domingo, setembro 24, 2006

2046

Já não é a primeira vez que menciono esta pérola tão bem delapidada...e o site oficial coroa a pérola e aguça a curiosidade, para os ainda assim descrentes do cinema de Wong Kar Wai, atrevam-se a aceder:

sábado, setembro 23, 2006

Cultural learnings of America for make benefit glorious nation of Kazakhistan

A mítica personagem de Sacha Baron Cohen, Borat, vem desta vez até nós na sua própria longa metragem, para os menos atentos o nome Sacha Baron Cohen pode não fazer suscitar a mínima ideia, mas se Ali G for mencionado aí é feita a luz, seja ou não feita justiça ao seu trabalho.
Aos que mesmo assim não estão a ver a peça, mas que assistiram aos prémios MTV do ano passado transmitidos a partir de Lisboa, ele foi o apresentador do evento, e fê-lo bem, diga-se de passagem.Ainda nada? Então é porque este post não vai de encontro ao vosso gosto. Ide!Vão com Deus Nosso senhor..
Ainda aí estão? Persistentes...aqui vai...
Desta vez o pivot mais conhecido do seu país natal vai a esse grande país que é os Estados Unidos da América, fazer uma grande reportagem...o resultado será um misto de humor grosseiro, personagens bizarras, costumes culturais grotescos, crítica feroz, uma simbiose agridoce, mas que mostra mal ou bem a precaridade da vida de muitos e o orgulho de pertencer a uma grande Nação, por mais porcos com os quais co-habitemos, mais familiares que se prostituam, and so on...
Esta personagem transforama-se assim não em actor de filme, mas mais em interveniente televisivo que procura Pamela Anderson incessantemente, e transmite aos seus espectadores um universo cultural paralelo, a partir de jantares com diplomatas e vox pops trascendentais!
Mas convenhamos, os subsídios sao norte americanos para Cultural learnings of America for make benefit glorious natio of Kazakhistan, logo a vontade de ridicularizar perde, para o bem do orçamento, porque sem dólares não há filmezinho e Borat ainda não tem o estatuto de Michael Moore, nem é bem disso que ele anda à procura, se bem percebo.
O filme estreou no festival de Toronto, mas nos EUA parece so chegar dia 3 de Novembro deste ano, já por aqui lá para 2007 será o mais provável.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Aguardando, aguardando..

E enquanto não chega Novembro e muito menos esse belo ano que é 2008, aqui deixo um cheirinho daqueles que são os filmes que lançam as minhas expectativas la no alto e me fazem rezar aos deuses dessa religião profana chamada "Cinema", para que os meus desejos se realizem na máxima da perfeição.*
"Bond. James Bond."
A 23 de Novembro chega o emblemático agente, nesta vez interpretado pelo Daniel Craig (Munique, A mãe), e temos uma bond girl chamada Eva Green ( Reino dos Céus e os Sonhadores). O trailer é promissor, a canção chamariz vem desta voz num envelope de ouro na voz de Chris Cornell. Os americanos que já viram o filme num circuito muito apertado dizem que o plot é fraquinho, mas que há lá qualquer coisa que faz deste comeback do agente 007 algo a prestar atenção.
E no início foi assim:
Bartender: "Mr Bond, shaken not stirred?"
James Bond: "As if I care!"
Let's see what the future brings by the hands of Martin Campbell.
Para 2008, Chris Nolan de momento a braços com o filme The Prestige com Christian Bale(American Psycho, Equilibrium), Hugh Jackman (The fountain), "Escaralte Joana" (como diz um compatriota amigo) e David Bowie, uma estória baseada na luta entre dois mágicos que se divertem a brincar com magia, nem mais...mas, parece que este já está no forno e por isso o Nolan trabalha já na sequela de Batman Begins, de novo com os mesmos actores, juntando ainda Heath Ledger na pele do enigmático Joker. Mas há muita coisa que pode não resultar neste filme, o deixar-se levar por clichés ou pressões da Warner Bros, para tornar The dark knight, (assim se chamará a sequela), num filme mais ao jeito de outros como Spider man.Mas confiemos em Nolan e na sua vontade de salvar o franchise abalado por Schumacher, e em 2008 tiramos a prova dos 9.
Nolan parece mais interessado em fazer deste novo Batman algo mais hardcore (palavras do próprio), já que Begins pouco tem de fantasioso ou irreal. Continuo a afirmar que é um dos filmes de 2005, seguramente, mas eu sou fã deste herói por isso a minha opninião nada mais é que tendenciosa...
*os trailers do The Prestige e do 007 Casino Royale estao ambos disponíveis no site da apple, o link está à vossa esquerda!
Ah já agora V for Vendetta edição especial está a um preço apetecível na Fnac, bem como Insideman, embora este segundo não traga nenhum extra digno de apontamento, o que é uma pena.

