terça-feira, dezembro 18, 2007

Let's put a smile on that face!

sábado, dezembro 15, 2007

O fim da aventura

Estou neste preciso momento a abraçar carinhosamante um trabalho a que me propus fazer. A ideia é simples: uma análise comparativa entre dois filmes, o original e o que lhe seguiu, o chamado remake. Se no ano passado me deleitei a fazer um trabalho do género, mas com vista a um romance e a sua respectiva adaptação fílmica, desta vez não são duas obras a relacionar, mas sim três porque resolvi complicar um pouco a coisa, e assim tratarei dois filme e o livro que lhes deu origem. Tenho então encontros marcados com The end of the affair de 1955 e The end of the affair de 1999 que serão os meus objectos de estudo e sim o de 1999 é um dos filmes da minha vida, e ambos baseados num dos mais tocantes e perturbadores romances que já li, The end of the affair de Graham Greene. A história é simples, uma mulher casada mantém um romance com um outro homem, entre os dois surge a guerra que lhes possibilita os encontros furtuitos, e um outro ser mais presente que tudo, surge Ele e todos os seus esmagadores valores, que faz lembrar, lembrar e nunca esquecer. Ele que devia unir as pessoas e mais não faz que as separar, que as obriga a fazer promessas e a corromper as suas almas ancorando os seus sentimentos, Ele que diz que o desejo é quando satisfeito é sinal de que merecemos ser castigados, Ele que que fala em Amor e não acredita em coincidências, Ele que levou Sarah apenas porque Sarah O amava, e porque ela trocou a sua Paz pela Paz dele. O que deveria ser um romance sobre o ódio a Deus consubstancia-se num texto (talvez O texto) mais angustiante que já li e que tem o poder de se transformar na mais bela declaração de amor feita por um homem perdido na Terra a uma mulher perdida no Céu. Porém ao terminá-lo percebi que este livro não é sobre ódio, e sim sobre Amor,e só odeia quem é capaz de amar seja o que for, Bendrix tinha medo de não ter conseguido amar Sarah, mas Bendrix consegue odiar Deus. E Sarah viu-se obrigada a desejar a morte daquele a quem mais amou, Sarah partiu numa tarde de bombardeamentos em Londres e nunca mais voltou, passando o resto dos seus dias a tentar encontrá-Lo em vão:
Perdi a Paz. Quero Maurice. Quero o vulgar e corrupto amor humano. Ó meu Deus, bem sabes quanto desejo desejar a dor que me ofereces, mas, neste momento não. Afasta-a de mim por um instante, oferece-ma noutra altura.
Deus não escutou Sarah.
Sarah: Love does not end just because you stop seeing each other.
Bendrix: That's not my kind of love.
Sarah: Maybe there's no other kind.
Gosto de fazer trabalhos assim.

O que é bom é para ser visitado pela princesa!!

E portanto aqui ficam os links de:

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Globos de Ouro

Ui este ano é caso para dizer "há pó menino e pá a menina!", pois que este ano choveram nomeações para aquele lado do globo, dilataram-se as correntes de nomes que coroam cada categoria e prevejo já muito filme a ganhar numa ou duas categorias. Sim este ano será difícil haver "o grande vencedor da gala".
De qualquer modo,a minha felicidade ao ver Atonement na frente, algum desagrado pela omissão de nomes como Joaquin Phoenix, Daniel Day Lewis e Russel Crowe (eu não gosto dele, mas não posso deixar que o ódio me domine nestas situações), Christian Bale também é com pena que não o vejo por lá, e a ausência de Vincent Cassel na categoria de melhor actor secundário também me custa um pouco,
O certo é que entre mortos e feridos, são mesmo assim bem jeitosinhos os sobreviventes, para o resto da lista..já sabem o que fazer!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

That's how you know...

que não há nada como um filme inocente para brindar ao Natal!
Mas também ajuda ouvir o Patrick Dempsey a dizer:
I don't dance.
And I really don't sing.
Já não se fazem Príncipes como antigamente.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Qualquer semelhança (não) é pura coincidência

