quinta-feira, junho 26, 2008

A palavra mais bonita do mundo : "FOLGA"

e é assim que planeio passá-la!
...aliás, é assim que a estou a passar (qual plano qual quê!)

quarta-feira, junho 18, 2008

Escreveram-me isto

(...) mas acredito que a paz voltará a esse teu reino e em breve apreciarás novamente o nascer do sol pela janela do teu castelo, enquanto os raios de luz iluminam essa tua pena que tão bem sabe desenhar palavras. O meu muito obrigada senhor Nuno Luz também conhecido por Lucas

sexta-feira, junho 13, 2008

Fui eu a única a notar?

Aqui está o (bom do) Shia Laboeuf.....
e aqui está o Marlon Brando:
Fui ver o nosso bom e velho Indy, e tenho mil e uma coisas a dizer, mas como de momento não tenho tempo, (terei muito mais na semana qye vem!! eheheh), deixo só esta coisinha boa: o Shia surge no filme e eis o que me recordo Marlon Brando montado numa motinha, é que o Shia levava a boina e tudo, e o olhar de mauzão, e o motão a fazer VUM VUM, ai GOSTO!
Agora a questão que se impõe é a seguinte, terá sido isto escolha do moço, ou antes coordenadas do Senhor Spielberg...inclino-me mais para a segunda, é que desta vez o nosso realizador fez um grande TPC no que toca à reciclagem de ideias e visões de outros cineastas, aliás reciclou até a sua própria obra: "ET phone home!".
Na semana que vem escrevo mais sobre isto, sobre Sex and The city e o "buying labels, buying Love", sobre Dangerous liaissons e sobre quimioterapia...de facto isto é um blog onde há espaço para tudo.
Ah perguntam-me se tenho saudades?
A resposta é como a da avó do menino do Sexto sentido: "Todos os dias!"

quarta-feira, junho 11, 2008

A pedido de muitas (vá, algumas...) famílias (monoparentais)

"(...) uma das coisas que mais me lisonjeiam é um ataque vivo e bem feito, no qual tudo se sucede com ordem embora com rapidez, que não nos põe nunca naquela penosa confusão de termos nós próprias um desacerto de que ao contrário devíamos aproveitar; sabe manter o ar de violência até nas coisas que concedemos, e lisonjear com habilidade as nossas duas paixões favoritas: a glória da defesa e o prazer da derrota.(...)"
Carta de Madame de Merteuil a Valmont, Dangerous Liasions
A Princesa alterou os planos, não eles não se alteraram sózinhos, vendo-me tentada a optar pela desistência do trabalho de investigação sobre Tim Burton (por razões maiores, a saúde meus caros tem desses desígnios...)optei por um trabalho que me pareceu mais ligeiro, mas não por isso menos tentador e criativo: e que tal escrever sobre uma adaptação cinematográfica de um romance, o acima referido como devem calcular!
A Princesa está de volta, num novo reino, com uma nova carruagem, novos desejos e caprichos, muitos e muitos vestidos por estrear, leques para abanar, e a saúde quase restabelecida (a parte que ainda me denuncia é só mesmo perder o nascer do Sol e adormecer em locais públicos)...mais tarde, quando refelectir melhor sobre tudo falo do assunto e sobre a minha amiga "Kim"!

