domingo, outubro 21, 2007

Num dia tão feliz como este...

...o meu mano vira-se para mim e diz :" E se um dia te sentires deprimida, liga a internet, puxa do Youtube e põe a procurar "toca a ganhar", é garantido Leila!

sábado, outubro 20, 2007

E não há nada como

Aurora manda dizer: avisem aos demais que morri para o mundo e que quero que me ressuscitem quando a água ficar fria. ....chegar a casa depois de uma ida ao paraíso, reconfortada com o cansaço físico e psicológico. Prego umas lembranças nas paredes cor de rosa, deixo tudo como gosto e dirijo-me à casa de banho, abro a torneira e deixo escorrer o valioso líquido, ah como é bom deitar-me naquela cama perfumada e aquosa e lá ficar, até que me chamem, até que me digam "sai lá daí porque se não ficas pior da garganta!". Ah parece que ando por cá há uns quantos Outonos, mas palavra de honra que não me lembro de nenhum como este, o Outono de 2007!

sexta-feira, outubro 19, 2007

As stars

..."rockaram" hoje ...e "rockaram" (h)arduamente!

quinta-feira, outubro 18, 2007

Vamos ginasticar!

Ai Brid como te percebo, o que vale é que tenho boa companhia e assim é tudo mais fácil. Porém não vou negar, não nasci para fazer tudo como diz no papel, aliás ainda hoje teimei em fazer abdominais com a ajuda de um equipamento ( um que nos impulsiona a fazê-los trabalhando intensamente a zona abdominal lateral), que vai-se lá saber ( ok fui eu quem o pôs naquela posição) estava ao contrário. O instrutor bem disse "acho que isso vai correr mal", e ao perceber o erro depois de enormes momentos a ginasticar os neurónios da massa esponjosa denominada de "cérebro", lá disse eu muito convictamente, "ah é como contemplar um Picasso" (depende da perspectiva)! O que interessa é que ida ao ginásio é sinónimo de "tarefa cumprida", custa mas o esforço é compensado: nem que seja compensado por um belo brownie regado a chantilly, não é senhora Iogurta!!??

segunda-feira, outubro 15, 2007

"Buongiorno principessa!"

Por causa de si passei horas a chorar qual mulher da vida apaixonada pelo messias!
ISSO NÃO SE FAZ MENINA IOGURTA!

domingo, outubro 14, 2007

Palavrinhas ao anjo numa carta electrónica

foto do filme Sunrise "Às vezes parece que estamos muito sozinhos, que ninguém nos compreende, que tudo é muito difícil, que nada é como queremos, que ninguém nos cativa, que quem nos cativa deixa muito a desejar, que nos apetece isto e aquilo, mas o que queremos é aquilo e a outra coisa, que nunca estamos satisfeitos, perfeitos, e sabes que mais Bu? É essa a beleza da vida! Se tudo fosse fácil, dado, refeito, o que é que nos restava? Pensa no enorme número de pessoas a quem tudo "corre tão bem", e o quão infelizes são, bem lá no fundo...ser feliz, é um dever nosso, e ainda bem, as coisas más servem para nos tornar MUITO fortes, sem elas éramos alminhas fracas, pequeninas e vãs, e nós não somos nem uma coisa nem outra, e muito menos a última. A felicidade conquista-se nas pequenas coisas, nos pequenos pormenores, no fundo como disse já alguém " o essencial é invisível aos nossos olhos", é isso Bu, o resto são manifestações sociais, compromissos, circuntância, alter egos criados inocentemente, somos muito mais do que mostramos, és o meu anjinho, tu sabes isso! Por isso se algum dia duvidares da tua força: pergunta-me, que eu tenho a resposta na ponta dos dedos. E se alguém disser que é mentira, chamo-o de louco! E se alguém tiver provas, eu destruo-as! E se alguém tentar partir o fio, eu volto a uni-lo, faço-lhe um nó apertado e imperceptível, estico-o ao máximo, faço-o dar a volta ao mundo e apenas para ver um sorriso teu! És o meu anjinho."