Quando me preparava para deixar umas palavras sobre Funny games e sobre a sua colagem inspirativa em Clockwork Orange, não só pelo tema (ou melhor uma simples cena do filme de Kudbrik), pela cor, pelo "mind games", pela parecença física entre Michael Pitt e Malcolm Macdowell e pela violência explícita, eis que me deparo com a verdade Funny games é um ramake shot by shot do filme com o mesmo nome de 97 de Michael Haneke.
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Assim vejo-me na obrigação de reformular a minha ideia, Funny games com Naomi Watts, Michael Pitt e Tim Roth é um remake shot by shot do filme de 97 com o mesmo nome, mas com todas as influências do filme de Stanely Kubrick. Deste modo trata-se de um remake que nasce declaradamente de um outro filme (uma homengagem portanto como Gus Van Sant fez com Psycho) e nasce também para não fazer esquecer a ultra violência de 1971!
É por isto que gosto de cinema, porque aqui nada é coincidência!

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Hi Tekk feat Nikkfurie

Todos dizem que dos três o douze é o pior, mas eu cá como gosto mais de ver o que de melhor um filme tem do que o que de pior (acho mesmo que há gente paga para o efeito)!
Aqui fica Thé à la Menthe do duo francês La caution, "a fantástica cena dos lasers do Ocean's 12"....Enjoy (clicar na imagem)
Sim, porque não é só a Nini que posta "as malhas" de que gosta!!

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Hoje a caminho de casa

Hoje a caminho de casa, decidi apanhar o metro, nem sempre o faço, prefiro caminhar demoradamente pelas ruas nestes dias, são frios mas têm um encanto especial, o chão é cama feita para as atordoadas folhas secas das árvores que se abanam para delas se verem livres, e os pássaros corajosos voam vagarosa e destemidamente pelos céus mais próximos a nós. Hoje a caminho de casa, decidi apanhar o metro, tinha tempo, tinha bastante tempo mas fi-lo.
No metro também acontecem coisas. Entrei na carruagem que me escolheu na estação, e encontrei facilmente um lugar que me foi cedido pela ausência de alguém. Entrou também uma senhora, devia ter uns quarenta anos, era activa, mala às cotas, botas altas, camisa fina (“fina demais” achei eu). A senhora cativou-me. Não por ser bonita. Também não era feia, mas sentou-se estacionando o carro de uma criança à sua frente, notei que a senhora falava com alguém mas não percebi com quem, também não percebi o que dizia ao certo, eu ia de fones, esse vício irritante e pouco estético (não há nada mais sem graça que uma pessoa com dois fios a sair dos ouvidos). Como dizia, não percebi o que dizia mas percebi do que falava: era do seu filho. Era um menino ainda mais cativante, de olhar vago, que movia a cabeça de modo lento e pouco preciso, o olhar dele era compenetrado, tudo o chamava a atenção, desde a luz da carruagem ao vermelho dos bancos, e ele parecia oscilar entre uma presença ausente e um sono acordado. O menino é um daqueles meninos que “não é normal”, as mãozinhas dele também eram sinal dessa desobediência aos parâmetros mais sociais que humanos, os dedos pareciam querer agarrar algo que lá não estava (ou se calhar estava, e eu não conseguia ver). Hoje a caminho de casa, aquela mãe que enquanto falava e gesticulava (era tão engraçado vê-la do meu lugarzinho encostada à janela, eu uma “sua espia acidental“ ), ela não largava o seu menino que a olhava repetidamente pedindo-lhe atenção (pensei eu), talvez não, porque sempre que ele o fazia, ela retribua o olhar e fazia-lhe festinhas no nariz e nas bochechas. Hoje a caminho de casa, quando pensava que nada mais faria deste dia um”dia normal”, eis que chego ao meu destino. Levanto-me do meu lugar, e dirijo-me à porta para sair da carruagem, não pude evitar, e olhei o menino, quis despedir-me sem o conhecer, por coincidência (ou simplesmente porque alguém percebeu que este não era um dia normal) o menino olhou também, eu sorri (faço-o quando me sinto numa situação embaraçosa..pois não o queria olhar como todos os outros o olham) ele retribuiu, tal como fez com a mãe, e tal como ela fez com ele. Hoje a caminho de casa aprendi que se tivermos o coração aberto, tudo nele pode entrar, que as asas que julgamos cortadas nos permitem voar em todas as direcções, que a alegria dos outros é a nossa alegria, que se os planos que fazemos não se concretizam é preciso acreditar e dar lugar a outros…a dignidade nada tem a ver o “não saber cair” nem com “o saber levantar-se“, a dignidade tem a ver com o amor incondicional pela vida humana. Hoje a caminho de casa, e depois de apanhar o metro, seguiu-se o carro familiar (com familiares e tudo), e enquanto deixava o Campo Grande para trás reparei num avião que aterrava, qual pena que descai pelos ares em linhas horizontais: senti paz no meu regresso a paz, estou em paz.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Put the blame on me boys