terça-feira, setembro 19, 2006

O fiel jardineiro

Avassalador. cruel: Frio. Dilacerante. Perturbador. Apaziguador.
O fiel jardineiro é mais uma obra prima de Walter Salles, que retira o melhor de assuntos tão sérios, como o egoísmo político, a ambição das farmacêuticas, o não envolvimento com as gentes de África, as conspirações assassinas, as mentiras públicas, os discursos falsos, e um amor que luta sem armas.
Engraçado como eu em refiro às "gentes de África" como se eles fossem diferentes de mim, se calhar são, porque nós os tornamos diferentes, porque preferimos não pensar neles de modo a não nos comovermos, já que "eles" não pensam em nós simplesmente porque desconhecem a nossa complicada existência.
Se calhar não somos todos feitos do mesmo.
Ou fomos, mas "eles" ainda estão no Paraíso.
E "nós", "nós" já destruímos o nosso.
Tess, uma jovem britânica e lutadora, comovida durante as suas viagens a África na companhia do seu marido, com a precaridade das condições de vida no continente e perturbada com situações clínicas que testemunha, enverga uma luta quase solitária contra um poder sem rosto que enriquece dia após dia à custa da morte de pessoas (mais uma, menos uma, quem é que dá por isso mesmo?).
Esta sua "viagem" custar-lhe -à a própria vida, e é entao a vez de Justin, um diplomata inglês amante de botânica, lutar não por aquilo pelo qual Tess lutou, mas pela sua lembrança, e pela verdade que parece tão incómoda.
Tenho dito que depois que de Mystic river, estou preparada para tudo...pois enganei-me, O fiel jardineiro fez-me adoecer.
Não é que já não saibamos (ou tenhamos suspeita) que existem muitas doenças para as quais não há cura (à partida) porque também dá para perceber que assim as farmacêuticas ganham milhões e milhões à custa dos medicamentos para os tratamentos enquanto a dita da cura não é encontrada. N' O fiel jardineiro, aquilo a que assistimos é simplesmente a uma mega operação de poupança, assim como uma conta poupança a curto prazo: as farmacêuticas não gastam porque não lhes apetece "refazer" medicamentos e então fica-lhes mais baratuxo ir administrando aquilo que têm, valendo-se disso ás organizações humanitárias...mas no fundo mais não são que meros assassinos sem escrúpulos.
Em suma: as cobaias são silenciosas, porque "os mortos não falam" e a ONU ainda dá uma ajudinha.
É esta a grande denúncia, a verdade incoveniente, e só sei que me despedaçou o coração, ver aquilo que já receava e que agora se tornou tão clarividente com a impetuosidade das imagens.
Vi o filme como se estivesse a ler um poema, em que para perceber o seu todo, há que ler e reler estrofes, juntá-las, fazer analogias, procurar símbolos, interpretar, interiorizar.
A musicalidade da película é deslumbrante e envolvente, a cor é feita de ouro de África e vermelho do sangue, o que fica é desalento e decepção, mas no coração fica a esperança silenciada pela esmagadora compressa do dia a dia.
Não é um filme longo, nem leve, nem romântico é apenas repleto de mensagens e bocas ás entidades envolvidas e já agora um pequeno lembrete a países como os EUA, a França, a Inglaterra, Portugal...vocês estão lá a ajudar não se esqueçam...
África será o eterno diamante laminado sem esquadro e régua porque na areia de nada valem, e só uma flor lá poderá nascer um dia, se nesse dia os deixarmos em paz. Eles precisam de mais do que da nossa "ajuda", eles precisam deles mesmos, porque nós fizémos com que eles se perdessem, fomos nós não tenham dúvidas.
Podemos amá-los mas não nos podemos envolver dizem n'O fiel jardineiro, se os amarmos verdadeiramente (como ninguém o faz) eles congratulam-se, o nosso envolvimento tem de ser desprendido: amar a cor, o cheiro, a luz, a pessoa e não voltar nunca mais.
E muitas flores nascerão daqueles desertos, das terras áridas, dos desertos de ouro, das águas límpidas, dos animais selvagens, e o Justin volta ao seu jardim, e Tess regressa a casa. Porque Tess era a "casa" de Justin e quando Justin ficou sem casa, Tess foi ter com ele ao cimo da montanha.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Dondoca à força (Antestreia) no Open Air

A não perder hoje, dondoca à força com Catherine Deneuve, Lambert Wilson e Valérie Lemercier. Para mais informações clique no link do Optimus open air que se encontra no lado esquerdo do blog.
Muitas têm sido as pessoas que não perderam a oportunidade de ver grandes êxitos do Cinema de 2006 neste evento, bem organizado e acolhedor!
Não percam tempo!Nem filmes!

quarta-feira, setembro 13, 2006

Marie antoinette (A Ante-estreia)

