Já não é a primeira vez que menciono esta pérola tão bem delapidada...e o site oficial coroa a pérola e aguça a curiosidade, para os ainda assim descrentes do cinema de Wong Kar Wai, atrevam-se a aceder:
E porque tudo o que vejo, vejo como nos filmes. E porque tudo o que fazemos e sentimos pode ser recordado nas asas de um caleidoscópio em pleno movimento. Se há "acção" eu revelo por aqui.
O evento começa já dia 8 de Setembro, e a lista segue-se já (mais informações sobre o evento, encontram-se no post seguinte deste blog!)
Dia 8 Marie Antoinette
Dia 9 Havana
Dia 10 O fiel jardieniro
Dia 11 Missão impossível 3
Dia 12 Terapaia do Amor
Dia 13 Armadilha em alto amr
Dia 14 O código de Da Vinci
Dia 15 Dondoca à força
Dia 16 Carros
Dia 17 Super homem: o regresso
Dia 18 A Dália negra
Dia 19 Dick e Jane
Dia 20 V de Vingança
Dia 21 Scary movie 4
Dia 22 Poseidon
Dia 23 Filme da treta
Dia 24 Matchpoint
os bilhetes podem ser adquiridos no local e no dia, ou nas bilheteiras Fnac, e ainda na loja Optimus do Colombo. Se preferir www.ticketline.pt, ou faça reservas ligando 707 234 234.
Imagine um prédio de 6 andares, are you getting the picture??
Agora imagine que esse mesmo prédio se converte (em tamanho) a uma tela de cinema na qual poderá assistir a alguns dos melhores filmes deste ano, bem como a alguns dos mais comerciais.
Assim será, já a partir de dia 8 de Setembro na Doca de Santos em Lisboa.
Pagando 9 euros por dia, temos direito a participar numa espantosa viagem ao mundo cinematográfico, com direito a pipocas e tudo!
Mas não só da sessão de cinema se faz este evento, não, não, não...Olivier e Chacal cozinham para si, pode usufruir de um espaço chill out, beber um copo com amigos e tudo isto fará certamente o seu serão mais glamoroso e confortável.
O tempo a isso convida, chegou Setembro, o Verão está no fim, as férias para muitos já é só uma miragem, e para muitos outros não houve a oportunidade de ver este ou aquele, e este e este outro filmes quando estrearam...agora só em Dvd... ou não!
A Optimus dá-lhe mais uma oportunidade: veja os filmes que quer num pouff com os seus amigos e amigas, ou só com o seu amigo ou só coma sua amiga, leve o pai e a mãe se quiser.
Quem participou o ano passado regressa este ano com certeza, as condições a isso convidam, de salientar ainda que o evento possui parque de estacionamento, casas de banho , lugares especiais para deficientes, e uma lotação de 1500 pessoas.
A lista dos filmes bem como o modo para os adquirir encontram-se tambem aqui disponíveis ou então veja por si mesmo: http://optimusopenair.pt
Não perca esta oportunidade, despeça-se deste Verão em grande. Vá ao cinema!
Vai a rapariga muito bem sentada no belo do Bus em hora de ponta, depois de enganar 3 idosos e ter ganho a corrida silenciosa a duas senhoras de idade desconhecida (mas que eu suspeito que se situe entre os 35 a 50 anos). Cansada de mais um dia universitário pouco produtivo, onde o único ponto positivo foi na cartada no bar dos "junkies", o que ela mais queria era chegar viva da Silva a casa e desfrutar de um belo jantar seguido de um belo serão na companhia não da Floribela ou morangada , mas antes dos seus amigos imaginários, outros quaisqueres que não eles.
Mas Deus tinha outros planos.
Eis que entra aquela que ela não aguenta, mas que não a larga por nada deste ou do outro mundo (seja também ele afectado pela camada do ozono ou não), a sua lapa pessoal, que no fundo é o mesmo que representa o chamado "personal Jesus" para os Depeche Mode, está pertinho, pertinho. A lapa não arranja lugar e permanece ao lado da rapariga: "Porquê??"