THE DARK NIGHT

Ainda sobre "Eastern promises"

Refeita do duplo visionamento da obra, sento-me finalmente em frente ao écran do computador e arrisco umas linhas, que mais não serão que uma mera constatação de factos e uma mera exposição de sensações obtidas após o acontecimento.
Raramente me sucede semelhente coisa, como é que se costuma dizer mesmo "choque pós traumático"? é assim?
Pois aconteceu comigo na passada sexta feira, voltei para casa sem saber o que pensar, dizer, sentir... e demorou-se-me cinco dias a passar uma caneta por um pedaço de papel (um recibo de multibanco), mas ainda não contente com o resultado fiz como os pais mandam aos seus filhos "ultrapassar os medos", "enfrentar o bicho papão", sabem aquela sensação de adrenalina, aquela de antecipação de dor, vais custar, e mesmo assim não lhe conseguimos fazer frente e deixamo-nos sucumbir; entregamo-nos de mãos atadas e assim fui eu de novo à mesma sala de cinema para rever a obra. E agora que já vos escrevi umas tantas linhas sobre mim, deixem que me redima:
Cronenberg resolveu pegar num argumento no qual o dedo pudesse ser colcado profunda e demoradamente na ferida "dói não dói?", essa ferida é feita sangrar fazendo-nos perder os sentidos e é depois sarada aquando do genérico final, o mesmo tempo que uma tatuagem leva a sarar, com efeito são os tais cinco dias que referi atrás, os mesmos que me levaram ao início deste texto.
Sempre gostei do modo como este homem revela os seus argumentos, gosto dele portanto como contador de histórias, e atenção porque aqui calhou-lhe um argumento dos bons!
Mas em Promessas perigosas, gosto do modo como são filtradas as sensações, os crimes, os esquemas, os silêncios, as festividades, a injustiça, o tráfico de mulheres e a paralela violação dos seus direitos.
O que fica é o compasso de espera, uma espécie de limbo "russolondrino" no qual os russos se queixam do tempo de Londres "nunca neva, nunca faz sol" agudizados com o som de violinos feitos tocar até fazer "a madeira chorar", a madeira somos nós claro.
O que fica também é a persistência dos protagonistas masculinos lacónicos, Viggo Mortensen é contido e tem aqui a sua melhor interpretação, Naomi Watts está bem (como sempre) e a sua vulnerabilidade é já um paradigma das protagonistas femininas deste realizador, mas para brilhar chamemos Vincent Cassel, essa luz francesa que em contraste com o protagonista, nos enamora pela sua impulsividade, a sua exuberância, o seu exagero que não é porém categorizável, nada parece ser caricaturado, tudo flui do actor em direcção a nós.
Se é um filme violento?
É sim senhor.
Se é melhor que Uma história de violência?
É sim senhor.
Porquê?
Não sei, porque não se explica (sente-se).
Aprendi alguma coisa?
Que o confronto com a verdade é atrasado de dia para dia, e que vítimas esperam por ela: "mantém-te viva."
Que o chauffer de uma família de mafiosos faz mais do que guiar carros.
Que todas as tatuagens devem contar uma história.
Que um homem sentado sozinho à mesa numa noite de Natal tem uma verdade para revelar, verdade essa "atrasada" por uma mentira necessária "mantém-te viva".
(queria que fosse um post mais técnico, mas desta vez não consigo)

domingo, dezembro 02, 2007

Coisas bem feitas? Eastern Promises é uma delas!

Se não choverem nomeações, a estes dois senhores, mais ao argumentista e ao compositor, então está na altura de me atirarem de um sexto andar, espetar-me um pauzinho no cérebro e tardar em chamar o tinóni...(texto crítico para breve, mas há que recuperar o fôlego)

quarta-feira, novembro 28, 2007

VAI BUSCAR!!!

