "ter um filho" mas fazer um filho
caminhar à beira mar numa praia deserta
sentir-me eterna
um grande cozido à portuguesa num belo almoço de família ao Domingo
poder dar aos de quem gosto aquilo que mais querem
partilhar pastéis de Belém com muita canelaaaaaaa
fazer embrulhos de Natal
comer uma barrigada de sushi
apreciar o cheiro de torradas acabadas de fazer pela manhã
ficar feliz por colocar um ponto final neste texto
.

quinta-feira, novembro 27, 2008

quarta-feira, novembro 26, 2008

sem título

Caso me perguntem o porquê, garanto-vos que decididamente não sei responder a tão simples questão, e as perguntas mais simples são as que realmente interessam, atentem nisso.
Milan Kundera ensinou-me que os amores são como os impérios: desaparecendo a ideia sobre a qual estão construídos, também eles desparecem, já Flaubert explicou-me como se de um jogo se tratasse que é possível servirmo-nos de uma educação sentimental.
De minha parte já não sei muito bem o que revelar. Sempre me senti mais à vontade com o sentir, do que com a parte em que tenho de explicar o que sinto, porque sinto, nada sei da forma, apenas do efeito, nada sei da causa provocadora.
Sinto-me bem. Tão bem.
Porquê?
Não sei.
Gostava de dizer que tudo é perfeito, maravilhoso, esponjoso e salutar, que tudo vive e se relaciona, sonha, dança, canta como quem respira, e que todos, repito, todos os aparentemente grandisosos problemas podem ser minimizados. E não é que podem? E não é que tudo é assim, simpes e fácil, vivo e apaziguador. Eu acredito, só não sei porquê.
Confusos?
É muito simples. Não sei como aconteceu, nada de causas, apenas efeitos:
Apaixonei-me!

segunda-feira, novembro 24, 2008

Assim é impossibilis

Os senhores da Furla não me podem enviar coisas destas para o meu correio electrónico, isto mais parece aquela do Foi você que pediu uma mala Furla? , por acaso não fui, porque enfim eu costumo ir buscar as coisas que quero! O meu correio electrónico, todo ele, cheira a Natal! E com isto deixo uma questão
:::: Qual é o cheiro do vosso Natal?::::

quinta-feira, novembro 20, 2008

quarta-feira, novembro 19, 2008

O outro mandamento...

E quem nunca comeu um hambúrguer que atire a primeira batata frita!

terça-feira, novembro 18, 2008

Romance

Tenho tantas ideias para um romance.
Estou sempre a pensar nele, sem conseguir porém delinear sequer uma estória. É mesmo complicado. Porquê?!! Sabem porquê?
É que tudo na vida surge tão inesperadamente que acabo sempre por achar que jamais conseguirei imprimir nas minhas palavras essa atmosfera fantástica da surpresa tão digna de leitura.
Porque quando começo a escrever delimito, e delimitar representa tudo aquilo que não quero fazer...delimitar. Ainda se fosse ilimitar...
Há depois, claro aquela triste ideia de fazer das nossas vidas, espelho turvo da matéria escrita. Nunca é real...mas gostávamos que fosse.
Imaginem vocês que há três meses "criei" a estória de uma heroína triste, eu estava triste, a pobre coitada da minha heroína levou por tabela...depois achei que deveria antes criar um romance mais alegre, e por isso deixaria de ser romance sobre a sua bem humorada recuperação.
Passos simples: uma dose semanal de "Swirl choc and chip", com extra de chantilly, muita passeata na praia, muito revivalismo cinematográfico, muita paradela em mesas de esplanada a espiar os traseuntes desalmados, deslavados e pelintras, muita palavra solta, muita sopa de letras, muito "Porquê? Porquê?", muitos planos para o futuro que agora já não fazem sentido algum porque entretanto o vento levou a melhor e desnorteou as minhas decisões resolutas!
Foi assim, porque teve de ser assim. Foi assim porque quando estamos tristes, percebemos que o lado bom da tristeza é o facto de sabermos que ela vai terminar, ou seja também ela possui um "rótulo" : o prazo de validade.
OU SEJA: a tristeza é como um iogurte!
Quando chega o dia devidamente assinalado, surgem opções:
Comer o iogurte fora do prazo e rezar de seguida para que nada de muito prejudicial aconteça ao longo de todo o tubo digestivo, o que pode originar duas consequências: ou o comemos e nada acontece porque as bactérias ainda não estão em ponto de rebuçado, ou pelo contrário...o tubo digestivo sofre das boas!
Outra opção, deitar o iogurte fora e comprar um "packezinho" novinho , e com sorte traz um brinde sei lá...assim estendemos a validade, fazemos um pequeno investimento, comemos livres de preocupações e comer não deixa de ser um prazer. Sofrer é preciso. E o cálcio também pois claro. No fundo o sofrimento mais não é que o invólucro temporário de alguém que somos tods nós, cientes de que nem tudo é perfeito, mas há sempre opções, tantos nas prateleiras dos hipermercados como na nossa própria estrutura emocional!
Ah e pensar que terminei este texto a escrever sobre iogurtes...a ideia era o romance...perdoem-me a incoerência, foi um dia longo de trabalho!