sábado, maio 17, 2008

Colisão

Lembram-se das frases iniciais do filme Crash de Paul Haggis??
Não não é o do Cronenberg!!
Recordo-vos então, são talvez as palavras que mais me marcaram nos últimos tempos (cinematograficamente falando): I think we miss that touch so much, that we crash into each other, just so we can feel something. Tenho sempre a sensação de quetêm todos medo de toda a gente, e por isso fingimos para com os que conhecemos e somos verdadeiros para com os estranhos. O Amor desaparece. Tal como a brisa, e passa tal como ela, os atentos dançam com a brisa, apreciam a sua frescura e fragrância, e ela passa e eles não ficam tristes. Outra virá tão fresca como a passada, melhor se possível, nova e passageira, passageira porque insegura e enquanto insegura, provocadora. Gostamos tanto da brisa, que fechamos todas as portas, todas as janelas para que ela não escape. Mas ela escapa, ela escapa sempre, e nesta vida nada pode ser feito prisioneiro porque cada dia deve ser diferente, é bom entardecer de modo desigual a cada dia, é bom que cada manhã não seja a reprodução da anterior, é bom que os cabelos cresçam, que a fruta amadureça, que o mar se revolte, é bom querermos ser perfeitos...basta haver qualquer possibilidade de perfeição. E Reagir é errado, devíamos todos Responder. Reagir é repetir um padrão, fazer aquilo que nos foi feito. Responder é procurar novas formas, é dar aquilo que não se teve e que mais nos fez falta, é pensar no Hoje como o Momento e no Amanhã como uma impossibilidade. Reagir é usar o Passado como chave que abre portas com fechaduras já forçadas. Responder é destruir as portas e substitui-las por janelas sem grades. Por isso, e tomando de novo a frase, não tenham medo de chocar com pessoas, e não se esqueçam que vemos sempre aquilo que os outros estão a ver! Amem. Façam do Amor (que é uma Canção) uma verdadeira Dança!

quinta-feira, maio 15, 2008

ESCURIDÃO, ou ausência de Luz

Se para o Rei a frase de marca é "Elvis has left the building" aqui para a Princesa a frase que se impõe é : The Princess is back in town!
Bem sei que tenho deixado o meu blog, sem Luz, a mesma Luz que anuncio querer na mente de todos aqueles que respiram Cinema, mas a princesa das fitas de 8 mm está apta para sumarentos e caprichados comentários a tudo o que sirva de assunto: leia-se também a primeira página do 24 horas qur é capaz de produzir o mesmo efeito crítico.
O Tempo é uma coisa curiosa, o dito "cronos" pauta-nos a vida, ridiculariza as coisas mais importantes e impõe-se como ditador, quando devia de ser o oposto a acontecer.
Ou seja, de momento sofro de cronopendicite aguda, para nada tenho tempo e acabo por ter tempo para tudo, no fundo é uma coisa crónica que se cura com uns quantos placebos!
E por isso mesmo: prometo muito em breve novidades quentes e boas ( boas como os bolos da fábrica de Odivelas que papo em carros alheios aí por volta das 4 da manhã.."pla fresquinha")!
Quanto à arte cinéfila, convém não esquecer que já está entre nós Iron Man, chega entretanto o nosso bom e velho Indy, há ainda tempo para o Cavaleiro das trevas, e esta semana chega o dramalhão Reservation Road...ah e a 5 de Junho para as mais fúteis (Cof) o aguardadíssimo e "gossipadíssimo" Sex and the city...eu cá persisto na ideia...todas querem ser "Samantas" mas no fundo são todas uma cambada de "Charlottes"!
Mais coisas, ah o trabalho de investigação sobre Tim Burton...lá vai...ia a passo de caracol, mas o bicho levou agorinha uma injecção de red bull ganhou asas e voa já na minha mente em voltas e reviravoltas..é a questão do Tempo, arranja-se sempre que se quer!
Tal como diz o realizador numa entrevista:
The monster is supposed to die in a monster film right?
- Yeah bu they never die. It's part of the mythology that they do. But they are always coming back. They're always fighting.They fight through the system, the system of bland B- actors.
retirado de entrevista a Tim Burton em 91 sobre o seu fascínio por bestiários

segunda-feira, maio 05, 2008

Citação para falar da "pessoa"