SIM eu tenho um poster de um filme no meu quarto (pequeno vá) de um filme que começa assim!(clicar na imagem)

terça-feira, novembro 27, 2007

Hot fuzz: "um filme porreiro 'pá!"

Ele há coisas do Demo, às vezes os filmes resultam simplesmente porque sabem fazer uso da velha máxima e prática do senhor realizador Quentin Tarantimo "é pôr tudo numa daquelas trituradoras 1, 2 3 e ver o que sai de lá!" (E se juntarmos um pouco de molho de tomate então é a maravilha sagrada) De facto, Hot Fuzz resulta por que é directo, é grosseiro, é violento e é longo! Nuncas as palavras "ketchup", "swan" fizeram tanto sentido, e é numa sala de cinema (procurar bem) que se encontra este miminho britânico. O que surpreende é que nesta obra não nos desmanchamos (logo) a rir, bem pelo contrário, há todo um jogo de alimentação de expectativas (essas gulosas), uma introdução pausada que vai ganhando consistência na bela vila algures na ilha da Rinha Isabel II. O filme de Edgar Wright parodia (ou faz ode) a toda uma sagrada obra cinematográfica que tem no seu centro a parceria policial, a típica história de dois polícias completamente diferentes que encontram um no outro o companheirismo, a produtividade e a amizade (está claro). Elevam-se aqui as grandes obras Point Break, Bad Boys II (eles sabem!!) com momentos manifestamente poéticos, de beleza e sentido, havendo ainda espaço para Shakespeare (sim leram bem). Uma comédia/filme de acção recheada de grandes momentos, mas se tiver de escolher uma:
está claro que é a alucinante cena de pancadaria (à bruta) no supermercado Sommerfield da vila....aliás é a partir daqui que a expressão "here comes the fuzz" se reveste de significado!
Fica para a posteridade sim senhora, mais que não seja pelo pontapé dado na cara de uma idosa mais fantástico da História do Cinema!

segunda-feira, novembro 26, 2007

Se isto não viesse na Bíblia...

tratar-se-ia do momento mais brechtiano na História do Cinema, mas como até anda por lá transforma-se num dos momentos mais estranhamente poéticos de que tenho conhecimento: it's not going to stop.
Magnolia, 1999

sexta-feira, novembro 23, 2007

Sunset Boulevard

Fale-se de coisas que permanecem, e eis que surge Sunset boulevard, actual, incisivo, divertido, bizarro, um ícone está claro!
Hoje que assistimos ao desfilar das ditas celebridades e espalhar brilho e algumas peças de vestuário por onde quer que passem, faz-nos ver esta obra de Billy Wilder ganhar tons proféticos, qual Nostradamus a prever ataques terroristas.
Está lá tudo, os nose jobs, os argumentistas (actualmente em greve laboral) que sucumbem ao comercial, a queda de grandes estrelas de outrora, o mundo das ilusões: viva o oportunismo e o comodismo!
Viva!
aqui fica a magnífica sequência inicial!
E umas memorable quotes:
Betty: "Fiz um teste para a Paramount, e não gostaram do meu nariz."
Joe: "eu gosto do teu nariz."
Betty: "Ainda bem, porque custou-me 300 dólares! Voltei à Paramount, e gostaram do nariz mas não gostaram da meu modo de representar."

domingo, novembro 18, 2007

O nascimento de um ícone

Existem imagens que recordadas anos e anos depois falam por si, esta arrisca-se a ser sinónimo de Atonement e de Keira Knightley, não são precisas descrições para que nos recordarmos daquilo a que remetem. O incrível é o assistir ao nascimento invísivel de um mito, e o como a magia do cinema não nos deixa de encantar.
Há o vestido esvoaçante de Marylin Monroe em Some like it hot.
As calças justas de António Banderas em Desperado.
O fato amarelo de Uma Thurman em Kill Bill.
O vestido de Julia Roberts aquando do momento em que recebeu o oscar por Erin Brokovich.
Há o vestido verde de Vivien Leigh em E tudo o vento levou (feito a partir de um cortinado).
E agora há o vestido também verde de Keira Knightley em Atonement.
Existem mais eu sei, quero que partilhem!