sexta-feira, outubro 05, 2007

Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street

"what about a shave?" "Tim Burton é daqueles que ainda sabe o que fazer com o tempo!" Mário Jorge Torres

quinta-feira, outubro 04, 2007

Turutururu...Lararirê

Algo começa, recomeça...estive ausente, comigo levei as palavras guardadas nas malas de viagem, e não as usei com medo de as gastar. Fi-lo inconsciente e desperadamente, como tudo o que faço na vida.
Por mais que viva, e vivo todos os dias e todos os instantes fugidios, vejo-me sempre insatisfeita, não há volta a dar (nunca percebi o caminho a que estas "voltas" nos pretendem levar).
Entro agora no meu mês preferido do ano, na altura que mais me cativa, são as folhas que vejo no chão douradas e crepitantes, o senhor que trocou o gelado pela castanha assada, as senhoras que não fazem ideia daquilo que devem e podem escolher, é o cheiro do chocolate quente, da bolacha que se aconchega na manta feita de retalhos, do acordar frio e arrepiado, do som do vento na janela à noite, dos filmes britânicos (porque lá está sempre a chover e as pessoas usam sempre cachecóis bonitos), da cor do Verão que se esvai como água a correr numa cascata, do som da caça nas florestas, é o mês daquilo que se esconde. É o mês depois de terminar alguma coisa, são os despojos de um dia, de uma semana, de um ano que já não volta. E ainda bem que não volta, porque quando não se pode repetir é sinal de que foi mesmo bom!
Sinto-me insatisfeita (como já vem a ser um hábito), e apetece-me escrever sobre coisas alegres e que me alegrem. Faz parte da época, é uma manifestação natural em mim. Hoje acabei de ver um filme daqueles bem antigos, com aquelas actrizes com penteado inimtáveis, vestidos imaculados e senhores com brilhantina nos cabelos, coisas do cinema a preto e branco, feito de whisky e cigarros. E tudo isto numa sala escura e repleta, coisas simples sãos as melhores deste mundo!
E como digo sempre a alguém (alguém que me queira ouvir) o amor vive de pequenas coisas, ela dizia que "a vida é feita de pequenos nadas" que são o tudo, são gostos que se chocam para se encontarem numa esquina escura, pormenores que nos enchem a alma, sensações orvalhadas nos nossos coraçoes trazidas pelos véus da memória fina e levemente adocicada.
"There are so many special people in the world."
(quem dera conhecê-las a todas)

quarta-feira, outubro 03, 2007

Vanessa da Mata Boa Sorte/ Good Luck - Clipe Original

Pertenço a um feliz grupo de pessoas que partilha gostos musicais muito bons! E como sou uma pessoa que gosta de partilhar e de uma ou outra futilidade aqui vai "Boa sorte", ou como se diz em inglês "good luck! Fico tão feliz pela Laura Dern ter sido trocada pela Angelina Jolie quando namorava com o Billy Bob (aquele do filme O barbeiro...), fica a miss Lynch muito melhor com o senhor Harper!

quarta-feira, setembro 26, 2007

Não há vez como a primeira

Pânico. Suores frios. Susto. "Isto devo ser eu cheia de sono." Pânico renovado. " Ah isto é a brincar certo?"..." Mas afinal que m**** é esta!!??" Foi este o desfile de reacções que deixei flutuar pela passadeira vermelha dos meus receios mais profundos ao ler notícia de tal gravidade " A última Premiere sai a 4 de Outubro". Sempre me disseram que quando um projecto já não tem asas para voar, é cortá-las, para que novas crescam saudavelmente e ainda mais belas e resitentes, mas aqui a parte da frase em que se lê " já não tem" é uma afirmação falsa. Posso não ficar admirada por saber que não se trata esta a revista que mais se vendeu no nosso país, mas que p***a é a única que posso consultar de modo a inteirar-me do panorama nacional e internacional no que toca a cinema e festivais, e de grande importância: é onde leio as críticas feitas aos filmes, críticas essas que tantas vezes me enfureceram, me suspreenderam, me fizeram apreciar novos pormenores, me fizeram rever filmes para poder contestar à vontade, e me fizeram perceber que mais do que gostar de ver filmes, podemos também gostar de gostar de filmes, e agora que tenho eu? Eu digo-vos o que é que eu tenho: RAIVA! De facto como escrevi algures, tudo o que é bom neste país é sol de pouca dura, agora sem revista de cinema continuarei a recorrer a revistas internacionais, à internet (pois claro), mas gosto de folhear revistas, adorava o meu ritual no qual comprava a Premiere, me sentava numa mesa de café e a folheava, uma primeira vez de relance, e depois uma segunda, uma terceira com verdadeira atenção. Agora continuarei a beber o dito café, mas vai faltar a companhia sagrada. Tristemente será agora mais difícil ficar a par do que se faz no nosso país, do empenho luso numa indústria que ao contrário do que se pensa, é rentável por terras lusas, e que vai ganhando forma de modo lento mas preciso, incisivo e artístico. Dificilmente lerei numa Premiere de edição francesa, ou numa Empire de edição inglesa o que se faz por aqui. Ironicamente, li há umas duas semanas um artigo numa Film sobre o que conteceu ao elenco de Pulp Fiction, sabemos tudo sobre a bela Uma Thurman ou sobre "o meu" John Travolta, e o que se diz sobre Maria de Medeiros meus senhores é o seguinte, e passo a citar: " Before: Lots of obscure subtitled stuff (She´s Lisbon-born)" "After: Went fore more of the obscure subtitled stuff." Precisam de mais? O incentivo numa arte como a sétima tem de ser interno, e isto trata-se de um direito e não de um dever, não quero vir aqui com patriotismos de tijela meio vazia, mas não se pode esperar que outros façam coisas por nós, e se por acaso em pouco tempo se fizer outro Alice, pode ser que eu venha a saber disso num jornal da noite, porque passará no rodapé, entretanto vou matando as saudades nas minhas Premieres empoeiradas que tantas vezes folheio ao adormecer dizendo para mim "olha afinal este papel acabou por ir para o tipo do Fight Club!". O blog da revista Premiere permanece, felizmente. Desta vez sacrifica-se o Pai em vez do Filho, a História nem semper se repete.