E começa então a sua sessão de tortura, sem mais rodeios:
"- Sabes uma coisa? Um amigo meu disse-me que não tomar banho todos os dias fazia mal..."
(pára tudo no belo do Bus, fosse lá o que fosse que estivessem a fazer)
A vítima em questão continuava a teclar nervosamente no telemovel dando o seu ar de extrema e preocupadamente ocupada.
"La tortura" continua...
" É que eu não tenho tomado banho e estou um pouco preocupada."
.............................Twilight Zone..........................
" O que achas?"
Entretanto ela, a torturadora de serviço, toca acampainha, despede-se da rapariga como se fosse voltar ao Ultramar e sai na paragem seguinte, deixando perceber que não queria uma resposta, mas antes desabafar da sua grande preocupação, pobre torturadora, uma alma atormentada.
A rapariga ainda sentada, sente uma multidão a olhá-la, será que também alguns dos membros daquele ajuntamento tinham razões para se preocupar??
Pior que isso, será que mais de 90 por cento da população portuguesa se prepara hoje para enfrentar uma grave e terrível doença, futuramnete conhecida como "DFB" ( ou doença da falta de banhoca).
Ou muito me engano, ou o investigador Grissom e a sua equipa ( sim o surdo, a loura boazona, a morena chata, o tipo do anúncio do shampoo e o fashion da coisa), já se ocuparam de um caso semelhante, no qual uma portadora de "DFB" morre depois de acidentalmente provocar também a morte de todos os membros da sua famíla por contágio.
Nini esta é em tua honra!
Neste que é um Verão como outro qualquer, quente, pegajoso, abafado, enfadonho e inundado, nao por água, mas por obras de arte dirigidas a um público devorador de pipocas doces e salgadas...que é tão digno e merecedor de respeito como aquele que as não ingere por "preferir prestar toda a sua atenção à fita pela qual pagou alguns euros" e porque comer pipocas não é "in" ou whathever, os blockbusters aqui estão sentadinhos à nossa frente:Os piratas estão de volta!!!
Mais aventuras, lucros para a Disney, e humor gerado do bom desempenho dos actores que se divertem à fartasana a fazê-lo. Abram alas ao Johnny! Johnny!! Este sim é um grande Senhor. Um génio para muitos, e continua a ser, porque convenhamos...só um génio para convencer Marlon Brando a fazer "O bravo"!!, para mim um homem que devia ser idolatrado qual Che, era de valor ver a cara dele estampada em tudo o que é t-shirt e afins expostos com orgulho e pompa!
É a partir dele que os piratas ganham vida, aliás a vida no filme nasce do sangue que este actor doa durante as 2 horas e 40 minutos, um pouco longo não?
Esta é a meu ver a falha e bónus do filme, falha porque as cenas prolongam-se demasiado, desencadeando estórias paralelas até certo ponto, mas não durante muito tempo, já que a sua intersecção está sempre eminente, e estórias essas que por vezes podem demorar a fazer todo o sentido ao espectador, mas isso é uma questão sobre a qual não me vou alongar já que é só a minha opinião e talvez neste dia os meu neurónios não estivessem ao nível máximo das suas capacidades já de si limitadas.O bónus, bem os fãs gostam de tudo, e quanto mais tempo para se deixarem levar no espírito dos mares e dos bandidos, melhor!
Mas o grande problema do filme, o único veradeiramente falando, é o facto deste não ser o primeiro, não cheira a novidade, Os piratas das Caraíbas lavou a alma aos filmes do género, este não lava, apenas passa por água, e por mais extraordinário que seja, por mais (ainda mais) emocionante e por mais alta que seja a fasquia, não é o primeiro. Para se perceber melhor digamos que, a interpretação de Johnny Depp é tao ou melhor como no primeiro filme, a diferença é que destra vez ele não vai ser nomeado a Óscar..acho que me faço entender!
De assombro é o universo recriado, as maravilhas das novas tecnólogias no que toca à personagem de Davi Jones e respectiva tripulação, bem como o espaço variado e complexo no qual a trama se desenvolve.