::Citando::
Homem de que eu goste cobre-me no frio e vai à porta beijar-me quando saio de madrugada. Fala com paixão dos meu pés pequeninos, diz as palavras que eu gosto de dizer e está disposto a tudo para me ouvir gritar na cama. Homem de que eu goste nunca vai dizer "Cuidado, que te podem ouvir.", pelo contrário dirá antes: "Grita mais, que eu gosto. Para as caracteristicas físicas estou-me sinceramente nas tintas. Nem pernas boas, nem músculos, nem peitorais, nadinha disto tem cabimento na minha cabeça. Ou seja, ele até pode vir com isto tudo, mas vai ter de me apertar as coxas e rir-se das minhas estrias. Homem de que eu goste está-se a marimbar para que os outros pensem se é gay ou é do Benfica. (...) Nunca gostei de um homem com bigode, mas como posso negar à partida um bigodista que desconheço??Também nunca me senti atraída por nenhum louro de olhos azuis ("not my cup of tea" adciciona Leila), mas sei lá se o meu futuro será ao lado de um dos filhos de D. Duarte?? Homem de que eu goste não tem de ser de forma nenhuma, nem de estar em forma. Nem tem de ser preto ou branco, mas tem de ter raça. E coragem, porque o amor é sempre um acto de coragem. Quanto a conselhos a jornalista que se denomina "Cidália" - essa embaixadora dos clichés satisfatórios - diz: Era bom se procurássemos pessoas em vez de ideias em vez de continuarmos a perseguir ideais. Os ideais servem a todos os que encontram na impossibilidade o conforto. Lá está, existe a pessoa ideal, a "certa", "the one" qual Neo a ser seduzido pelo charme de Morpheus e do comprimido vermelho, aquela pessoa que possui todas as características, todas as boas vontades, todas as qualidades, que nos quer, e nos quer fazer feliz, que é bonita e inteligente, doce e preocupada... e depois há "a outra pessoa". Aquela pessoa. A que nos arrebatou sem mais nem menos, a que entrou sem pedir, a que nos tomou num início de tarde cálido, que pode ser tudo e nada, a que é o "Tudo" e nunca o "Nada". Não é a pessoa certa como se canta por aí, mas sim a pessoa de quem gostamos e não há nada a fazer, não há armas, textos confusos e madrugadores, comprimidos vermelhos, homens com óculos sem hastes que nos acudam, nem há certezas sobre absolutamente nada, há o agora, o momento, e a ideia de um passado recente. Sabemos apenas que precisamos dela e que dela não queremos prescindir, não não a pessoa não preenche "a lista", preenche outra coisa: o coração. Sim preenches-me o coração (e desculpa extravasar isto para o domínio bloguista), mas são 8 da manhã e sabes que a esta hora sou perigosa com as palavras.

sábado, maio 03, 2008

Um 'trendy' fica-me tão bem!

Justificação

Diz-lhes que a chama se extinguiu - por saberes que é agora mais forte que nunca- que o corpo deixou de lutar - por saberes que a luta só agora começou- e diz-lhes que és Estrela e não Universo, és margem e não rio, parte e não todo. Eternizemos o Ontem na cascata das memórias puras - que não são puras porque já estamos a pensar nelas e eu até já as estou a escrever, dá-me algo de real que eu possa explorar ou ignorar, dá-me e eu mostro-te tudo aquilo que já vi, dá-me algo que tenhas e não saibas e dá-me ainda tudo aquilo que te faz falta. Quanto tempo dura um momento fugaz? Um dia, um segundo, uma ausência...quanto mais simples, mais particular, quanto mais perto mais trascendente, e sempre no seu devido lugar, no seu lugar de sempre, no seu novo lugar, já não é o mesmo lugar, notaste? Mas não deixa de ser o seu lugar. Porque HOJE as palavras perdem o significado, fogem-me da boca habituada a pronunciar, se me perguntares porquê , não te preocupes porque eu calo-me. Sejamos parte do Todo, e não Todo, porque no Todo não há lugar para nós, e na parte ele está sempre à nossa espera, com ou sem palavras, com ou sem expectativas, com ou sem presença, é mais fácil perder-me numa casa que no Universo. De facto somos a Luz que viaja por entre os poros da malha da atmosfera. Diz-lhes que tens um coração sempre disposto, que a trizteza é coisa de velhos, que fazes sesta como peixes, que caminhas por entre searas em fins de tarde de Verão, sozinho contigo mesmo, tendo os assobios do vento como companheiros longíquos, diz-lhes que passas as pontas dos dedos pelas superfícies moles, que as absorves como língua quente e viva, repleta de sangue invisível, o mesmo sangue que corre nas veias das tuas mãos que estendes a alguém que não sabes se existe.
Escuta o som do silêncio, aprecia o bailado gratuito dos ramos de árvores, olha, olha sempre, que este mundo é feito de olhares, de palavras vãs ( e disso percebo eu bem), de momentos simples, de gelados de baunilha e bolos de chocolate, de vestidos rodados e normalidade feita folha de papel amachucada.
Sonho que durmo profundamente, e ao acordar percebo que ainda sonho- fecho os olhos - sinto o corpo que está em contacto com algo, adormeço, volto a sonhar, acordo depois do sono profundo e dou comigo a perceber que não me cheguei a deitar. E como não sei explicar ou justificar algumas coisas que faço, escondo-me por detrás disto: escrever ajuda-me a abrandar os meus pensamentos que querem ir de encontro aos meus sentimentos. Acho que não serve, que nada justifica, não chega eu sei, mas prometo crescer em breve.