"- Estás a apreciar a alameda de Limoeiros?"
"- Não. Estou a despedir-me deles!" (diz Marie ao Daulphine a caminho da execução)
Marie Antoinette é daqueles filmes que tudo tem para dar certo..ou muito errado, é o peso Coppola assinado a cada canto do filme (realização, produção e afins..a família arranjou toda emprego), é a Kirsten Dunst que se vem a revelar uma senhora actriz, a recriação de uma época bem como de uma figura histórica polémica, e gravação autorizada em Versailles, a aposta, o orçamento, como disse atrás...tem tudo!
Aquilo que sei foi aquilo que vi, e entre tudo e o nada eu vi o tudo, achei sem dúvida esta película uma visão interessante de uma visionária também ela interessante. É a desconstrução negativa de uma personagem que tanta tinta fez escorrer nos livros de História.Aprendi eu em salas de aula que Maria Antonieta foi uma mulher maquievélica, fria, esbanjadora num período caótico da História francesa, mas Coppola acha que não..ela era no fundo uma menina deslumbrante e deslumbrada, uma austríaca capaz de seduzir todos em seu redor, todos menos o seu fiel esposo, uma menina que chorou pelas intrigas, amou a vida e não dispensava uma bela festa, amava a vida boémia e comia chocolate antes de adormecer.
Não é essa a definição de mulher casada dos nosso dias!!??
A película é toda ela um delírio visual, é burlesca, fascinante, romântica, gulosa, humorística, sensível, estes elementos estão todos presentes e Kirsten brilha numa redoma, cresce, amadurece sem nunca perder o sorriso de criança, mesmo enquanto mãe, a vida se tornou madrasta para com a Rainha de França.
A banda sonora provoca uma multiplicidade de sensações: desanuvia mas também envolve e es
bofeteia o espectador..new Order é assim...e quando se diz "I want candy!" porque não cantar!!??Uma anacronia musical e temporal que para nosso deleite não nos retira da época, acreditamos mesmo que New Order são intemporais( já não eram?) e que tocavam em praça pública em vésperas da Revlução francesa, se é que não foram eles que tomaram a Bastilha!!
Com este filme mudamos a posição das coisas, alteramos a perspectiva, os monarcas são os bons (as vítimas) e o povo faminto (os vilões), e só por isso já vale a pena ver, nem que seja para experimentar coisas novas, diferentes daquilo que a História nos diz..o cinema é isso, é uma refazer de coisas, inovar o velho, atormentar, abalar, comover, sonhar...alterar.
Marie Antoinette é a personificação de uma criança a quem tudo foi oferecido e que tão bem soube reagir a quando do momento da sua perda.
E durante a projecção deste enigmático filme, cor de rosa por sinal, ouvi comentários repletos de ignorância: "Não percebo nada deste filme..", que há a perceber, se calhar se a menina de cor de laranja não fizesse gazeta nas aulas de História e coisa dava-se, mas a menina teve a oportunidade de aprender qualquer coisa no Open Air, não soube foi aproveitar, mesmo (eu) estando ciente de que não nos podemos fiar a cem por cento numa obra de Arte, a Arte também engana, é matreira a senhora!!
Marie Antoinette boa ou má?
Vocês escolhem.
Eu acho-a humana.
" This is Stupid!"
"This is Versailles!!"

quarta-feira, setembro 06, 2006

Optimus Open Air..let's look at the trailer!

O evento começa já dia 8 de Setembro, e a lista segue-se já (mais informações sobre o evento, encontram-se no post seguinte deste blog!) Dia 8 Marie Antoinette Dia 9 Havana Dia 10 O fiel jardieniro Dia 11 Missão impossível 3 Dia 12 Terapaia do Amor Dia 13 Armadilha em alto amr Dia 14 O código de Da Vinci Dia 15 Dondoca à força Dia 16 Carros Dia 17 Super homem: o regresso Dia 18 A Dália negra Dia 19 Dick e Jane Dia 20 V de Vingança Dia 21 Scary movie 4 Dia 22 Poseidon Dia 23 Filme da treta Dia 24 Matchpoint os bilhetes podem ser adquiridos no local e no dia, ou nas bilheteiras Fnac, e ainda na loja Optimus do Colombo. Se preferir www.ticketline.pt, ou faça reservas ligando 707 234 234.

Optimus Open Air

Imagine um prédio de 6 andares, are you getting the picture?? Agora imagine que esse mesmo prédio se converte (em tamanho) a uma tela de cinema na qual poderá assistir a alguns dos melhores filmes deste ano, bem como a alguns dos mais comerciais. Assim será, já a partir de dia 8 de Setembro na Doca de Santos em Lisboa. Pagando 9 euros por dia, temos direito a participar numa espantosa viagem ao mundo cinematográfico, com direito a pipocas e tudo! Mas não só da sessão de cinema se faz este evento, não, não, não...Olivier e Chacal cozinham para si, pode usufruir de um espaço chill out, beber um copo com amigos e tudo isto fará certamente o seu serão mais glamoroso e confortável. O tempo a isso convida, chegou Setembro, o Verão está no fim, as férias para muitos já é só uma miragem, e para muitos outros não houve a oportunidade de ver este ou aquele, e este e este outro filmes quando estrearam...agora só em Dvd... ou não! A Optimus dá-lhe mais uma oportunidade: veja os filmes que quer num pouff com os seus amigos e amigas, ou só com o seu amigo ou só coma sua amiga, leve o pai e a mãe se quiser. Quem participou o ano passado regressa este ano com certeza, as condições a isso convidam, de salientar ainda que o evento possui parque de estacionamento, casas de banho , lugares especiais para deficientes, e uma lotação de 1500 pessoas. A lista dos filmes bem como o modo para os adquirir encontram-se tambem aqui disponíveis ou então veja por si mesmo: http://optimusopenair.pt Não perca esta oportunidade, despeça-se deste Verão em grande. Vá ao cinema!

domingo, setembro 03, 2006

A t-shirt da moda

E quando todos pensávamos que ninguém ía notar....