domingo, setembro 23, 2007

Venha de lá essa Aurora

" Já terminou, está feito, é uma maneira triste de pôr as coisas, mas lá está, não há outra, por isso é que não gosto de catolicisses e "isses" do género, manifestações banais de mentes pouco ilucidadas e amedrontadas, por isso é que quando eu morrer quero uma festa em grande, cheia de comes e bebes, um caixão pintado a verniz e que brilhe tanto como um piano acabadinho de lhe ser puxado o lustro, ah e quero ir de vermelho, não quero cá lutos (porque o preto não precisa de ocasião para ser usado), não quro cá lágrimas (só se forem de crocodilo), e quero flores, montanhas de flores (peço desculpa aos senhores da Green peace e mais não sei o quê), e cartas presas nas coroas celestiais, cartas que lerei lá em cima enquanto bebo um cházinho earl grey e papo uns valentes biscoitos de manteiga na mesma mesa que a rainha Elizabeth I, isso é que vai ser vida...morte.(...)"
(Foi assim que iniciei uma carta a um amigo depois de dois dias menos felizes)
Não percebo a Igreja católica: a religião que me escraviza em convenções inumanas e pouco leais. O padre que disse uma palavras no velório disse umas palavras para reconfortar.
E o que é que eu senti?
Absolutamente nada. Apenas e vazio e uma pontinha de raiva.
O senhor padre às tantas disse "Deus concede na morte a Aurora do eterno descanso", quem precisa da Aurora depois de morto, "venha de lá essa Aurora" mas de preferência enquanto ainda temos a capacidade para a ver cá de baixo, encará-la de frente sempre, como se fosse a última!
Descansa em paz tio.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Is this for real??!!

Nao deve para ler nas melhores condicoes, mas copiem a foto e devem conseguir ampliar ai nos vossos computadorzinhos!! (De momento estou a mil e nao posso transcrever o texto.)

segunda-feira, setembro 10, 2007

sábado, setembro 08, 2007

Lullaby

William Adolphe Bourguereau, 1875
"When you need me, but do not want me, then I will stay.
When you want me, but do not need me, then I have to go."
Nanny McPhee
As vezes inspiramo-nos a ouvir cancoes melosas, cheias de pianadas e acordes de viola tristes e vagarosos, outra vezes inspiramo-nos a ver comedias infantis ternas e moralistas, foi o que me aconteceu. Nem sempre nos apercebemos da falta que as pessoas nos fazem, seja porque nos fazem lembrar de outras, seja porque gostamos do seu cheiro, do seu sorriso, seja porque gostamos de nos zangar com elas, seja porque gostamos de sentir a sua falta. Correndo eu na direccao oposta, vou deixando de me sentir a vontade, como se o mundo- esse velho vagabundo- continuasse a rodar e nos permanecessemos dentro de uma gigantesco aquario, impavidos a ver a vida passar, porque estamos a fazer mil e uma coisa, mas no final nada se passa de concreto, e estamos ali, dentro de agua com os dedos enrugados, os labios roxos e a esquecermo-nos do nosso proprio nome de 4 em 4 segundos (amnesia marinha). Outras sao as vezes que optamos por fingir nao sentir a falta, e e desta mania nossa que me quero debrucar, qual sereia na rocha entrancando os seus longos cabelos lisos, esperando pelo marinheiro que teima em nao chegar, porque gosta do sol e odeia aquarios... Escuto incessantemente a melodia ecoada pelo buzio cristalino da memoria e nada me faz mais feliz, percebo agora que ja nao posso voltar atras, agora que a areia da praia me corta a planta dos pes como agulhas finas e prateadas e que a bruxa malvada me roubou a lingua para que eu nao falasse nunca mais, e as pedras da calcada ja nada de novo tem para me contar. Eu escrevi um poema novo, e lindo, lindo, mas a minha caixa de musica avariou-se, o marinheiro que gosta de sol e que gosta de ter razao nao lhe vai repor o seu real valor e eu nao vou poder adormecer no seu peito embalada pela batida do seu coracao. Como eu queria uma nova caixa de musica! As estrelas estao a espera. O marinheiro que se apresse porque eu sofro sem a sua melodia. Porque e sempre assim: "Quando precisares de mim, mas nao me quiseres, ficarei. Quando me quiseres mas ja nao precisares de mim, entao partirei."
E nao sei se quem escreve sou eu ou a sereia...