segunda-feira, novembro 17, 2008

A insustentável leveza de um Quality Street

(não costumo dar a minha morada a estranhos, mas se for para que me enviei uma caixa destas...a coisa agiliza-se!) Lembram-se da frase mágica que a mãe de Forrest Gump khe diz antes de morrer, e frase essa com que o próprio começa o filme? Sim, sim a da caixa de chocolates! Qualquer coisa assim, vou apenas parafrasear: Life is like a box full of chocolates! We never know what we will get. Hmmm, não concordo plenamente com a frase, percebo a ideia, concordo com ela e com a capacidade que temos de nos surpreender - contra todas as expectativas - com a própria vida, sim eu percebo. E lá está é uma frase tão "doce" que seria incapaz de a refutar, porém...vou-me dar como exemplo! Gosto muito daqueles bombons quality street, vêm numa caixa "full" de cores e aromas, memórias de infância e satisfações temporárias, temos os de nata, os de caramelos "strong" e os de caramelo "fudge", outros de côco, os de leite..sim conheço-os a todos! Como contrariar então esta espécie de pré-conhecimento de todo o interior da caixa, pelo menos do seu aspecto e uma vaga lembrança do seu sabor?... Sim, porque grande parte da nossa felicidade, consiste no acto da repetição. Já sei. É pôr a mão dentro da dita caixa e "sacar" um bombom de olhos bem fechados para melhor apreciar o que ele tem para nos oferecer. Já sei a priori os sabores existentes, mas mesmo assim ainda me posso deixar levar pela "sensação caprichosa e glutona" inerente ao acto de comer um bombom. Ainda relativamente à ideia de repetição, já percebi que gosto de círculos e acredito piamente que as melhores coisas desta vida cabem dentro de formas circulares: com imaginação tudo se consegue! Também já percebi que adoraria que o tempo fosse fiel à orientação dada pelos ponteiros do relógio, mas não é assim, não é bem assim, nem tudo se repete, pelo menos não na sua forma original, o tempo segue sempre em frente. Não se começa nada de novo, não se vive a mesma hora do mesmo dia duas vezes, seguimos sempre do sítio e da hora onde e quando ficámos. Acordo sempre de manhã, faço sempre duas torradas e encho sempre a minha maior caneca do mais puro café com três colheres de açucar amarelo, repito os actos dia após dia sem nunca ter tido dois pequenos almoços iguais. É por isso que Kundera diz "Uma vez não conta." Ontem embirrei com o almoço da minha mãe ...fez "jardineira". Odeio "jardineira", aquele panelão repleto daquela amálgama quente em tons de fogo, castanhos, com laivos amarelos e pontos verdes reluzentes. Fiz birra. Repudiei as batatas estufadas, não as tolero. "Essa é d'agora" disse a minha irmã prontamente, pensei para comigo "é de agora sim, o tempo não se move em círculos segui em frente tal como ele para o acompanhar"! Fiz uma birra.

domingo, novembro 16, 2008

Quantum fica deste Solace

"falta qualquer coisa"
Foi com a sensação que fiquei ao sair da sala de cinema apinhada do Elcorte.
E pensar que começa tão bem, com tanta força, a perseguição inicial, a imagem imaculada, firme, bruta e respeitável deste Bond mais duro e elegante de sempre, um Daniel Craig que nasceu para ser Bond, James Bond!
Começa bem dizia eu, mas a força vai-se perdendo, muito por culpa de um argumento meio mortiço e muito menos encantador que Casino Royal...culpen Paul Haggis desta vez pela passagem não genial do livro a suporte fílmico (nem sempre está no papo...a repetição da fórmula pois claro)!
Mas retém-se muita coisa deste Quantum of Solace, e (alguns) erros a não repetir também:
- a genialidade do título (que é mal explorada no filme)
- a pobreza no seguimento do rastro da estória de Casino royal
- a grandeza das palavras "Aston Martin" e "Alpha Romeo"
- o top cor de laranja de Olga Kurylenko (a fragilidade desta Bond Girl)
- a desmistificação do "shaken not stirred"
- a calça cáqui de Daniel Craig
- Another way to die é forte, agressiva e aparentemente simples: o que resulta
- o genérico inicial não sendo genial serve bem (por agora)
- o saber que o próximo será tão bom que este serve para o gasto!
- o olhar perdido da Bond girl menos "Bond girl" da História do 007
e sim concordo com o mr Looker, temos de ver este com Casino Royal em mente!

quarta-feira, novembro 12, 2008

Pas de deux

Sim sim continuo pirosa!
Sim sim são uns brincos.
Sim sim pussuo-os!