No belo do BUS

Vai a rapariga muito bem sentada no belo do Bus em hora de ponta, depois de enganar 3 idosos e ter ganho a corrida silenciosa a duas senhoras de idade desconhecida (mas que eu suspeito que se situe entre os 35 a 50 anos). Cansada de mais um dia universitário pouco produtivo, onde o único ponto positivo foi na cartada no bar dos "junkies", o que ela mais queria era chegar viva da Silva a casa e desfrutar de um belo jantar seguido de um belo serão na companhia não da Floribela ou morangada , mas antes dos seus amigos imaginários, outros quaisqueres que não eles. Mas Deus tinha outros planos. Eis que entra aquela que ela não aguenta, mas que não a larga por nada deste ou do outro mundo (seja também ele afectado pela camada do ozono ou não), a sua lapa pessoal, que no fundo é o mesmo que representa o chamado "personal Jesus" para os Depeche Mode, está pertinho, pertinho. A lapa não arranja lugar e permanece ao lado da rapariga: "Porquê??" E começa então a sua sessão de tortura, sem mais rodeios: "- Sabes uma coisa? Um amigo meu disse-me que não tomar banho todos os dias fazia mal..." (pára tudo no belo do Bus, fosse lá o que fosse que estivessem a fazer) A vítima em questão continuava a teclar nervosamente no telemovel dando o seu ar de extrema e preocupadamente ocupada. "La tortura" continua... " É que eu não tenho tomado banho e estou um pouco preocupada." .............................Twilight Zone.......................... " O que achas?" Entretanto ela, a torturadora de serviço, toca acampainha, despede-se da rapariga como se fosse voltar ao Ultramar e sai na paragem seguinte, deixando perceber que não queria uma resposta, mas antes desabafar da sua grande preocupação, pobre torturadora, uma alma atormentada. A rapariga ainda sentada, sente uma multidão a olhá-la, será que também alguns dos membros daquele ajuntamento tinham razões para se preocupar?? Pior que isso, será que mais de 90 por cento da população portuguesa se prepara hoje para enfrentar uma grave e terrível doença, futuramnete conhecida como "DFB" ( ou doença da falta de banhoca). Ou muito me engano, ou o investigador Grissom e a sua equipa ( sim o surdo, a loura boazona, a morena chata, o tipo do anúncio do shampoo e o fashion da coisa), já se ocuparam de um caso semelhante, no qual uma portadora de "DFB" morre depois de acidentalmente provocar também a morte de todos os membros da sua famíla por contágio. Nini esta é em tua honra!

Always London...

Hoje disseram-me que ía chover em Londres. Fiquei triste. Não sei porquê.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Jack Sparrow and the horizon he brought us

Neste que é um Verão como outro qualquer, quente, pegajoso, abafado, enfadonho e inundado, nao por água, mas por obras de arte dirigidas a um público devorador de pipocas doces e salgadas...que é tão digno e merecedor de respeito como aquele que as não ingere por "preferir prestar toda a sua atenção à fita pela qual pagou alguns euros" e porque comer pipocas não é "in" ou whathever, os blockbusters aqui estão sentadinhos à nossa frente:Os piratas estão de volta!!! Mais aventuras, lucros para a Disney, e humor gerado do bom desempenho dos actores que se divertem à fartasana a fazê-lo. Abram alas ao Johnny! Johnny!! Este sim é um grande Senhor. Um génio para muitos, e continua a ser, porque convenhamos...só um génio para convencer Marlon Brando a fazer "O bravo"!!, para mim um homem que devia ser idolatrado qual Che, era de valor ver a cara dele estampada em tudo o que é t-shirt e afins expostos com orgulho e pompa! É a partir dele que os piratas ganham vida, aliás a vida no filme nasce do sangue que este actor doa durante as 2 horas e 40 minutos, um pouco longo não? Esta é a meu ver a falha e bónus do filme, falha porque as cenas prolongam-se demasiado, desencadeando estórias paralelas até certo ponto, mas não durante muito tempo, já que a sua intersecção está sempre eminente, e estórias essas que por vezes podem demorar a fazer todo o sentido ao espectador, mas isso é uma questão sobre a qual não me vou alongar já que é só a minha opinião e talvez neste dia os meu neurónios não estivessem ao nível máximo das suas capacidades já de si limitadas.O bónus, bem os fãs gostam de tudo, e quanto mais tempo para se deixarem levar no espírito dos mares e dos bandidos, melhor! Mas o grande problema do filme, o único veradeiramente falando, é o facto deste não ser o primeiro, não cheira a novidade, Os piratas das Caraíbas lavou a alma aos filmes do género, este não lava, apenas passa por água, e por mais extraordinário que seja, por mais (ainda mais) emocionante e por mais alta que seja a fasquia, não é o primeiro. Para se perceber melhor digamos que, a interpretação de Johnny Depp é tao ou melhor como no primeiro filme, a diferença é que destra vez ele não vai ser nomeado a Óscar..acho que me faço entender! De assombro é o universo recriado, as maravilhas das novas tecnólogias no que toca à personagem de Davi Jones e respectiva tripulação, bem como o espaço variado e complexo no qual a trama se desenvolve. A surpresa do (re) aparecimento de personagens que vêm remeter para o pasasdo e para o futuro...o drama amoroso que se adensa, mas repito a minha opinião quanto a mr Bloom, ele ainda não é leading man, ainda terá que "crescer" pelo menos por enquanto, falta qualquer coisa para ser aquilo que ele pode vir a ser, a fama e o poder que este franchise lhe trouxe, a ele e a Keira, trarão os seus frutos, mas a seu tempo. Por isso, 3 cheers para os piratas: 1 porque voltaram 2 porque voltam para o ano, e 3 porque não vai haver o 4( que é o novo preto, pois tanto Indiana Jones e Die Hard estão confirmados e talvez Missão Impossível, isto claro se entretanto o Tom Cruise quiser casar com a Katie Holmes!!))