quarta-feira, setembro 05, 2007

Nina!

A dama nao tem videoclip mas esta pequena homenagem esta bem bonita " Sleep in peace when day is done, you know what I mean..."

Muse - Feeling Good

Longe vao os tempos em que Bridget Fonda dizia ao charmosissimo Gabriel Byrne no filme "Point of no return" (um remake de Nikita produzido por Luc Besson) que amava Nina Simone. Vai-se la saber nunca esqueci essa cena, nem a voz de Nina Simone. Foi ela a primeira a cantar "Feeling good", seguiu-se o Michael Bubble com uma versao bem catita, e a cereja no topo do bolo com cobertura glace e este grandioso cover dos Muse. Enjoy this marvelous cherry!

sábado, setembro 01, 2007

Um ultimo abraco e podes ir

O tempo tudo destroi. O tempo tudo destroi. O tempo tudo destroi.
E nao porque me faz esquecer,
e nao porque nos deixa morrer,
e nao porque o tempo demora muito tempo.
O tempo tudo destroi porque nos faz chegar depois de outro alguem ter chegado e ocupado o nosso lugar " um feroz adeus".
O tempo tudo destroi porque mente, distorce, inverte,
o tempo tudo destroi porque se deixa desfazer na chuva sem que o possamos contabilizar.
O tempo tudo destroi porque numa noite fria num lugar quente, um olhar nao bastou para que fosse trocado adoradamente.
O tempo tudo destroi porque porque e com Ele que aqueles de quem gostamos partem, e e com eles que passamos o tempo quando eles estao ao nosso lado.
O tempo tudo destroi porque o tempo fez o carro dele andar mais depressa quando eu corria a pe, implorando-lhe que ficasse comigo "so hoje, so hoje", implorando-lhe que pusesse o pe no travao e deixasse de me ver cada vez mais longiqua no retrovisor.
O tempo tudo destroi porque numa tarde de fim de Verao fi-lo prometer-me que nao olhasse para tras enquanto se afastava de mim e seguia na direccao oposta a do meu corpo tremeluzente e gelido, porque assim eu saberia o quanto "ele me amava" e eu estava a ama-lo ainda mais por deixa-lo ir passar o seu tempo com aquela que chegou antes de mim.
O tempo tudo destroi,
e por mais violinos que toquem ao vento,
e por mais pianos pregados ao chao que eu escute presa por fios,
ficarei sempre a sos com o tempo,
eternamente abracada a ele, eternamente afastada daquilo que ele prometeu aproximar.

sexta-feira, agosto 31, 2007

If men edited a woman's magazine

Ao ler atentamente um pequeno artigo de uma revista de moda britanica, deparei-me com o seguinte titulo: If Men edited Glamour, by top mag editor Dylan Jones. Como nao poderia deixar de ser o dito titulo chamou toda a minha atencao e sublinhei partes como as que se seguem:
...as you find out the most bizarre things about what women think about sex, men, work and clothes(...)Not only do women talk about it with their friends more but also, men tend exaggerate or simply lie. All GQ's sex columnists are women, not just because they are funnier and more explanatory about sex, but because they're more honest.(...)
We love finding out what women think and a quiz is an easy way of finding this out without actually having to ask a woman.
Ou seja, numa altura em que as mulheres ja perceberam que esses quiz nao servem para rigorosamente nada,( a nao ser estimular alguns neuronios na area da matematica, porque no fim temos de somar uns pontos e tal) it makes me wonder : estao entao os homens a recorrer as cabulas, e ainda por cima cedidas por mentes que ao rebentar da hora de um fecho nao distinguem um lapis de um hipopotamo verde!?
Estarao as revistas masculinas a preparar os homens para que estes percebam finalmente as mulheres em geral e nenhuma em particular? E se assim e nao podem as mulheres fazer batota?
So temos de ler as revistas deles, antes deles!
Isto e...se eles fizessem a mais pequena ideia do que e que estao a escrever, escrever sobre o sexo opsoto e percorrer uma estrada deveras sinuosa, e la como diz o outro "Wisdom is a woman, listen and love her".
Gerara sempre enorme controversia um tema como este, mas ao ler as palavras deste senhor (louvado seja) fiquei com a sensacao, sei la, de que os homens estao a anos luz de perceber o que quer que seja do que e ser uma mulher, seja neste ou no proximo seculo.
E ainda bem que assim e, assim podemos brincar com eles (porque so brincamos com quem e aquilo que nos estimula) e vivermos felizes para sempre!