quinta-feira, abril 24, 2008

And the blade never stops running

Corram às (poucas) salas, vejam, revejam, relembrem. Não deixem que os vossos sonhos se desfaçam como lágrimas na chuva!!

domingo, abril 13, 2008

I'm not there

I'm not he.
I'm not her.
São as frases de abertura do filme de Todd Haynes que se sucedem dando lugar à frase chave da obra: uma definição onírica do trabalho deste realizador, I'm not there. É estranho iniciar algo de modo negativo, seja numa frase ou numa atitude, mas esta obra faz-se assim, de negações sucessivas, e a palavra "not" é uma constante que se afirma (passo a antítese). Mas de que se trata este filme? Parece ser uma questão perfeitamente normal de se colocar e a resposta que me assalta agora que já pude reflectir sobre o que vi é de que se trata de uma ficção biográfica, ou seja, é a revelação de um artista de modo livre, pessoal e descomprometido, feito de retalhos e de possibilidades que nos são propostas cabendo-nos a nós aceitar, acreditar ou rejeitar. Aceitei-as a todas, pela sua comicidade, pela sua faceta transposta, e pela sua incisão profunda em temas com os quais também nós tantas vezes lidamos (mas sem os Beatles a bricar connosco, e sem a droga e sem os malditos paparazzis à nossa volta). Ora vejamos, nunca fui conhecedora credenciada da obra de Bob Dylan, mas agora sei que além de ser o cantor mais citado da História (não me parece que esteja a exceder na ideia) foi alguém que em vez de seguir uma linha, se reinventou consecutivamente, abandonando uma vida e abraçando outra, procurando encontrar algo se não melhor pelos menos libertador. Deste modo temos um Dylan estrela do rock eléctrico e uma mártir da mesma cena (numa outra interpretação), Dylan Profeta, Dylan poeta, Dylan Cristão novo, e um Dylan envelhecido e fora da lei. São todas as interpretações louváveis, destacando-se a de Cate Blanchet que por ser a que à partida teria a tarefa mais complicada, é na realidade a interpretação a nível físico que mais se aproxima da figura icónica deste artista, a mais cómica também e a mais destacada. A banda sonora transporta-nos para os lugares, os estados de alma e de corpo do cantor, são preciosas informações na construção da biografia, que aliadas aos diferentes modos de captação de imagem usados no contar da estória de cada Dylan fazem desta obra um quase documentário, mas isso é enveredar já por um outro caminho, e neste momento prefiro a palavra "ficção". É uma obra bem humorada, com momentos memoráveis e com interpretações notáveis, devo destacar Blanchet e Bale, mas a de Ben Wishaw impressionou-me bastante, talvez pela precisão das palavras: never create anything, it will be misinterpreted, it will chain you and follow you for the rest of your life. Não podendo ser de momento maior o meu contributo na visão da obra, termino este texto com uma nota extremamente positiva ao filme que a meu ver merecia ter tido uma data diferente de estreia no nosso país, bem como uma maior estreia nas nossas salas, mas disso não posso conversar com Dylan...aliás se ele eu falasse com ele hoje, com qual dos Dylan o estaria a fazer? Ah e fica a frase (não citada) que mais me marcou (não não é a do "Astronauta!"): Aquilo que o homem mais teme é o Silêncio!

quarta-feira, abril 09, 2008

O que têm Ingmar Bergman e Barbara Streisand em comum?