quarta-feira, agosto 23, 2006

(TA)VIRAr da página prateada

Fugir do mundo, é conquista árdua. Partir para longe é louvável, mas resta sempre algo de nós, de esperança, de sonho, de espuma, uma acendelha à espera de um sopro que teima em arder. E eu fugi nas asas de um pássaro terrestre, veloz e de voo firme que contemplava a minha tristeza cansada, o meu alívio solitário na companhia dos outros... e ouvir o som das asas que balançam. Os dias passaram: quentes, frios, chuvosos, com ou sem vento, com ou sem gaivotas assassinas. Campismo selvagem porque não? Há tentos que fazem mentalizados, convictos...a minha convicção nasceu da força da circunstância...o improviso faz maravilhas, e a mim ofereceu-me o céu estrelado, todo e inteiro, que me beijou os olhos ensonados e me deixou entregar nas delícias dos sonhos encantados, queimando tempo. Seguiram-se mais dias, silêncios, palavras, sorrisos, caminhos trespasasdos por espadas do passado capazes de desmoronar baralhos de cartas que são mais, muito mais do que um jogo. Falou-se, escutou-se, falou-se, aconselhou-se, desafiou-se, desentedeu-se? Enquanto houver confiança. O tempo que passou num ápice, assim é quando se gosta verdadeiramente, quando se reina sem poder concedido pelos deuses e crucifixos. E no último dia , na manhã do farol ouvi o silêncio do mar, escutei o que ele tinha para me dizer, o segredo murmurado que vem por debaixo do chão. Canção incessante que do azul se faz prata, que me ensurdeceu, cegou, calou, e os ossos das mãos que congelaram, nessa manhã de brisa fina. E sabes o que te digo??: Luta. Se perderes. Luta mais. Sangra, se for preciso, dá o teu sangue a beber à vampira que dele precisa sem saber. E se morrer, mais vale uma boa morte que uma não vida. Não queiras pouco, exige tudo, porque tudo é o que a vida exige de ti e ela escorre como lava apressada, e nós não ficamos senão, na memória dos outros enquanto a também eles, ela não faltar. Eu vou lutar, qual guerreira revigorada, qual dama afortunada sem o saber, qual mulher que arde num fogo intenso, e se perder..ou morrer, a memória ( a dos outros) manter-me-à viva, ou pelo menos não morta.

segunda-feira, agosto 21, 2006

And "He" returned (finally)

Foi com agrado que vi regressar o extraterrestre mais querido do mundo do cinema (logo atrás do E.T, pois claro). O responsável por esta experiência extremamente dedicada e humana é Brian Singer, que após muitas voltas e reviravoltas conseguiu fazer renascer das cinzas mais um grande franchise...é agora ver t- shirts com um "S" estampado tamanho XL, por essa Lisboa fora, enfim mais super heróis por esse mudo. Facilmente se percebe a razão pela qual a crítica se mantém tão favorável ao eterno Kal-El, enquanto que as bilheteiras se mostram um pouco mais reticentes, pelo menos da parte norte americana. É que quem está à espera de assistir a lutas desenfreadas, entre bons e maus da fita, amores de novela extraídas do sex appeal dos actores, e clichês dignos do livro "as mais bonitas frases do mundo", bem pode tirar o cavalinho da chuva...mas é que bem pode mesmo. A nível de frases, vá, deixamos passar as palavras de Marlon Brando no papel de de pai de Kal El, frases paternais essas repetidas pelo próprio herói mais lá para o final ad pélícula! Sexo não há. Acção também não. Resultado: menos vendas. O máximo que se vê é Kal El a ser sovado como nunca, depois de exposto ao seu pior inimigo natural, e mais não conto. Brandon Routh , tem talento e seguramente um futuro no mundo cinematográfico, é carismático e expressivo tanto como Clark Kent ou Kal El, fazendo mesmo pensar num possível James Dean (sem um final trágico e precoce rezemos) dos nossos dias, mas isso já sou eu a premeditar coisas!! O actor em causa transmite sem dúvida humanidade através do olhar algo perdido e incompreendido um "outcast" como ele próprio se julga. E arrepia vê-lo e pensar em Christopher Reeves por breves momentos, mesmo sabendo que aquele azul intenso mais não é que um adereço e quem sabe algum trabalhinho de pós produção..as maravilhas das novas tecnologias, tecnologias essas com a devida publicidade no belo do movie não é Samsung??!! Há uma certa névoa em toda a fita que paira não como uma sombra de um fantasma mas mais como uma brisa apaziguadora que assegura a comunhão entre enredo e espectador, algo entre tradição e pertença, entre harmonia e saudade. Lex Luthor esse vilão na pele de Kevin Spacey ou vice versa!!, é arrasador, bem como a sua fiel Cocô Chanel, interpretada pela versátil Parker Posey, tão deslumbrada e mal amada, enfim é difícil amar quem não ama. Os efeitos especiais elevam a película a voos maiores que por mais ceguinhos que estejamos deixamo-nos levitar pelas acrobacias do Super-herói moldável como um pedaço de plasticina vermelha e azul. Superman returns foi feito com o coração , demorou, custou muito, mas compensa sem dúvida,é dinheiro bem empregue num Verão impregnado (ao qual já nos habituámos) de piratas e polícias à caça de barões da droga, vestido à Boss e afins. As cores deste fim de Verão são o azul e o vermelho (deixei o preto e o cinzento para o Inverno). A vénia deve ser feita, o esforço recompensado. É tocante a dedicação final a Christopher e Dana, esses sim os verdadeiros heróis face a uma vida difícil e confusa, temida e vazia. É sempre bom recordarmo-nos e que a morte de facto pouco poder deve possuir e que em casos destes não é ela quem se deve recordar, celebremos antes a vida, essa luz que não se extingue nunca e que existe para nos apercebermos que os sonhos devem ser sempre uma realidade.