domingo, novembro 11, 2007

A razão porque sempre gostei deste tipo

(clicando na imagem é proporcionado o visionamento de parte deste encantamento) Brendan Fraser nunca foi ( e suspeito que nunca será) um actor de primeira linha em hollywood, mas nós espectadores sonhadores temos cá as nossas ilusões, a primeira ve que o vi foi num filme chamado Gods and Monsters, e lembro-me de ter pensado "este rapaz faz-se"! O rapaz fez-se! Não no actor de respeito a que eu me referia, mas antes num Indiana Jones mais fatela, mais musculado, de facalhão em punho lutando com múmias e escaravelhos, Rachel Weisz passou por lá e não foi afectada, porque é que Brendan ficou??...Mesmo sendo ele uma figura low profile, e tendo entrado nalgumas comédias mais fracas, vai mesmo assim fazendo ele coisas boas, Crash (onde todos brilham efemeramente, tal como o tal toque humano do choque entre os demais) deixa-nos a pensar, e agora este The air I breath tem o mesmo efeito. Talvez ninguém dê pelo filme, nem por Brandon, mas estou cá eu!! E sim gosto dos dois filmes da Múmia, são descomprometidos, fazem-me rir, e imitam os grandes à distancia criando a margem necessária para um estilo próprio e um franchise muito seu...adivinha-se um terceiro...o que me deixa a ponderar sobre a publicação ou não deste post...na dúvida aqui fica ele.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Um Capricho Chamado Elizabeth

Se há sensação maravilhosa nesta vida é a de ver as nossas expectativas para lá de correspondidas, sim, porque este Elizabeth the golden age é simplesmente luxuosamente envolvente, como que um sonho que visto numa tela nos aprisiona e lá ficamos, e por lá queremos ficar.
Shekar Kapur não precisava de fazer este filme, havia feito o já tocante Elizabeth, mas esta nova aventura revela-se um capricho requintado e ainda mais esteticamente apurado que o seu antecedente, um verdadeiro filme de época, um hino à beleza e ao simbolismo históricos. Visioná-lo é como sentir que Bollywwod entra no período isabelino pela cor empregue e, que as forças do Bem e do Mal existem de facto e que figuras incontornáveis da História são mesmo pessoas inalcançáveis, prisioneiras de uma liberdade deveras controlada pelos deveres e obrigações
São notáveis as gigantescamente arrebatadoras cenas em que Cate Blanchett exprime culpa, hesitação, amor e ódio, ou as cenas em que a mesma actriz emprega toda a sua força em discursos precisos e concisos, carregados de humor e sentimento, uma verdadeira musa esta Cate capaz de fazer sobra a todo o restante elenco, muito menos presente. Este realizador, revela-se soberbo ao roubar as cores, a luz, a nitidez do nosso imaginário e aprisioná-lo na tela, e faz deste filme uma obra esmagadora, hipnotizante capaz de secar a fonte das palavras. Notas máximas para todos os elementos técnicos deste filme, fotografia, guarda roupa, caracterização, banda sonora, todos eles conjugados na recriação de uma tela que ganha vida com as captações de imagem sejam elas fruto de movimemtos circulares em torno das personagens, sejam elas à distancia abrindo campo a um mundo para que este se transforme num majestoso universo. Desta vez Shekhar Kapur entra ainda mais no interior desta figura, abrindo o seu filme a umuniverso mais alargado espacialmente, porém a falha sente-se na composição das restantes personagens. Outro ponto a seu favor é a boa gerência do factor tempo, e não há nada melhor do que ver um filme sem nos sentirmos minimamente cansados por díálogos, ou cenas de guerra, ou cenas ternas, ou planos simplesmente feitos para nos deixar repousar. Esta obra entra ainda num jogo simbólico, entre religioso e profano, entre sagrado e terrível, entre luz e escuridão, Elizabeth chega a vencer Deus, ganhando contornos icónicos. De notar ainda a maravilhosa alusão ao culto mariano do qual a figura da rainha é portadora, do início ao fim da obra. Se Elizabeth tem defeitos, é possível, mas existem filmes feitos para nos deixar levar, este sonho é prova disso.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Doce ou travessura?!

O Halloween foi ontem é certo, mas foi somente hoje que me chegou este docinho (qual chocolate de leite em forma de bruxinha)!
A estreia será em 2008, e a figura sinistra é esta que se apresenta aqui em cima, um conhecido de todos, suspeito que desta vez menos cómico, menos apalhaçado, menos Jack "over the top" Nicholson, e mais Heath "over the mountains" Ledger!