RIGOROSAMENTE NADA!
Na manhã seguinte recebo um telefonema de Barbara Streisend, a perguntar se nós queríamos ir a um pequeno "party" que teria lugar à volta da sua piscina. Se quiséssemos ir, que levássemos os fatos de banho. Agadeci-lhe a amabilidade, pousei o auscultador, voltei-me para a minha mulher e disse: "Vamos partir imediatamente para a nossa casa de Faró e passar lá o Verão. Vão escarnecer de nós, mas teremos e aguentar mais isso." Umas horas depois estávamos a caminho da Suécia.
Lanterna mágica, Ingmar Bergman

domingo, abril 06, 2008

Mais ou menos isto

Se calhar vai ser hoje.
E a conversa lá seguiu o seu rumo próprio de duas almas que não sendo gémeas, querem ser qualquer coisa, provavelmente querem ser corpo.
Cidália

quinta-feira, abril 03, 2008

Boas intenções

Já alguém pensou que a nossa capacidade de escrever abranda a rapidez dos pensamentos e ajuda-nos a ir de encontro aos nossos sentimentos.
Eu já.
Sejamos justos, vivemos num mundo no qual a acção se sobrepõe à intenção e ainda bem que assim é.
Ao escrevermos podemos acreditar que estamos a abrandar, que podíamos estar a fazer outras coisas, mas no fundo mais não estamos a fazer que a compreender-nos: apontar num post-it um número de telemóvel, fazer a lista das compras, escrever uma carta de amor, um apontamento na margem do nosso livro preferido, assinar um contrato. Tudo são marcas da nossa passagem, são documentos biográficos.
Quando escrevem?
Quando estão felizes, com tempo, sem ele?
Escrevem quando estão tristes, escrevem na secretária, escrevem durante uma palestra enfandonha, no vosso canto, à noite, a meio da manhã quando vão beber café a algum lado?
Gosto de escrever independentemente de todas estas condições, não sei porque o faço, mas sei que é a força de expressão que me move e talvez a expressão pela qual melhor me revelo, pelo menos a escrever sai tudo da garganta secante...tic-tac, tic-tac...claro que existe muita coisa que não se escreve, essas prefiro dizê-las para que estranhos não as leiam algures.
O que acho realmente é que não devemos escrever somente quando temos coisas para dizer, isso é errado e não foi para isso que se fizeram as palavras, as palavras sob a forma escrita servem para nos ajudar a reflectir, fazer com que a roldana do pensamento não encrave.
Nos filme, nas canções, nas obras de arte, nas cartas que são lidas silenciosmanete embora lá dentro estejamos a proferir cada sílabazinha. Nos filmes quando se lê um poema para si mesmo ouvimos a voz do actor, se tivermos de salvar a vida de alguém e esse alguém seguir à nossa frente e estiver de costas temos de falar, até gritar, pois não há tempo para escrevinhar um aviso no bloco de notas.
Ler é bom. Escrever é melhor. Falar é imprescendível.
Quero deixar esta ideia porque às vezes fico com a noção de que ao escrevermos nos escondemos por detrás de uma cortina qualquer, como se nos tivéssemos a desculpar por algo, escrever faz parte de mim e longe desta minha pessoa renegar ou tentar impedir tal acção, preciso de escrever como quem precisa de beber água quando tem sede (e já notaram que às vezes não percebemos que temos sede e no entanto o nosso organismo está sedento...)

segunda-feira, março 31, 2008

Se conseguir sonhá-lo.
Consegue fazê-lo!
,Walt Disney

quinta-feira, março 27, 2008

Página 1 (do romance, do argumento, da estória, da anedota, da crónica, de qualquer coisa...)