A surpresa do (re) aparecimento de personagens que vêm remeter para o pasasdo e para o futuro...o drama amoroso que se adensa, mas repito a minha opinião quanto a mr Bloom, ele ainda não é leading man, ainda terá que "crescer" pelo menos por enquanto, falta qualquer coisa para ser aquilo que ele pode vir a ser, a fama e o poder que este franchise lhe trouxe, a ele e a Keira, trarão os seus frutos, mas a seu tempo.
Por isso, 3 cheers para os piratas:
1 porque voltaram
2 porque voltam para o ano, e
3 porque não vai haver o 4( que é o novo preto, pois tanto Indiana Jones e Die Hard estão confirmados e talvez Missão Impossível, isto claro se entretanto o Tom Cruise quiser casar com a Katie Holmes!!))
Fugir do mundo, é conquista árdua. Partir para longe é louvável, mas resta sempre algo de nós, de esperança, de sonho, de espuma, uma acendelha à espera de um sopro que teima em arder. E eu fugi nas asas de um pássaro terrestre, veloz e de voo firme que contemplava a minha tristeza cansada, o meu alívio solitário na companhia dos outros... e ouvir o som das asas que balançam.
Os dias passaram: quentes, frios, chuvosos, com ou sem vento, com ou sem gaivotas assassinas. Campismo selvagem porque não? Há tentos que fazem mentalizados, convictos...a minha convicção nasceu da força da circunstância...o improviso faz maravilhas, e a mim ofereceu-me o céu estrelado, todo e inteiro, que me beijou os olhos ensonados e me deixou entregar nas delícias dos sonhos encantados, queimando tempo.
Seguiram-se mais dias, silêncios, palavras, sorrisos, caminhos trespasasdos por espadas do passado capazes de desmoronar baralhos de cartas que são mais, muito mais do que um jogo. Falou-se, escutou-se, falou-se, aconselhou-se, desafiou-se, desentedeu-se? Enquanto houver confiança.
O tempo que passou num ápice, assim é quando se gosta verdadeiramente, quando se reina sem poder concedido pelos deuses e crucifixos.
E no último dia , na manhã do farol ouvi o silêncio do mar, escutei o que ele tinha para me dizer, o segredo murmurado que vem por debaixo do chão. Canção incessante que do azul se faz prata, que me ensurdeceu, cegou, calou, e os ossos das mãos que congelaram, nessa manhã de brisa fina.
E sabes o que te digo??: Luta. Se perderes. Luta mais. Sangra, se for preciso, dá o teu sangue a beber à vampira que dele precisa sem saber. E se morrer, mais vale uma boa morte que uma não vida. Não queiras pouco, exige tudo, porque tudo é o que a vida exige de ti e ela escorre como lava apressada, e nós não ficamos senão, na memória dos outros enquanto a também eles, ela não faltar.
Eu vou lutar, qual guerreira revigorada, qual dama afortunada sem o saber, qual mulher que arde num fogo intenso, e se perder..ou morrer, a memória ( a dos outros) manter-me-à viva, ou pelo menos não morta.
Nervos à flor da pele.
A estreia que não se quer que estreie nunca.
Suor em cursos de água regulares.
Garganta seca com tanto para dizer.
E se eu calasse para não mais falar.
E se eu falasse para não mais chorar.
E se eu chorasse para não mais sorrir.
E se eu sorrisse para não mais esconder.
E se eu escondesse para não mais encontrar.
E se eu dissesse que...
...que fiz tudo dentro da carne e nada fora dela.
E que cada raio de Sol despertou em mim sentimentos
que eu julgara já ardidos.
E que cada rajada de vento faz esvoaçar
os esqueletos dos bailarinos assombrados.
E se. Se eu e tu também.
Eu não quis, tu não pediste.
Eu não pedi, tu não quiseste.
E tinha sido tudo tão fácil, agradável.
Mas não, nunca foi, e nunca será.
Fim do primeiro acto.