quarta-feira, agosto 02, 2006

As palavras sao como pólvora, e estas como os nossos sentimentos

...Porque não existe melhor caracteristica própria do Homem que a insatisfação, e não percebo qual o real propósito que me põe aqui neste determinado ponto do mundo.Porque é que nos sentimos únicos nesta enorme esfera, porque é que parecemos amar, e fazer do amor a nossa primordial e viva chama.. Os sentimentos alimentam aquilo a que chamamos de vida, e quanto mais intensamente sentirmos, mais sangue fazemos correr, mais gestos aprendemos, mais (enfim) vivemos. E viver mais nao é que esticar uma linha à espera que ela não rompa, viver mais não é que espreitar para lá da linha do horizonte, viver mais não é correr ate não poder mais enquanto procuramos o fim do mundo. Choro ao pensar nas estrelas, invejo-as sem se me sentir invejosa, elas que contemplam a passagem do tempo, elas cada vez mais novas e nós cada vez mais velhos, elas cada vez mais brilhantes e nós ofuscados. Parto para longe, como se fosse a primeira da última vez, parto para respirar, para invejar as estrelas, para correr, para balançar nas ondas do mar, para abraçar a brisa que com dois beijos frescos me saúda a cada manhã abençoada, que eu ignorei por tantas vezes. Basta de lamentos e coisas por dizer, basta de medos de luas assombradas e alabatrozes esfomeados, basta de pesadelos e olhos raivosos, basta...recomeça, pára, ondula, os cabelos negros ao sabor do vento, a pele macia a saber a maçã. Aquilo que sinto, faço-o hoje porque amanhã é outro dia, nova pólvora, novo sentimento, o mesmo sangue, novo tiro, novo olhar, amanha recomeço. A mala está feita, as ideias guardads, os sentimentos num baú fechado a sete chaves e perdidos no fundo do mar, revisitado pela sereia muda que os trás logo pela manhã enquanto deixo as minhas marcas na areia que o mar irá beber. Porque o mar apaga e a sereia não tem língua para contar.

domingo, julho 23, 2006

Peça

Nervos à flor da pele. A estreia que não se quer que estreie nunca. Suor em cursos de água regulares. Garganta seca com tanto para dizer. E se eu calasse para não mais falar. E se eu falasse para não mais chorar. E se eu chorasse para não mais sorrir. E se eu sorrisse para não mais esconder. E se eu escondesse para não mais encontrar. E se eu dissesse que... ...que fiz tudo dentro da carne e nada fora dela. E que cada raio de Sol despertou em mim sentimentos que eu julgara já ardidos. E que cada rajada de vento faz esvoaçar os esqueletos dos bailarinos assombrados. E se. Se eu e tu também. Eu não quis, tu não pediste. Eu não pedi, tu não quiseste. E tinha sido tudo tão fácil, agradável. Mas não, nunca foi, e nunca será. Fim do primeiro acto. Cortinas de veludo vermelho entre os amantes. Véus brancos em cascatas transparentes. Estofos azuis confundidos com a noite. E a brisa que teima em trespassar a alma, a alma doce e quente que já não te afaga. Feliz o que deixou de tentar. Infeliz o que tudo fez para se salvar. Salvação que mais não é que perdição. Corropios de sons em espiral de emoções. Palmas. O "tu" esse mudou, é tempo. O "eu" permance mudado, é tempo. Desculpa mas o protagonista teve de morrer. Tive de o matar, não não morreu de morte natural. A naturalidade da morte fui eu quem a criou. Eu não morro nunca, o meu egoísmo não o permite. Desculpa-me mais uma vez. É o espectáculo do "nós". Amanhã, começa de novo à mesma hora. Novo público, os mesmos actores, a mesma solidão. O vazio na sala cheia. Mais palmas.