"Rodar com numa espiral que não tem pricípio nem fim, como uma bola de neve montanha abaixo, como numa carruagem de carrossel que faz uma curva apertada em redor da Lua, como os ponteiros de um relógio cujo dono deixa as horas passar, e o mundo todo feito numa rolha de cortiça a bailar silenciosamente pelo Universo, tal como os remoinhos que encontras na minha mente quando penso em ti."
E ele continua: " Como se entrasses num túnel e o seguisses, e o túnel não tivesse fim, e o túnel nunca tivesse sido visitado, e o túnel ganhasse vida com a tua entrada, e o túnel nunca tivesse visto a luz do Sol, como uma porta que está sempre meio aberta, como que num sonho que ainda não foi sonhado. São chaves que dançam no teu bolso, palavras invasoras a meio da noite, imagens que te perseguem e que queres voltar a ver, "Porque é que o Verão passou tão depressa?", "Foi alguma coisa que eu disse?", são amantes que caminham pela praia e deixam na areia as suas pegadas culpadas.
E ele pensa: "o toque das mãos dela fizeram o meu coração estremecer...ou seriam tambores a soar a milares e milhares de quilómetros?...".
Fotografias por tirar emolduradas numa parede vermelha, e um fragmento deste texto que se perde na espuma formadas nas encostas rochosas, e as palavras enfurecem-se, porque recordam-se da pessoa que estão a recordar, percebem que deixaram de ser livres, que já estão destinadas e esperam pelo fim da folha que deixou de estar em branco. E as palavras estão cientes de que o Outono foi transformado numa miragem bem como as cores que lhe dão vida, cores essas que o recordam do tom dos cabelos dela.
(texto vergonhosamente inspirado no poema Windmills of your mind, posso ir presa por isto?)

sábado, março 22, 2008

Primavera! Qual Primavera!??

Não estou a apreciar minimamente o início desta nova estação. Diria mesmo que estou indigada, sinto-me ultrajada e um pouco até irritada. Uma coisa é não haver Primavera para ninguém, assim com muito frio e muita chuva, outra é sermos abençoados com belos dias solarengos e um vento desgraçado que corta a carne e parece que estala os ossos. Mas que vem a ser isto? Nem cogumelos vejo ali na relva, e o mais perto que estou da estação do ano é o facto se estar de férias da Páscoa e poder ver o Bob o construtor em paz (RTP2 aí por volta do meio dia, para os mais despistados). Eu que sou uma doce devota das novas estações e com isso das "novas colecções" vejo-me impossibilitada de estrear a minha nova gabardine, porque tenho de continuar a envergar os casacões pesados, não posso usar sabrinas porque me magoam os pés (pronto tudo bem isso é uma deficiência só minha), camisas finas nem pensar que deixam passar o frio e "depois constipa". Logo este ano que se vão usar vestidos padronizados assim a puxar para o étnico chic, daqueles compridões e esvoaçantes, este ano que o amarelo será usado em força, e as block colors, e os tops que disfarçam as barriguinhas, e as calças de cintura subida voltaram eheheheh, e os colares compridos, não acho bem o tempo estar a fazer estas coisas feias e eu com o armário cheio de roupa etiquetada. Lá teremos de esperar mais um pouco. Eu cá já estou, alguém quer um chocolate?

terça-feira, março 18, 2008

Morreu o homem que cinematizou o Principezinho

Eu sei que não é bem assim, mas é como o recordo, e não consigo olhar para o filme e não pensar no livro de Saint Exupéry: pela visão, pelo dourado, pelas "asas", pela lindíssima história de amor, pela fantástica direcção, pela magia, pela vida liberta e que se esvaiu.

segunda-feira, março 17, 2008

no meios dos estudos...

instaura-se toda uma nova tradição na vida desta princesa, chama-se Os scones das 4 e meia! ( e sem passas): num Magnólia do Campo Pequeno perto de si!
(com borbotos à mistura)))))))

sábado, março 15, 2008

Merci por esta "Mercy"

"I'm gonna put myself à escuta" foi assim que reagi aos primeiros acordes desta podersosa canção da loura Duffy ( a mim parece-me um cruzamento entre Amy Whinehouse e Nancy Sinatra) vá sem a heroína e sem a visita a Portugal no dia 30 de Maio! E o videoclip é giro também e o refrão não me sai da cabeça, esta moça jeitosa assim habilita-se! Já não vivemos o revivalismo dos 80's meus caros, vijámos até aos 70's (escuto ali qualquer coisa de The doors, algum instrumento talvez...!!) Aqui fica então!