Cortinas de veludo vermelho entre os amantes.
Véus brancos em cascatas transparentes.
Estofos azuis confundidos com a noite.
E a brisa que teima em trespassar a alma,
a alma doce e quente que já não te afaga.
Feliz o que deixou de tentar.
Infeliz o que tudo fez para se salvar.
Salvação que mais não é que perdição.
Corropios de sons em espiral de emoções.
Palmas.
O "tu" esse mudou, é tempo.
O "eu" permance mudado, é tempo.
Desculpa mas o protagonista teve de morrer.
Tive de o matar, não não morreu de morte natural.
A naturalidade da morte fui eu quem a criou.
Eu não morro nunca, o meu egoísmo não o permite.
Desculpa-me mais uma vez.
É o espectáculo do "nós".
Amanhã, começa de novo à mesma hora.
Novo público, os mesmos actores, a mesma solidão.
O vazio na sala cheia.
Mais palmas.
Hoje fazia calor. Os raios de Sol encurralados na clave e nas linhas espaçadas milimetricamente espreitavam por entre as persianas sem licença, o ar quente bebia-se como limonada quente, os movimentos dolentes e calados...um inferno na casa.
A casa é aquele lugar onde sabemos que nada nos pode acontecer, mesmo quando acontece e tudo não parece mais do que um pesadelo ou uma lembrança longíqua, ambos encurralados por entre quatro paredes brancas caiadas pela tinta da nossa imaginação.A casa é a clave de Sol no início da mais bela das melodias, é a nota apagada pelo professor que a trocou por uma semi-colcheia, por ser mais breve.
Está quente, a casa queima, o meu centro de gravidade desintegra-se, a minha vontade desmotiva-me, os meus actos são irreflectidos.
Verão. esse inimigo. Esse inimigo das palavras. Apagador, atenção não é corrector. Corrigir mais não é que cobrir co pasta branca aquilo que não se quer ler, não vemos mas está presente e mais tarde ou mais cedo, a camada desfaz-se em pó, e nós relembramos o quanto perdidos nos encontramos.
Se apagramos está feito! Não há como voltar atrás...descobertos. Estou ciente de que o mais saudável é corrigir, como todos dizem ser o correcto, ams porque não apagar?Não seria ebm mais fácil?
A resposta é não.
Não nos esqueçamos que possuímos memória. Esse incansável "post-it" amarelo (ou cor de rosa) , que aquando da sua inoportuna tarefa tudo o que faz é ofuscar-nos, tornar-nos humanos. Sem nunca percebermos se alguma vez tivémos ou iremos ter a hipótese de optar, será que ser inumano é ser maldoso? Não o somso todos os dias? Não nos damos ao luxo de não sentir todos os dias. Não é sentir mais do que uma acção irrfelctida que ecoa no nosso ser cada vez mais distante? Sentir...
Não me considero má, quando criança questionava-me, hoje já não o faço, hoje afirmo-o, sei-o no mais fundo da minha essência: Sou boa. E a minha maldade existe, é ela quem alimenta o meu lado bom, é a mladade que me dá força... a uns consome, a outros direcciona e aos que sobram, bem a esses dá sangue...em mim faz com que ele corra com mais força.
Sou boa. Sinto-o. Ponto.
Mãe??
Terra..
Porque é que ele foi?
Porque é que só me sinto completa com ele?
Porque me sinto ele...
O cheiro, o som, o zumbido, as folhagens arrastadas, os pássaros a levantar voo, o curso do rio, o ancorar da nau, o aço a cortar madeira, a doença a estragar as carnes...o silêncio, o pó...o silêncio.
The New World, o novíssimo e elaboradíssimo de Terrence Malick é um festival de sensações absorvidas lenta e harmoniosamente.
Fiquei completamente estarrecida com tamanha obra de arte, um verdadeiro festival natural, fruto de trabalho local, anos de produção, e mestria do realizador.