quarta-feira, julho 19, 2006

Clave de Sol

Hoje fazia calor. Os raios de Sol encurralados na clave e nas linhas espaçadas milimetricamente espreitavam por entre as persianas sem licença, o ar quente bebia-se como limonada quente, os movimentos dolentes e calados...um inferno na casa. A casa é aquele lugar onde sabemos que nada nos pode acontecer, mesmo quando acontece e tudo não parece mais do que um pesadelo ou uma lembrança longíqua, ambos encurralados por entre quatro paredes brancas caiadas pela tinta da nossa imaginação.A casa é a clave de Sol no início da mais bela das melodias, é a nota apagada pelo professor que a trocou por uma semi-colcheia, por ser mais breve. Está quente, a casa queima, o meu centro de gravidade desintegra-se, a minha vontade desmotiva-me, os meus actos são irreflectidos. Verão. esse inimigo. Esse inimigo das palavras. Apagador, atenção não é corrector. Corrigir mais não é que cobrir co pasta branca aquilo que não se quer ler, não vemos mas está presente e mais tarde ou mais cedo, a camada desfaz-se em pó, e nós relembramos o quanto perdidos nos encontramos. Se apagramos está feito! Não há como voltar atrás...descobertos. Estou ciente de que o mais saudável é corrigir, como todos dizem ser o correcto, ams porque não apagar?Não seria ebm mais fácil? A resposta é não. Não nos esqueçamos que possuímos memória. Esse incansável "post-it" amarelo (ou cor de rosa) , que aquando da sua inoportuna tarefa tudo o que faz é ofuscar-nos, tornar-nos humanos. Sem nunca percebermos se alguma vez tivémos ou iremos ter a hipótese de optar, será que ser inumano é ser maldoso? Não o somso todos os dias? Não nos damos ao luxo de não sentir todos os dias. Não é sentir mais do que uma acção irrfelctida que ecoa no nosso ser cada vez mais distante? Sentir... Não me considero má, quando criança questionava-me, hoje já não o faço, hoje afirmo-o, sei-o no mais fundo da minha essência: Sou boa. E a minha maldade existe, é ela quem alimenta o meu lado bom, é a mladade que me dá força... a uns consome, a outros direcciona e aos que sobram, bem a esses dá sangue...em mim faz com que ele corra com mais força. Sou boa. Sinto-o. Ponto.

domingo, julho 09, 2006

Nevar no Verão

Busco-te na fina neblina, encontro-te por breves instantes...e eu tento mais uma vez, fujo à fera, que se esconde e ataca, e tu ris-te de mim uma outra vez. A manhã é sem dúvida uma feiticeira, a noite, a sua capa, o seu refúgio, um embuste. Já a noite é traiçoeira e nada clarividente, gosta de passear pelo labirinto da minha mente, só gosto da noite de Inverno, não gosto da de Verão, porque nem sempre me percebe, é cor a mais, som a mais, não ha possibilidade de fusão. A manhã é verdadeira, pura..eu sou a manhã...tu és a noite.Por isso fomos condenados a tocar-nos apenas por breves instantes, tu a és a capa e eu a feiticeira sem poder, tu o embuste e eu a Aurora. Os meu poderes jamais te alcançarão, já tu... fa-lo todos os dias, proteges-me magoando, dilaceras-me a carne, partes-me os ossos, contrarias-me, fazes-me feliz, obrigas-me a escrever, mas o meu nome fica...alguns segundos...dois ou três minutos, para depois se desfazer, qual lágrima no oceano dispersa no véu da memória. Dor? Não. Há muito que deixei de sentir. Tudo o que me resta são fragmentos, tinta preta, folha manchada, sentimento nobre em câmara lenta. E se algum dia eu fizesse sentido, o mínimo que fosse...por favor faz-me desistir. Vem ter comigo e mata-me sulplico-te. Costumo fugir nos meus sonhos. Sonhos? Todos os dias, costumas sonhar? É aquilo que acontece quando vivemos uma vida que não a nossa. É aquilo que acontece quando nos vemos a realizar acções inacabadas, acontece quando subimos a escadaria de uma palácio, voamos sobre uma aldeia branca, choramos ao ver o verde da relva, sentimos o tic-tac de um relógio gigante...a cidade que chama, a badalada que ecoa. Consegues ouvir? Cala-te é uma ordem!Cala-te...ela chama-me. O sonho? Tive-o quando era menina pequenina, pequenina demais para sofrer, pequenina demais para perceber o quão sábia era. Belos tempos que já não voltam. Era tão feliz sem saber, tão humana, tão quante. Agora sou carne, olhos, mãos, e tão única que eu era naquela casinha cor de rosa, banhos no rio, cantos an chuva, volta, volta que preciso de ti. Contigo? Perdida. Sem ti...inacabada, desgraçada. Sou a insatisfação, nunca serei plena, nunca durará, isso é coisa que não existe. O que há são momentos, fragmentos, cores de aguarelas, pó de giz branco...a felicidade é isso...um...e pensar que muitos se não todos morrem sem nunca perceber quando a sentiram. Ainda não a senti, se senti, sou mais uma dessas pessoas...temos tempo...sou tão frágil, até a chuva já o percebeu que já nem ela em brinda com a sua frescura.Amanhã vai nevar. Quero ser feliz para o resto da vida, o entardecer será vermelho, os pássaros pousarão no parapeito da minha jenela, a música perderá o compasso, a lua cantará de dentro da minha caixa de música, a minha sombra cobrirá a minha aura, a minha voz ultrapassará o limite do som, tu evaporarás, serás espuma azul, gumes de faca a sangrar-me as plantas dos pés, serás a bruxa má que me corta a língua e a esconde num fraco de vidro, serás a capa. Lembras-te? Noite. Manhã. Capa.Feiticeira.Neve. Aguarela. Relógio. Sonho. Tu. Eu. Tu. Eu. Tu. Eu. Tu. Eu.