Bourne Ultimatum

Bourne Ultimatum e possivelmente o melhor filme de accao que vi este ano, possivelmente o melhor que ja vi na minha vida.
Depois de um Verao descabido e oh tao "silly", eis que nos despedimos desta amarga estacao de uma maneira triunfal e majestosa. David Greengrass e esmagador na sua visao simplista e concentrada da trama, deixando de lado todo e qualquer cliche do comum filme de accao e espionagem norte americano-que convenhamos- fez de Bourne identity o mais fraco dos tres filmes.
A camara levada pela mao de Greengrass movimenta-se freneticamente, por entre ruas e ruelas, telhados de casas caiadas, saltos de/ para e contra janelas, alucinantes perseguicoes de carros, embates, colisoes e tudo feito de modo credivel, e nao como nos estamos a habituar a ver: pessoas pequeninas a saltar no ar e carrinhos de brincar a rolar cinco e seis vezes ate embaterem numa ponte, ou num predio ou em coisa nenhuma, apenas para que nos deixemos levar pelo fantastico e pela explosao que normalmente coroa estas tipicas cenas.
O terminar da trilogia e feito de modo credivel, consciente e manifestamente concentrado em si mesmo. Thank God a peca final do puzzle nao cai na piada facil de Hollywood, que a cada cena de pancadaria em slow motion (para engrandecer a forca e heroicidade do protagonista) este se sai com frases como "that's what I call an Entry with style" e coisas parvas do genero, como se uma pessoa numa situacao dessas tivesse sequer pachorra para brincar com o facto de quase ter perdido a vida. Porque Bourne identity e tambem sobre culpa, sobre erros humanos, sobre o pavor da morte, de notar a cena emotiva em que a personagem de Julia Stiles se ve frente a frente com o homem que a tentou matar assassinado, ou a cena em que Jason se mostra corroido pela culpla consequente dos seus feitos passados "i remember all their faces but not their names".
Fiquei espantada com o ritmo alucinante da obra, a rapidez com que tudo acontece, a sucessao de locais onde se desenvolve a accao, a entrada e saida planeada de cada personagem, e cada uma fantasticamente interpretada, como se o seu "tempo de antena" seja tanto quanto baste para nao nos cansar, nem nos deixar afeicoar realmente a qualquer uma delas, adorei a nao existencia de twists e de beijos apaixonadaos, concluindo: adorei o facto de este ser um filme audaz e que como se vem a comprovar pelo box office, o publico necessita desesperadamente de coisas diferentes, simples e serias.
Cinco estrelas para a banda sonora que acompanha a trama, bem como a cereja no topo do bolo, o extreme ways de Moby que acompanha a saga desde o primeiro dia e que vira a ultima pagina do livro agora concluido.
Cinco estrelas para a bestialidade do agente Bourne, a contencao dos seus movimentos durante cada cena de luta (nao sou expert, mas consigo perceber quando nao se perde tempo com exibicoes do "toma la da ca", e do" rodopia para aqui enquanto eu rodopio para ali", e "so mais uma pirueta e bracinhos no ar") aqui cada soco, cada pontape so e dado porque ser estritamente necessario, um livro pode ser uma arma mortal e um lencol uma preciosa ajuda para se sair de um lugar menos seguro.
Bourne Ultimatum vence tudo e todos porque nada foi deixado ao acaso, o complot armado a volta da personagem e complicado de tao simples que e, e e extraordinario ver e rever um filme que se fez milimetricamente, fazendo do publico um ser inteligente e digno de respeito.
Cheers para este Bourne Ultimatum
Cheers para a escolha dos titulos de cada um dos filmes que compoe a trilogia
E espero voltar a dizer Cheers quando chegar (espero que la para Janeiro) uma caixa com os tres colossos, recheadinha de extras e coisas bonitas para a malta ver no aconchego do lar!