De notar também o envolvimento do actores no filme, porque protagonizar O novo mundo imagino não ser uma tarefa fácil, ainda por cima quando se tem poucos diálogos e temos que dizer tudo com um simples olhar, um silmpes saudar do sol, ou um simples adeus ou ainda uma simples vénia:
"Encontraste as tuas Índias?"
"Acho que lhe passei ao largo."
(Ela faz uma vénia digna da sociedade inglesa do século XVI e vira as costas)
Palmas e palmas para a brilhante Q'Orianka Kilcher (16 anos) e eu duvido que tão cedo encontre outro trabalho em Hollywood e Christian Bale (um dos meslhores da sua geração). Já Colin Farrell nao encanta, digamsos que ele é um bom actor, não acho que não, mas que nunca chegou a evoluir, a aperfeiçoar e isso vê-se nos seus últimos trabalhos.
Absolutamente fascinada foi como fiquei com esta obra, a banda sonoro é envolvente mas sem roubar o lugar e protagonismo aos sons da Natureza, Ode a James Horner por isso. E a
entrada no genérico final...absolutamente divina(nao revelarei para não estragar surpresas).
Mas mais do que Naturexa neste filme somos confontados com o Amor e a barreira de culturas, a barreira da língua que se vê desmistificada e insignificante, mas a transponibilidade do vazio e o silêncio...o amor parece ser feito desses dois aspectos, e quando estes são preenchidos, há como que um voltar para outros horizontes "outras Índias"...procurar outras crenças, outras razões
de viver, no fundo uma morte do Amor (que é imortal) e de todas as crenças que nos rodeiam...
" He has killed the God within me"
No fundo The new world poderá ser uma profecia de um velho mundo, um mundo ideal, longe de tudo aquilo que repudiamos onde só pode existir um amor puro, essencial, desinteressado, comunicativo nas pegadas deixadas na terra molhada, tal como diz o capitão John Smith:
"They are gentle, loving, faithful, lacking in all guile and trickery. The words denoting lying, deceit, greed, envy, slander, and forgiveness have never been heard. They have no jealousy, no sense of possesion. Real, what I thought a dream. "
E o sonho começou...
Os anos passaram.
A morte morreu.
O luto deu lugar à cor.
Ele voltou...a morte voltou...ele partiu...a morte ficou.
"Tudo o que nasce tem de morrer."
Ela morreu. Pocahontas morreu.
Perdido num novo mundo. Maior, perigoso, só, louco, estranho, longíquo e esquecido.
E tu meu pequenino, eu só queria fazer como ele o fez, pegar-te ao colo, balançar-te, cantar-te baixinho ao ouvido, esperando a tua estrela que não partiria primeiro sem uma lágrima minha.
Feliz ele que te viu no deserto, que procurou contigo um poço, e que só acreditando o encontrou, que te viu encantar uma serpente venenosa...que ilusão, tu eras o veneno dela.
A mim só me resta procurar uma seara e procurar-te por entre o trigo, acariciar-te o cabelo ao sabor do vento cálido numa tarde quente de Verão, enquanto escuto os cânticos dos anciões.
A mim só me resta cuidar da flor, que sendo igual a todas as outras, me cativou...e espera por mim naquela que é a sua sepultura terrena ou pela raposa que a rapte e a sepulte noutro paraíso.
Meu menino adorado, foste tu quem me ensinou a viver, a amar, a perceber o que no fundo já sabia, mas esqueci, porque infelizmente nos esquecemos daquilo que de mais puro alguma vez já tivémos, aquela coisa curta, e vivida longamente, mágica, curiosa, sagrada, colorida, a cheirar a rebuçados de limão e da cor dos cogumelos vermelhos com bolas brancas.
Infância.
Queria casar contigo, ser a tua princezinha, viver no teu reino que nunca será teu porque nunca serás adulto, admirá-lo, coberta pela tua capa e avistá-lo por entre os teus cachos de cabelos doirados que seriam a minha luz no mais escuro dos universos.
E se não voltas?...tu prometeste que vinhas. Tu vens. Eu sei.
Só os adultos é que não cumprem promessas.
Vai ao deserto Principezinho, ajudar a alma do aviador.