terça-feira, junho 20, 2006

The New world

Mãe?? Terra.. Porque é que ele foi? Porque é que só me sinto completa com ele? Porque me sinto ele... O cheiro, o som, o zumbido, as folhagens arrastadas, os pássaros a levantar voo, o curso do rio, o ancorar da nau, o aço a cortar madeira, a doença a estragar as carnes...o silêncio, o pó...o silêncio. The New World, o novíssimo e elaboradíssimo de Terrence Malick é um festival de sensações absorvidas lenta e harmoniosamente. Fiquei completamente estarrecida com tamanha obra de arte, um verdadeiro festival natural, fruto de trabalho local, anos de produção, e mestria do realizador. De notar também o envolvimento do actores no filme, porque protagonizar O novo mundo imagino não ser uma tarefa fácil, ainda por cima quando se tem poucos diálogos e temos que dizer tudo com um simples olhar, um silmpes saudar do sol, ou um simples adeus ou ainda uma simples vénia: "Encontraste as tuas Índias?" "Acho que lhe passei ao largo." (Ela faz uma vénia digna da sociedade inglesa do século XVI e vira as costas) Palmas e palmas para a brilhante Q'Orianka Kilcher (16 anos) e eu duvido que tão cedo encontre outro trabalho em Hollywood e Christian Bale (um dos meslhores da sua geração). Já Colin Farrell nao encanta, digamsos que ele é um bom actor, não acho que não, mas que nunca chegou a evoluir, a aperfeiçoar e isso vê-se nos seus últimos trabalhos. Absolutamente fascinada foi como fiquei com esta obra, a banda sonoro é envolvente mas sem roubar o lugar e protagonismo aos sons da Natureza, Ode a James Horner por isso. E a entrada no genérico final...absolutamente divina(nao revelarei para não estragar surpresas). Mas mais do que Naturexa neste filme somos confontados com o Amor e a barreira de culturas, a barreira da língua que se vê desmistificada e insignificante, mas a transponibilidade do vazio e o silêncio...o amor parece ser feito desses dois aspectos, e quando estes são preenchidos, há como que um voltar para outros horizontes "outras Índias"...procurar outras crenças, outras razões de viver, no fundo uma morte do Amor (que é imortal) e de todas as crenças que nos rodeiam... " He has killed the God within me" No fundo The new world poderá ser uma profecia de um velho mundo, um mundo ideal, longe de tudo aquilo que repudiamos onde só pode existir um amor puro, essencial, desinteressado, comunicativo nas pegadas deixadas na terra molhada, tal como diz o capitão John Smith: "They are gentle, loving, faithful, lacking in all guile and trickery. The words denoting lying, deceit, greed, envy, slander, and forgiveness have never been heard. They have no jealousy, no sense of possesion. Real, what I thought a dream. " E o sonho começou... Os anos passaram. A morte morreu. O luto deu lugar à cor. Ele voltou...a morte voltou...ele partiu...a morte ficou. "Tudo o que nasce tem de morrer." Ela morreu. Pocahontas morreu.

domingo, maio 14, 2006

Le petit Prince

Perdido num novo mundo. Maior, perigoso, só, louco, estranho, longíquo e esquecido. E tu meu pequenino, eu só queria fazer como ele o fez, pegar-te ao colo, balançar-te, cantar-te baixinho ao ouvido, esperando a tua estrela que não partiria primeiro sem uma lágrima minha. Feliz ele que te viu no deserto, que procurou contigo um poço, e que só acreditando o encontrou, que te viu encantar uma serpente venenosa...que ilusão, tu eras o veneno dela. A mim só me resta procurar uma seara e procurar-te por entre o trigo, acariciar-te o cabelo ao sabor do vento cálido numa tarde quente de Verão, enquanto escuto os cânticos dos anciões. A mim só me resta cuidar da flor, que sendo igual a todas as outras, me cativou...e espera por mim naquela que é a sua sepultura terrena ou pela raposa que a rapte e a sepulte noutro paraíso. Meu menino adorado, foste tu quem me ensinou a viver, a amar, a perceber o que no fundo já sabia, mas esqueci, porque infelizmente nos esquecemos daquilo que de mais puro alguma vez já tivémos, aquela coisa curta, e vivida longamente, mágica, curiosa, sagrada, colorida, a cheirar a rebuçados de limão e da cor dos cogumelos vermelhos com bolas brancas. Infância. Queria casar contigo, ser a tua princezinha, viver no teu reino que nunca será teu porque nunca serás adulto, admirá-lo, coberta pela tua capa e avistá-lo por entre os teus cachos de cabelos doirados que seriam a minha luz no mais escuro dos universos. E se não voltas?...tu prometeste que vinhas. Tu vens. Eu sei. Só os adultos é que não cumprem promessas. Vai ao deserto Principezinho, ajudar a alma do aviador.